top of page
  • Instagram
  • Pinterest
  • Youtube
  • Facebook
  • X
  • Spotify

Resultados de busca

2418 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Consulta barata sem plano de saúde: modelo sem rede fixa cresce no Brasil

    Formato com reembolso e liberdade de escolha avança como alternativa aos planos tradicionais Modelo de saúde sem rede fixa e com reembolso ganha espaço no Brasil como alternativa aos planos tradicionais _ Foto: Reprodução Pagar cerca de R$ 50 por uma consulta com especialista tem se tornado uma alternativa de consulta barata sem plano de saúde no Brasil. Mesmo fora do modelo tradicional, formatos sem rede credenciada fixa começam a ganhar espaço, impulsionados pela busca por atendimento mais acessível e flexível. A proposta difere do formato tradicional ao permitir que o paciente escolha o profissional ou a clínica de sua preferência, com possibilidade de reembolso parcial do valor pago. O modelo amplia a autonomia do usuário e pode reduzir o custo direto da consulta, a depender das condições do serviço contratado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), milhões de brasileiros permanecem fora dos planos privados, seja pelo custo elevado ou pela perda de vínculo formal de trabalho. Esse cenário tem favorecido o surgimento de soluções intermediárias entre o sistema público e os planos de saúde tradicionais. Na Bahia, empresas já operam nesse formato, oferecendo consultas em rede aberta, telemedicina e serviços complementares com coparticipação. De acordo com representantes do setor, a proposta busca flexibilizar o acesso ao atendimento, permitindo maior liberdade de escolha ao paciente dentro dos limites previstos em contrato. Outro ponto apontado é a redução de prazos de carência, comuns nos planos tradicionais. Em alguns casos, o acesso aos serviços ocorre de forma mais rápida, o que atende principalmente trabalhadores informais e autônomos. Pontos de atenção Especialistas recomendam cautela na adesão a esse tipo de serviço. É importante verificar limites de reembolso, cobertura oferecida, abrangência de atendimento e condições contratuais . A ausência de rede credenciada fixa pode ampliar as opções, mas também exige que o usuário tenha atenção redobrada na escolha dos profissionais e no controle dos custos. Para quem está fora dos planos tradicionais ou enfrenta dificuldades no sistema público, o modelo aparece como alternativa. Ainda assim, sua efetividade depende de regulação, transparência e clareza nas regras de funcionamento.

  • Decretos ampliam inclusão de alunos com deficiência nas escolas comuns

    Novas regras reforçam direito à matrícula e exigem maior suporte pedagógico das redes de ensino Decretos ampliam inclusão de alunos com deficiência nas escolas _ Arte: IA / 071 News As mudanças recentes na política educacional brasileira começaram a impactar as salas de aula ainda no primeiro trimestre letivo. Os Decretos nº 12.686/2025 e nº 12.773/2025 atualizam a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e ampliam a presença de estudantes com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento e altas habilidades na rede regular de ensino. As novas normas reforçam o direito à matrícula na escola comum, proíbem a exclusão por falta de estrutura e determinam a oferta de atendimento educacional especializado como complemento ao ensino regular. A diretriz estabelece que a inclusão deve ser regra, exigindo adaptação das redes pública e privada. Advogada Sabrina Batista, sócia do BSF Advogados _ Crédito: Divulgação Direito reforçado Para especialistas, as medidas consolidam avanços já previstos na legislação, mas que ainda enfrentam dificuldades na prática. “A legislação brasileira já assegurava o direito à educação inclusiva, mas havia lacunas na aplicação. Os novos decretos reforçam a obrigatoriedade e ampliam a responsabilização das instituições de ensino”, afirma a advogada Sabrina Batista, sócia do BSF Advogados. Entre os principais pontos está a garantia de suporte individualizado ao estudante, com recursos de acessibilidade, profissionais de apoio e adaptações pedagógicas conforme a necessidade de cada caso. Advogado Fábio Freire, sócio do BSF _ Crédito: Divulgação Impacto imediato Com o ano letivo em andamento, escolas já começam a lidar com os efeitos práticos das mudanças. A ampliação do acesso exige reorganização das equipes, revisão de práticas e investimento em formação continuada de professores. “O impacto é imediato porque a escola não pode mais alegar despreparo para negar matrícula ou permanência. A obrigação é acolher e estruturar o atendimento”, explica o advogado Fábio Freire, também sócio do BSF. De acordo com o especialista, o desafio agora é garantir que a inclusão vá além do acesso formal. “Não basta matricular. É preciso assegurar condições reais de aprendizagem, com suporte adequado e acompanhamento contínuo”, acrescenta. Apesar do avanço das normas, especialistas apontam que a efetividade das medidas depende da capacidade de adaptação das redes de ensino. A falta de profissionais especializados, infraestrutura inadequada e ausência de planejamento ainda são obstáculos recorrentes. Famílias também relatam dificuldades para obter apoio adequado, especialmente em casos que demandam acompanhamento individualizado, como estudantes com transtorno do espectro autista (TEA). Mudança de abordagem As medidas também indicam uma mudança de abordagem: a educação especial deixa de ser vista como um sistema paralelo e passa a integrar o ensino regular. A lógica é adaptar a escola ao estudante, e não o contrário. Para Sabrina Batista, que também é mãe atípica, o momento exige atenção das famílias. “As famílias precisam estar atentas aos seus direitos e buscar orientação sempre que houver negativa ou ausência de suporte. A legislação avançou, mas a garantia desse direito ainda depende de fiscalização”, afirma. No curto prazo, o cenário é de transição. Entre a norma e a prática, o desafio está em transformar a inclusão em uma realidade efetiva dentro das salas de aula.

