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- 5 obras de escritores baianos que você precisa conhecer
Em homenagem aos grandes escritores baianos, uma lista com 5 dos livros que consagraram estes autores Diversidade é uma palavra que marca a cultura baiana e sua literatura não é diferente, sendo uma das mais marcantes do Brasil. Dessa região do país, nomes consagrados como Jorge Amado e Gregório de Matos fizeram história. Para abrir a lista, o grande clássico nacional: Capitães de Areia, Jorge Amado. Imagem reprodução/internet Escrito em 1937, o livro retrata a vida de um grupo de menores abandonados, crescendo nas ruas da cidade de Salvador, Bahia, vivendo em um trapiche, roubando para sobreviver. Os chamados "Capitães da Areia". Espumas Flutuantes, de Castro Alves, é o segundo livro das sugestões que não seguem ordem de importância. Imagem reprodução — Acervo Literário A obra, publicada em 1870, reúne 54 poemas que sintetizam as características inovadoras de Castro Alves. Nessa antologia o poeta sente sua vida esvair-se, como as espumas no mar agitado, com a efemeridade da vida e, de fato, ele morreu um ano depois do lançamento (1871). Sendo o livro mais recente da nossa lista, Todos Os Nós é uma obra de Maria Luíza Machado (26), publicado em 2019. Imagens reprodução: Internet. Em Todos Os Nós, a poetisa inaugural traz nos versos angústias e desconfortos que chegam aos seus leitores como algo que compartilham juntos. Ela não pretende esgotar o tema, mas transformá-lo com sua perspectiva singular e bela das coisas. Mar Grande: As Águas que Correm para a Baía de Todos os Santos, do autor Geferson Santana, de apenas 29 anos, é uma história a ser lida. Imagem reprodução — Crédito: Correio da Bahia A obra de 2017 traz questões da cultura local, passando pelo Candomblé, sexualidade e problemas ainda pertinentes da população ribeirinha com a construção de uma hidrelétrica, que obriga a população que sobrevive majoritariamente de pesca a buscar outros meios de ganhar a vida. Sargento Getúlio é um romance de João Ubaldo Ribeiro, de 1971. Imagem reprodução: Internet Sargento Getúlio é uma obra regionalista que trata do banditismo no sertão. De escrita coloquial com termos bastante regionais e alguns até inventados pelo próprio autor. A história traz pobreza, violência e fortes críticas políticas em suas páginas. A valorização da cultura e literatura baiana solidifica a diversidade desse solo nordestino. Além de apoiar o crescimento dos artistas locais, tanto os que já se foram, quanto os que estão apenas começando.
- 5 obras que retratam a Bahia como ela é e poucos conhecem
De Jorge Amado a Carla Akotirene, conheça autores que retratam a identidade, a história e a cultura da Bahia através da literatura Foto: Reprodução Se você está a procura de um bom entretenimento e que de quebra lhe proporcione conhecimento sobre a cultura baiana, você está no lugar certo. Conheça os cinco principais escritores e suas obras da literatura baiana que você deve ler pelo menos uma vez na vida, dos mais clássicos aos moderno. Confira abaixo nossas indicações: Jorge Amado Foto: Imagem/Ilustração de Jorge Amado e algumas de suas obras O famoso escrito baiano Jorge Leal Amado nasceu na cidade de Itabuna, localizada no Sul da Bahia , em 10 de agosto de 1912. Começou a escrever ainda na adolescência, formando-se em direito em 1935 na Universidade Federal do Rio de Janeiro, porém sua paixão sempre foi a escrita. Seu estilo literário é conhecido por ser um romance da terra, mais também moderno. Ele é autor de clássicos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Gabriela Cravo e Canela e Tenda dos Milagres, que fala sobre os conflitos de classes sociais e questões religiosas em Salvador. As obras citadas ganharam adaptações para as redes televisivas. Jorge Amado é vencedor de prêmios como o Prêmio Camões (1994) e o Prêmio Stalin da Paz (1951). Castro Alves Imagem: Reprodução / Pintura de Castro Alves Antônio Frederico de Castro Alves, também conhecido como Castro Alves, é um dos maiores poetas da historia do Brasil. Nasceu em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, em 14 de março de 1947 e infelizmente veio a falecer com apenas 24 anos. Ainda que tenha morrido jovem, ele deixou um grande legado, como os clássicos Espuma Flutuantes, Hinos do Equador e Navio Negreiro, sendo o ultimo citado uma das suas obras mais famosas, que conta a historia de pessoas negras que são raptadas da África para serem escravizadas no Brasil. Imagem: reprodução / Livro Navio Negreiro Imagem: Livro Espuma Flutuante Gregório de Matos Imagem: Pintura de Gregório de Matos Gregório de Matos Guerras nasceu em Salvador, no dia 23 de dezembro de 1636. Ele é considerado o maior poeta barroco brasileiro e um dos primeiros a criar a poesia satírica no pais. Imagem: Livro de Poesias de Gregório de Matos Suas principais obras são A Cidade, O Crime, A Vingança, A Devessa, O Destino, além de muitas outras obras. Era conhecido como o boca do inferno, por fazer criticas mordazes aos políticos da Bahia no século XVI. Hugo Canuto Imagem: reprodução / Hugo Canuto Hugo Canuto é quadrinista e ilustrador, que nasceu em Salvador em 1986. Suas histórias em quadrinhos estão se tornando algumas das publicações independentes de maior nacionalmente. Quase todos os seus trabalhos tem referencia direta a cultura baiana e afro-brasileira, no qual ele cresceu inserido e se identifica. Imagem: Reprodução/Contos dos Orixás Em 2015, ele lançou de forma independente no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, a HQ A Canção de Mayrube – O Início, inspirada nas mitologias dos Povos da América. No ano seguinte, participou da antologia Máquina Zero 2 da editora Quadro a Quadro e teve seu trabalho homenageando Jack Kirby publicado pela Marvel Comics. Carla Akotirene Imagem: Reprodução/Carla Akotirene Carla Adriana da Silva Santos, também conhecida como Carla Akotirene é uma militante, pesquisadora, autora e colunista do tema feminismo negro no Brasil. Nasceu em Salvador em 30 de abril de 1980. Mestra e doutoranda em Estudos Feministas pela Universidade Federal da Bahia, já lançou dois livros que foram sucesso de crítica e vendas: O que é interseccionalidade? (2018) e Ó paí, prezada! Racismo e sexismo institucionais tomando bonde nas penitenciárias femininas (2020). Imagem: Reprodução/Livro Interseccionalidade Em 2018, foi uma das especialistas convidadas pela ONU Mulheres para falar sobre sua visão como especialista negra sobre temas como violência contra as mulheres negras e racismo. Atualmente, é colunista na revista Vogue Brasil. Imagem: Reprodução/Ó Pa í, Prezada! Se você gostou das nossas indicações, aproveite o momento. Inicie sua leitura agora mesmo e divirta-se!
- 5 autores baianos que você precisa conhecer e suas obras essenciais
De Jorge Amado a Carla Akotirene, conheça autores que retratam a identidade, a história e a cultura da Bahia através da literatura Se você está a procura de um bom entretenimento e que de quebra lhe proporcione conhecimento sobre a cultura baiana, você está no lugar certo. Conheça os 5 principais escritores e suas obras da literatura baiana que você deve ler pelo menos uma vez na vida, dos mais clássicos aos moderno. Confira abaixo