  • Cezar Pinheiro lança audiovisual de "Pirraça" e confirma shows no São João 2026

    Forrozeiro de Entre Rios aposta em novo lançamento para ampliar presença no circuito nordestino durante o período junino Cantor baiano aposta no resgate do forró autêntico e confirma shows fora da Bahia durante o período junino — Crédito: Divulgação O cantor baiano Cezar Pinheiro anuncia a gravação do audiovisual da música "Pirraça", principal aposta do artista para o São João 2026. O projeto marca uma nova fase na carreira do forrozeiro de Entre Rios e chega em um momento em que ele amplia sua atuação para além da Bahia. Com apresentações confirmadas no Arrasta-pé em Alagoas, Cezar entra no período junino com a estratégia clara de usar o lançamento audiovisual como porta de entrada para novos públicos no Nordeste. A participação no evento alagoano é um dos pontos altos de uma agenda que extrapola as fronteiras baianas e posiciona o artista no circuito mais disputado do forró, o São João nordestino, quando os palcos multiplicam e a visibilidade do gênero está no seu pico. "Levar meu som pra outros estados é muito importante nesse momento. O São João abre portas e permite que a gente alcance um público ainda maior", afirma o artista. Cezar Pinheiro — Clipe de "Cada Recaída é Mais um Gole" _ Reprodução: Youtube O audiovisual integra um movimento mais amplo de investimento em produção própria. Cezar também assina composições como "Cada Recaída é Mais um Gole", que ajudam a consolidar sua identidade dentro do forró autêntico nordestino. "A gente vem preparando esse projeto com muito cuidado. O São João é um momento especial pra gente mostrar o trabalho e chegar mais perto do público", diz Cezar. Com mais de 25 mil seguidores no Instagram e diversos projetos nas plataformas digitais, entre eles o álbum Uma Viagem ao Autêntico Forró, é possível ver o propósito de Cezar Pinheiro: chegar ao São João 2026 com repertório consolidado e o audiovisual de "Pirraça" como principal aposta da temporada.

  • Análise do filme O Diabo Veste Prada: ambição, poder e escolhas

    Filme dirigido por David Frankel vai além da moda e explora os impactos do sucesso na vida pessoal e profissional Anne Hathaway e Meryl Streep protagonizam O Diabo Veste Prada, filme que aborda ambição, poder e os bastidores da indústria da moda — Crédito: Divulgação / Arte 071 News Comentado por David Frankel numa edição especial, O Diabo Veste Prada é um filme que narra a jornada de Andrea "Andy" Sachs (Anne Hathaway), uma recém-formada e aspirante a jornalista, que consegue um emprego que "um milhão de garotas matariam para ter": o de assistente júnior de Miranda Priestly (Meryl Streep) na revista de moda Runway. Embora Andy despreze o mundo superficial da alta costura, ela aceita o emprego como um passo para sua carreira de verdade, sem saber que sua vida se transformaria em um verdadeiro inferno. O enredo se concentra na luta de Andy para sobreviver às exigências cruéis e degradantes de sua chefe impiedosa, enquanto o glamour e as pressões da indústria da moda a transformam gradualmente, testando sua ética e seus relacionamentos pessoais. O roteiro de Aline Brosh McKenna, adaptado do romance de Lauren Weisberger, é a espinha dorsal do filme, equilibrando drama e comédia com diálogos afiados e memoráveis. McKenna foi elogiada por seu trabalho em transformar o material original, muitas vezes considerado mais cínico e "chick lit", em uma narrativa cinematográfica mais edificante e acessível. O roteiro consegue desenvolver a complexa relação entre Andy e Miranda, explorando temas de ambição, sacrifício e o custo do sucesso. Ele também molda personagens secundários icônicos, como a invejosa Emily Charlton (Emily Blunt) e o compassivo Nigel Kipling (Stanley Tucci), que adicionam profundidade e momentos de alívio cômico à trama. A direção de David Frankel é funcional, mas muitas análises apontam que a verdadeira força do filme reside nas atuações, especialmente na de Meryl Streep. Frankel, que tinha experiência na série Sex and the City, utilizou seu conhecimento para capturar a vibrante atmosfera da moda de Nova York e Paris. Embora alguns críticos tenham considerado a direção previsível, a habilidade de Frankel de criar um ambiente narrativo propício para o talento de seu elenco, em particular para o carisma de Streep, é inegável. A direção soube destacar as nuances da atuação de Streep, permitindo que a personagem Miranda Priestly se tornasse um ícone cultural, lembrada por seus olhares cortantes e sua presença imponente. No geral, para o realizador, a força de O Diabo Veste Prada reside na combinação inteligente de roteiro e atuação que, sob a direção segura de David Frankel, resultou em um filme cativante e de sucesso. A narrativa, que vai além de uma simples história de moda, ressoa com o público ao explorar a dicotomia entre integridade e ambição, questionando o que estamos dispostos a sacrificar para alcançar nossos objetivos. A construção dos personagens, especialmente a de Miranda e a jornada de amadurecimento de Andy, faz com que o filme se mantenha relevante, oferecendo lições sobre liderança, cultura organizacional e autodescoberta, consolidando seu lugar como um clássico moderno. A jornada de Andy Sachs em O Diabo Veste Prada é uma trajetória de transformação pessoal e profissional, que a leva de uma recém-formada ingênua a uma jornalista com ambições mais claras. Inicialmente, Andy despreza a indústria da moda e enxerga seu emprego na revista Runway apenas como um degrau para sua carreira jornalística. Sem se importar com as aparências, ela se veste de forma casual e ignora o universo de alta costura, algo que a torna alvo de críticas e do desprezo de Miranda Priestly. No entanto, a pressão e o desejo de sucesso a fazem se adaptar e, com a ajuda do diretor de arte Nigel, ela passa por uma grande mudança de estilo, ganhando a confiança necessária para se destacar em seu ambiente de trabalho. Montagem em estilo polaroid com cenas do filme O Diabo Veste Prada, reunindo personagens em ambientes de moda, escritório e bastidores editoriais — Crédito: Divulgação / Arte Leonardo Campos Conforme Andy se aprofunda no mundo da moda, ela sacrifica sua integridade e seus relacionamentos pessoais em prol de sua carreira, perdendo a si mesma no processo. Seu namoro com Nate e suas amizades são prejudicados por suas novas prioridades e pela dedicação excessiva ao trabalho, que a levam a tomar decisões que a afastam de seus valores originais. No clímax do filme, durante uma viagem a Paris, Andy confronta o custo de seu sucesso e, ao presenciar o lado implacável de Miranda, percebe que não quer se tornar como ela. Tomando uma atitude corajosa, ela decide abandonar a Runway para recuperar sua essência, reafirmando sua busca por um caminho que esteja alinhado com sua verdadeira paixão e com a pessoa que ela realmente deseja ser. Embora seja apresentada inicialmente como a "vilã" da história, Miranda Priestly é uma personagem complexa e multifacetada, longe de ser unidimensional. Sua jornada não é de transformação, como a de Andy, mas sim de reafirmação de seu poder e posição, mostrando o alto preço do sucesso em sua esfera. A frieza e o autoritarismo de Miranda são, na verdade, mecanismos de defesa construídos ao longo de anos em um ambiente de trabalho extremamente competitivo e dominado por homens. A cena em que ela se mostra vulnerável a Andy, falando sobre seu divórcio, revela o ser humano por trás da fachada de "diaba". Esta e outras cenas sutis, como a forma como ela trata Andy após a mudança de atitude da assistente, demonstram a sua complexidade e a sua luta por se manter relevante e no controle, apesar dos problemas pessoais que enfrenta. Sua "jornada" é uma demonstração de que, no topo, a vida não é fácil e exige sacrifícios que a maioria das pessoas não está disposta a fazer. Miranda, ao final do filme, demonstra uma espécie de respeito ou reconhecimento por Andy, não por se arrepender de seus métodos, mas por ver a garota fazer uma escolha corajosa que ela mesma não faria: a de priorizar sua felicidade e integridade acima do sucesso profissional. Essa aprovação, expressa de forma sutil através de um sorriso, mostra que Miranda entende a decisão de Andy e, de certa forma, a admira por isso. A personagem não é uma vilã que se redime, mas sim uma mulher de sucesso que entende o jogo de poder, aceita o preço e reconhece uma pessoa que, assim como ela, tem potencial, mas que decide seguir um caminho diferente. Em O Diabo Veste Prada, os personagens de Emily Charlton, interpretada por Emily Blunt, e Nigel Kipling, interpretado por Stanley Tucci, desempenham papéis cruciais, atuando como ponte e contraste na jornada de Andy Sachs. Emily Charlton, a assistente sênior de Miranda Priestly, representa o lado mais impiedoso e obcecado da indústria da moda. Sua ambição é a sua força motriz, e ela não mede esforços para se manter nas boas graças de Miranda, chegando a ser rude e mesquinha com Andy. Sua jornada, marcada por um acidente e a perda da viagem a Paris, serve como um espelho para Andy, mostrando o destino daqueles que se entregam completamente ao mundo da Runway. Nigel, o diretor de arte, é a figura que oferece a Andy um vislumbre de humanidade e honestidade no meio do caos. Ele atua como mentor para a protagonista, dando conselhos valiosos sobre como se vestir e, mais importante, sobre como navegar no ambiente de trabalho tóxico da Runway. Através de suas interações, Nigel explica a Andy a importância da moda e a paixão que a move, o que ajuda a protagonista a começar a entender e respeitar o mundo que ela inicialmente desprezava. Stanley Tucci entrega uma atuação memorável, que mistura humor e melancolia, especialmente quando seu destino é traçado pelo capricho de Miranda. A dinâmica entre Emily e Nigel é outro ponto alto do filme, com seus diálogos ácidos e interações cheias de uma camaradagem complexa. Enquanto Emily representa o lado cruel e superficial do mundo da moda, Nigel personifica a paixão e a arte que também o compõem. Juntos, eles complementam a narrativa, mostrando as diferentes facetas da vida na revista Runway e oferecendo a Andy, e ao público, diferentes perspectivas sobre o que significa fazer parte desse universo. A interpretação de Emily Blunt, que equilibra a arrogância de sua personagem com momentos de vulnerabilidade, rendeu-lhe uma indicação ao Globo de Ouro. O destino de Nigel e Emily sublinha a mensagem central do filme sobre os sacrifícios da ambição. A traição de Nigel por Miranda, que o deixa sem a promoção tão desejada, é um momento chocante que reforça a crueldade do mundo que eles habitam. Para Emily, a perda da viagem a Paris, o ápice de sua ambição, é uma queda dolorosa. Esses desfechos trágicos para ambos os personagens servem como um aviso para Andy, influenciando sua decisão final de abandonar a Runway. Eles são mais do que meros coadjuvantes; são elementos essenciais que moldam a jornada de Andy e a narrativa do filme. O design de produção em O Diabo Veste Prada foi crucial para estabelecer o contraste entre o mundo glamoroso da alta costura e a realidade inicial da protagonista. A equipe de produção criou cenários detalhados e estilizados para a revista Runway, como o escritório imponente de Miranda Priestly, com sua paleta de cores frias e decoração minimalista, que refletem sua personalidade implacável e sua posição de poder. Essa estética contrasta fortemente com os ambientes mais simples e calorosos da vida pessoal de Andy, como o apartamento que ela divide com o namorado, ressaltando o choque cultural que ela enfrenta ao entrar no universo da moda. O uso de cenários reais em Nova York e a viagem a Paris ajudam a solidificar a atmosfera autêntica da história, segundo o diretor, personagens da própria história. A direção de fotografia, a cargo de Florian Ballhaus, também desempenha um papel importante na narrativa, enfatizando as transformações de Andy e o ambiente em que ela se insere. Ballhaus utilizou uma abordagem que favorece a captura dos detalhes e das texturas dos figurinos, tornando-os elementos centrais da história. A iluminação de alto contraste em algumas cenas, especialmente aquelas com Miranda, contribui para a aura de poder e intimidação da personagem. O trabalho de fotografia destaca a mudança gradual de Andy, passando de uma paleta de cores e estilo mais simples para uma mais sofisticada e estilizada, conforme ela se adapta ao mundo da moda. O figurino, criado por Patricia Field, foi um dos elementos mais aclamados e inesquecíveis do filme. A consultora de moda de longa data, também conhecida por seu trabalho em Sex and the City, utilizou peças de alta costura de grifes renomadas para construir o visual dos personagens, especialmente de Miranda e Andy. As roupas de Andy refletem sua evolução: no início, ela usa peças desleixadas que a fazem parecer uma intrusa na Runway e, depois, a transformação a leva a usar roupas elegantes e caras que a integram ao ambiente. Os figurinos de Miranda, sempre impecáveis e imponentes, servem como uma extensão de seu poder e status. A importância dos figurinos vai além da simples estética, funcionando como uma ferramenta narrativa que ilustra o arco da protagonista. A mudança de estilo de Andy simboliza sua assimilação e eventual alienação, culminando na cena em que ela se desfaz de seu celular, em Paris, vestindo um sobretudo chique, marcando sua decisão de rejeitar aquele mundo. A colaboração entre o design de produção, a fotografia e o figurino não apenas criou um filme visualmente deslumbrante, mas também ajudou a contar a história de forma mais profunda, expressando os temas de identidade, ambição e o preço do sucesso através da linguagem visual. O roteiro de Aline Brosh McKenna para O Diabo Veste Prada é amplamente elogiado por sua habilidade de adaptar o material de origem, o livro de Lauren Weisberger, para a tela de uma forma que equilibra a acidez da crítica à indústria da moda com um tom mais acessível e palatável para o público em geral. Enquanto o romance original tem uma veia mais amarga e focada nas queixas da protagonista, o roteiro de McKenna humaniza os personagens, criando um arco de personagem mais claro para Andy Sachs. Ela transforma Andy de uma vítima passiva para uma mulher que, apesar de desiludida, ainda tem poder de agência e toma uma decisão ativa para retomar o controle de sua própria vida. Um mosaico de cenas que traduz o universo de O Diabo Veste Prada: moda, pressão, ambição e os bastidores de uma indústria onde cada detalhe comunica poder — Crédito: Divulgação / Arte Leonardo Campos Além disso, McKenna aprofundou e deu mais nuances a personagens secundários, como Nigel e Emily, tornando-os mais do que simples alívios cômicos ou obstáculos. Seus diálogos, marcados por frases cortantes e memoráveis, como a infame monólogo sobre a cor azul celeste, não apenas definem a personalidade de Miranda Priestly, mas também articulam a filosofia por trás do universo da moda. O roteiro evita a unidimensionalidade, permitindo ao público vislumbrar a vulnerabilidade de Miranda, sugerindo que sua dureza é, em parte, um mecanismo de sobrevivência em um mundo impiedoso. Essa complexidade narrativa é um dos motivos pelos quais o filme ressoa tanto com o público, oferecendo uma história que é, ao mesmo tempo, uma comédia sobre ambição e um comentário sobre o custo do sucesso. As atuações marcantes de Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt foram o resultado de um trabalho de bastidores intenso e, por vezes, desafiador. Meryl Streep, por exemplo, adotou uma técnica de "isolamento" no set para incorporar a frieza de Miranda Priestly, mantendo distância dos demais atores e criando um clima de tensão genuíno entre ela e o resto do elenco. Esse método assustou os colegas, em especial Anne Hathaway, que descreveu a experiência como difícil e memorável. Já para o papel de Andy Sachs, Anne Hathaway não foi a primeira escolha da Fox 2000, e precisou lutar para conquistá-lo, chegando a escrever a palavra "Contrate-me" com o dedo em um jardim zen na mesa do executivo. A produtora preferia a atriz Rachel McAdams, que recusou a oferta diversas vezes. O departamento de figurino, liderado pela lendária Patricia Field, teve o desafio de vestir o elenco com a verba limitada de US$ 100 mil, um valor irrisório para um filme sobre alta costura. A solução foi emprestar a maior parte das peças de grifes renomadas e usar a influência da própria Field no mundo da moda para conseguir acesso a itens exclusivos. O resultado foi um guarda-roupa que se tornou um personagem por si só, estimado em mais de um milhão de dólares e que estabeleceu tendências. A famosa cena da transformação de Andy é um dos momentos mais marcantes do filme e um triunfo do departamento de figurino. A filmagem de O Diabo Veste Prada foi notavelmente rápida, levando apenas 57 dias para conclusão, incluindo as cenas badaladas em outras cidades, o que demonstra a eficiência da produção. O roteiro também passou por adaptações significativas, com o final original, considerado muito mais cínico e pessimista, sendo reescrito para o desfecho mais esperançoso e empoderador que conhecemos. Curiosamente, a personagem Miranda Priestly é notoriamente inspirada na editora da Vogue americana, Anna Wintour, que na época demonstrou um bom senso de humor sobre o assunto, afirmando ter achado o filme divertido e elogiando a atuação de Meryl Streep. O diretor é humorado na abordagem, não confirmando nada. Outras curiosidades de bastidores incluem a participação da filha de Meryl Streep, Mamie Gummer, em uma cena que acabou sendo cortada, e o fato de o elenco e a equipe terem participado de uma breve imersão na cultura da alta moda para entenderem melhor o ambiente retratado no filme. A história da produção de O Diabo Veste Prada mostra como um trabalho de equipe dedicado, a criatividade na resolução de problemas e o talento inquestionável do elenco e da equipe técnica resultaram em um filme que se tornaria um clássico cultural, superando desafios e expectativas. Em linhas gerais, uma experiência que entretém e ensina. O Diabo Veste Prada 2 | Trailer 3 Oficial Dublado _ Estreia em 30 de abril nos cinemas

  • Ricardo Buruá estreia carreira solo com “Dança Nordestina” e show em Salvador

    Após 14 anos à frente do Trio Buruá, artista lança single e se apresenta no dia 13 de maio no bairro do Dois de Julho O nome artístico carrega ainda uma referência: ‘Buruá’ vem da língua Kanamari e significa ‘lua’, apelido de Luiz Gonzaga —Crédito: Adriano Vaz Depois de mais de uma década como fundador e vocalista do Trio Buruá, Ricardo Buruá dá o passo seguinte: a carreira solo. O movimento começa com o lançamento do single “Dança Nordestina”, que chega às plataformas digitais no dia 13 de maio, mesma data do show de lançamento em Salvador, dentro do projeto “Forró Não Para”. A música mantém a raiz com sanfona, zabumba e triângulo, mas aposta em refrões diretos e letra que convida à pista. No palco, Buruá terá ao lado o zabumbeiro Saulêra do Forró, com mais de 20 anos de trajetória, e o sanfoneiro Marquinhos Café, que já foi diretor musical de Adelmario Coelho. Single: “Dança Nordestina” - Disponível em 13 de maio nas plataformas digitais — Crédito: Adriano Vaz Para o artista, o forró não é assunto só de junho. “O forró é tocado e vivido o ano inteiro, por artistas, escolas de dança e por um público que nunca deixou de consumir. O que ainda falta é continuidade e espaço”, afirma. É exatamente esse espaço que o projeto “Forró Não Para” busca ocupar: uma iniciativa itinerante que mantém o gênero em circulação em Salvador e região metropolitana fora do calendário junino, reunindo artistas, bandas e grupos de dança ao longo do ano. Sempre existiu espaço para diferentes estilos, e eu escolhi o forró nos seus moldes tradicionais desde o início, lá no Trio Buruá. É o que eu amo e o que fez parte da minha formação, desde a infância no interior. A carreira solo é uma continuidade desse caminho, com muito cuidado e responsabilidade na escolha do repertório e das músicas que levo para o público”, declara o cantor. O show de lançamento terá participação do Trio Querubim e aula de dança com a Escola Ecoar, ampliando a experiência para além do palco. Multi-instrumentista, cantor e compositor, Ricardo Buruá tem composições gravadas por Targino Gondim e passagem por eventos como São João do Pelourinho, São João do MAM e Festival Boa Praça. O nome artístico carrega ainda uma referência: “Buruá” vem da língua Kanamari e significa “lua”, apelido de Luiz Gonzaga. SERVIÇO Show: Ricardo Buruá — Forró Não Para Data: 13 de maio | 18h Local: Casa Preta — Rua Areal de Cima, 07, Dois de Julho, Salvador (BA) Ingressos: R$ 20 a R$ 50 Vendas: @forro.nao.para Instagram: @ricardoburua

  • Minha Casa, Minha Vida amplia crédito e reacende debate na Bahia

    Atualização das faixas de renda e valores de imóveis reforça discussão sobre efetivação do programa voltado ao funcionalismo estadual Servidores públicos participam de mobilização em Salvador por acesso à moradia e fortalecimento de políticas habitacionais _ Crédito: Divulgação As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida passam a valer nos próximos dias com ampliação do crédito habitacional em todo o país. As mudanças elevam o teto de renda para até R$ 13 mil e o valor máximo dos imóveis para até R$ 600 mil, ampliando o acesso ao financiamento. As alterações foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e regulamentadas pelo Ministério das Cidades. Segundo a Caixa Econômica Federal, as novas condições atualizam as faixas de renda e ampliam o alcance do programa. Com a atualização, a faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200. A faixa 2 sobe para R$ 5 mil, enquanto a faixa 3 passa a contemplar rendas de até R$ 9.600 e a faixa 4 chega a R$ 13 mil. O valor máximo dos imóveis também foi ampliado nas faixas mais altas. Dados divulgados pelo Governo Federal mostram a atualização das faixas de renda e dos valores dos imóveis no programa _ Crédito: Governo Federal / Ministério das Cidades Na Bahia, o novo cenário reforça o debate sobre a efetivação do Minha Casa Minha Vida Servidor, instituído pela Lei nº 14.800/2024, que estabelece diretrizes para a política habitacional voltada ao funcionalismo público estadual. Representantes de entidades e autoridades se reúnem para discutir políticas habitacionais voltadas a servidores públicos na Bahia _ Crédito: Divulgação Entidades representativas dos trabalhadores defendem medidas para ampliar o acesso ao programa. Entre as propostas está a criação de uma margem consignável específica para financiamento habitacional. “A criação do programa foi uma conquista importante, mas ainda é necessário avançar para que ele funcione na prática e alcance os servidores”, afirma o coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), Reonei Menezes. O presidente da Cooperativa de Habitação dos Servidores Públicos da Bahia (Coopmoradia), Claudemir Santana, também aponta a necessidade de medidas complementares para viabilizar o acesso ao crédito. “É preciso consolidar o programa com subsídios, redução de juros e condições que permitam ao servidor sair do aluguel”, afirma Claudemir. Outra decisão recente da Justiça Federal fixou em cinco anos o prazo para que compradores de imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida solicitem indenização por vícios ou danos de construção. Após esse período, não será mais possível acionar o Judiciário. O prazo passa a ser contado a partir do registro da reclamação no programa De Olho na Qualidade, da Caixa Econômica Federal. Para isso, o problema deve ter sido identificado dentro do período de garantia, também de cinco anos. Mesmo com a ampliação do Minha Casa, Minha Vida, entidades apontam que o acesso dos servidores ao crédito habitacional ainda depende de medidas específicas no estado.

  • Roteiro gastronômico: 4 butecos em Salvador para dias de chuva

    De Campinas de Pirajá ao Solar do Unhão, bares apostam em pratos criativos e ambientes acolhedores durante o período mais ameno na capital Butecos em Salvador para aproveitar em dias de Chuva – Crédito: João Botelho / Arte 071 News O clima mais ameno em Salvador tem incentivado roteiros gastronômicos pela cidade. Com dias nublados e temperaturas mais baixas, bares e petiscarias se tornam opção para quem busca ambientes acolhedores e pratos elaborados. Do Subúrbio ao Centro, estabelecimentos apostam em receitas que combinam tradição e criatividade. Entre as opções estão cortes de carne, frutos do mar e releituras de pratos populares, como escondidinhos e moquecas, preparados com apresentação diferenciada. A proposta também acompanha o momento do calendário gastronômico. Os estabelecimentos integram o circuito do concurso Comida di Buteco 2026, que movimenta Salvador e Lauro de Freitas entre os dias 10 de abril e 10 de maio, com o tema “Verduras”, desafiando participantes a criar petiscos autorais a partir de ingredientes simples. A seguir, confira quatro opções de butecos para aproveitar o período: Petiscaria Carnavalle – Campinas de Pirajá Prato "Tropicália" da Petiscaria Carnavalle – Crédito: João Botelho Localizada na Rua Campinas de Pirajá, 88, no Condomínio Parque Campinas de Pirajá, a Petiscaria Carnavalle aposta em pratos que combinam diferentes acompanhamentos. O destaque do cardápio é a Tropicália, que traz picanha suína fatiada com molho de laranja, acompanhada de purê de batata, legumes e farofa. Casa da Renatinha – Piatã Prato Tibum de Bacalhau da Casa da Renatinha – Crédito: João Botelho Na Rua da Gratidão, 5, em frente ao Condomínio Stupendo, a Casa da Renatinha investe em receitas com apelo afetivo. O principal prato é o Tibum de Bacalhau, um escondidinho preparado com purê de brócolis, que combina cremosidade e sabor marcante. Jota Gastronomia – Rio Vermelho Prato “Mar e Terra” do Jota Gastronomia – Crédito: João Botelho No Rio Vermelho, na Rua da Paciência, 295, o Jota Gastronomia apresenta o prato “Mar e Terra”, que mistura tempurá de couve, carne do sol, camarão flambado em cachaça e maxixe caramelizado. A proposta reúne diferentes elementos em uma composição voltada para compartilhamento. Língua de Siri – Solar do Unhão Caipirinha de Camarão do Língua de Siri – Crédito: João Botelho Com vista para a Baía de Todos-os-Santos, o Língua de Siri fica na Rua Desembargador Castelo Branco, 7. O destaque é a Caipirinha de Camarão, que combina creme de caipirinha com alho-poró e camarão empanado, explorando contraste de sabores. Mas porque buteco? Buteco, com u mesmo. É como carinhosamente os mineiros chamam seus bares. Significa, acima de tudo, aquilo que é simples e autêntico. É sinônimo de comida boa, ambiente democrático e descontração. Pode o tempo passar, e isso não muda. O Comida di Buteco existe para que os butecos brasileiros possam persistir, crescer, se destacar, mas sem perder sua identidade, seu sentido, sua essência. Para o coordenador regional nordeste do CDB, Max Rogers, o concurso tem apresentado números acima da expectativa, surpreendendo em relação ao impacto econômico e visibilidade dos bares e restaurantes. Coordenador regional nordeste do CDB, Max Rogers – Crédito: João Botelho “O Comida di Buteco 2026 historicamente movimenta um período sazonal próprio, em que anteriormente os bares e restaurantes da região ficavam sem um suporte que viabilizasse e desse margem para aumentar as vendas durante o período”, compartilhou Max Rogers. Os quatro estabelecimentos participam do Comida di Buteco 2026, ao lado de outros 59 bares. O concurso, considerado um dos principais do país no segmento. O evento conta com patrocínio de marcas como Eisenbahn, Coca-Cola, Liquigás e Santander, além de apoio de instituições do setor gastronômico. A lista completa dos restaurantes participantes está disponível no site oficial do evento.

  • Mulheres Empreendedoras: Ana Silva transforma costura criativa em negócio próprio

    Episódio aborda os caminhos para empreender no artesanato com foco em design e identidade Uma conversa sobre empreendedorismo, design e os desafios do artesanato Neste terceiro episódio do podcast Mulheres Empreendedoras, o apresentador Leonardo Campos recebe uma convidada que prova que talento e técnica podem costurar um futuro brilhante: Ana Silva. Prepare-se para uma conversa inspiradora sobre o universo da costura criativa. Ana compartilha os detalhes de sua jornada, desde os primeiros pontos feitos por hobby até a criação de um negócio estruturado e cheio de personalidade. Ela revela os desafios de empreender no artesanato, a importância da diferenciação através do design e como transformou retalhos de tecido em peças exclusivas que conquistaram o mercado. Se você quer entender como transformar habilidades manuais em um empreendimento sustentável e criativo, este episódio é imperdível. Dê o play e descubra como a dedicação e o olhar atento aos detalhes são as linhas que guiam uma trajetória de persistência. Ouça também no Spotify:

  • Birotódromo: Experiência gastronômica no Comida di Buteco 2024

    Acompanhe a visita do Portal 071 News no Birotódromo, um dos participantes do Comida di Buteco 2024, e descubra os segredos por trás de seus croquetes irresistíveis Empreendedora Carla Cristina participante do Comida Di Buteco _ Imagem: Reprodução das redes sociais / edição Portal 071 News Com o lema de “Transformar Vidas Através da Cozinha de Raiz”, o Comida di Buteco 2024 se propõe a ser mais do que uma competição para eleger o melhor bar da cidade e do país. O concurso visa aumentar a visibilidade dos butecos, impulsionar as vendas, estimular a criação de empregos e promover o desenvolvimento da gastronomia e do turismo local. O Portal 071 News foi convidado pela Agência Criativos e pelo Comida Di Buteco para participar de uma experiência gastronômica. Por um valor fixo de R$ 35,00, os visitantes podem aproveitar de uma jornada culinária, explorando mais de 35 bairros e descobrindo o melhor da gastronomia de boteco. Os croquetes recheados com camarão e carne defumada _ Foto: Ronaldo Anunciação Dentre os participantes, destacamos o Birotódromo com seu , acompanhados por uma deliciosa geleia de pimenta caseira e um molho de pimenta. O segredo foi revelado pela empreendedora Carla Cristina, que acolheu nossa equipe com um sorriso no rosto. “Eles são empanados com um irresistível flocão de milho que dá essa crocância e consistência”, disse a empresária. Carla também comemorou a participação nos concursos e mencionou que tem atraído caravanas para conhecer o bar e conquistado a fidelização de novos clientes. "Aqui, os clientes são mais do que convidados; são recebidos como amigos, em uma atmosfera acolhedora que transforma cada visita em uma experiência memorável", garantiu Carla. Fachada do Biritódromo (Bar da Praia) _ Foto: Ronaldo Anunciação Localizado na Rua Souza Uzel, 4, no bairro da Federação, este estabelecimento é mais do que um ponto de encontro para os amantes da boa comida. É um refúgio onde o atendimento é impecável e a cerveja é servida gelada. A 16ª edição do Comida di Buteco em Salvador também destaca a presença feminina no setor gastronômico, com mais de 45% dos participantes sendo mulheres proprietárias de bares. O Brasil é um dos países com a maior taxa de empreendedorismo feminino no mundo, segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM). A lista completa dos restaurantes participantes está disponível no site oficial do evento.

  • Premiado em festivais, filme 'Timidez' está em cartaz nos cinemas de Salvador

    Obra é uma coprodução da Modupé Produtora, da Bahia, e da Raccord Produtora, do Rio de Janeiro, com distribuição da O2 Play Antônio Marcelo é Nestor, um homem cego que convive com seu irmão Jonas — Foto: Adeloyá Ojú Bará O cinema nacional ganhou um reforço de peso e muita sensibilidade nas telonas. Após ser exibido por festivais dentro e fora do Brasil, o longa-metragem baiano Timidez está em cartaz nos cinemas da capital baiana. Com direção de Thiago Gomes Rosa e Susan Kalik, a obra usa o suspense psicológico para abordar a relação familiar entre dois homens negros. Em Salvador, o público pode conferir a produção no Cine Glauber Rocha e nas salas do Circuito Saladearte Cinema do Museu.   ​A trama acompanha Jonas, vivido pelo ator Dan Ferreira. Ele é um jovem negro que divide a casa com o irmão Nestor, um homem cego, interpretado por Antônio Marcelo. A convivência entre os dois transita constantemente entre o afeto e a opressão. ​Carregando memórias dolorosas que afetam sua vida social, Jonas se isola em um universo particular marcado pela rejeição. Essa "timidez" dá nome ao filme e não é apenas um simples traço de personalidade. Ela reflete as cicatrizes profundas abertas pelas tensões que o personagem viveu desde a infância, mostrando como essas experiências moldam a percepção que as pessoas negras têm sobre si mesmas e sobre o amor.   ​Prêmios e reconhecimento   ​A obra chega aos cinemas amparada por um histórico de sucesso. No 16º Festival de Cinema de Triunfo, realizado em dezembro de 2025, o projeto levou seis prêmios, incluindo o de Melhor Longa Nacional pelo júri oficial, Melhor Direção e Melhor Ator para Antônio Marcelo. O reconhecimento também aconteceu na capital baiana durante o 21º Panorama Internacional Coisa de Cinema, onde o longa conquistou três troféus, destacando-se como Melhor Longa Baiano.   ​A relevância do título garantiu, ainda, espaço em eventos importantes para a difusão da arte negra, como o Pan-African Film & Arts Festival, em Los Angeles, e o Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, no Rio de Janeiro.   Equipe e elenco   ​Realizado por uma equipe majoritariamente negra e baiana, Timidez é uma adaptação do texto teatral "O Cego e o Louco", da autora Cláudia Barral, encenado há mais de 25 anos no país. A direção reúne talentos reconhecidos, como Susan Kalik, que traz no currículo uma indicação ao Emmy Internacional, e Thiago Gomes Rosa, que integra a equipe de direção da novela "Coração Acelerado" da TV Globo. Jonas (Dan Ferreira) convive com seu irmão Nestor (Antônio Marcelo) — Foto: Adeloyá Ojú Bará   ​Nomes como Evana Jeyssan, Jane Santa Cruz e João Pedro Costa também fazem parte do elenco. Atrás das câmeras, a produção tem a fotografia de Matheus da Rocha Pereira, direção de arte da premiada Carol Tanajura, montagem de Lucílio Jota e Quito Ribeiro, além da trilha sonora original de Jarbas Bittencourt e coreografia de Zebrinha. Para Antônio Marcelo, Timidez é uma obra que traz uma mensagem de esperança e que os personagens são exemplificações reais dos seres humanos. "Esperamos que o filme traga uma reflexão de que sempre há uma saída. São dois homens negros que, ao mesmo tempo em que estão em uma situação de afeto, eles se desafiam. Mas o objetivo do filme é mostrar que sempre podemos encontrar uma solução para os nossos conflitos internos", destacou o ator.

  • Ziggy Marley lança vinil de “Brightside” e anuncia turnê internacional

    Primeiro álbum de estúdio em oito anos será lançado digitalmente em maio e traz reflexões sobre saúde mental, racismo e legado familiar Ziggy Marley é um músico, produtor, ativista e artista nove vezes vencedor do Grammy, com uma carreira lendária de quase 40 anos _ Foto: Divulgação O cantor e compositor jamaicano Ziggy Marley lançou um vinil exclusivo do álbum Brightside durante o Record Store Day, marcando seu retorno aos estúdios após oito anos. O projeto também chega às plataformas digitais no dia 1º de maio e integra uma nova fase da carreira do artista, que inclui uma turnê internacional a partir de junho. Para celebrar o lançamento, Ziggy se apresentou na tradicional loja de discos Licorice Pizza, em Los Angeles, durante uma transmissão especial do evento, seguida de uma sessão de autógrafos com fãs. Produção de Ziggy Marley e Ras Guy _ Reprodução: Movement Of Jah People Brightside é o nono álbum de estúdio do artista e foi desenvolvido a partir de um processo criativo distinto de seus trabalhos anteriores. Com oito faixas, o disco foi coproduzido por Ziggy e seu irmão, Stephen Marley, e gravado no estúdio Rebel Lion, construído recentemente pelo músico. Entre os colaboradores estão nomes como Nikka Costa, Trombone Shorty, Sheila E. e Jake Shimabukuro. Filho de Bob Marley e Rita Marley, Ziggy construiu uma carreira consolidada ao longo de quase quatro décadas, com nove prêmios Grammy. O artista é reconhecido por mesclar reggae com outros gêneros e abordar temas como justiça social, meio ambiente e desenvolvimento pessoal, mantendo o legado musical da família aliado a uma identidade própria. Um dos diferenciais do novo projeto é o uso da frequência sonora 432Hz, frequentemente associada a práticas de meditação e bem-estar. Segundo Ziggy, o álbum nasceu de reflexões pessoais e do cenário global atual. “Você vê o que está acontecendo no mundo e isso pode desanimar. A música acabou se tornando uma forma de terapia”, afirmou. Além do lançamento, o artista já apresentou dois singles do disco: “Many Mourn For Bob”, um tributo ao legado de seu pai, Bob Marley, e “Racism Is A Killa”, que aborda o racismo como um problema estrutural comparável a uma doença social.  Vídeo Oficial: Ziggy Marley - Muitos Lamentam a Morte de Bob Nos últimos meses, Ziggy também participou de entrevistas e conteúdos especiais com veículos internacionais, como Billboard, SPIN e no podcast Club Random, de Bill Maher, onde discutiu o processo criativo do álbum, sua trajetória e temas como legado, espiritualidade e produção musical. Sobre a nova turnê A Ziggy Marley Brightside Tour  tem início no dia 19 de junho, no Arizona, com 20 datas confirmadas na América do Norte. A agenda inclui apresentações em espaços como o Hollywood Bowl, em Los Angeles, e o Red Rocks Amphitheatre, no Colorado, além de participação em festivais como o New Orleans Jazz & Heritage Festival e o Sea.Hear.Now. O artista também mantém iniciativas sociais por meio da URGE Foundation, que atua no apoio a crianças na Jamaica, África e América do Norte. Entre as ações recentes estão um leilão beneficente com itens autografados e um show no Havaí, cuja arrecadação foi destinada a projetos educacionais e alimentares para crianças em situação de vulnerabilidade.

  • Mulheres Empreendedoras: Sabrina Souza transforma confeitaria em negócio de sucesso

    Da cozinha de casa ao negócio próprio, Sabrina Souza detalha os caminhos do empreendedorismo na confeitaria Sabrina Souza conta no nosso podcast como transformou a confeitaria em negócio e os desafios de empreender no setor gastronômico Neste segundo episódio do podcast Mulheres Empreendedoras, o apresentador Leonardo Campos recebe uma convidada que transformou açúcar e farinha em um negócio de sucesso: Sabrina Souza. Prepare-se para uma conversa inspiradora sobre a arte de empreender no mundo da confeitaria. Sabrina compartilha os detalhes de sua trajetória, desde o primeiro bolo assado na cozinha de casa até os desafios de escalar sua produção e construir uma marca reconhecida. Ela revela como a paixão pela cozinha se tornou sua principal fonte de renda e quais estratégias foram essenciais para superar os obstáculos do mercado gastronômico. Se você busca motivação para transformar um talento pessoal em um empreendimento real, este episódio é para você. Dê o play e descubra como a persistência e o amor pelo que se faz podem ser os ingredientes principais de uma jornada brilhante! Ouça também no Spotify:

bottom of page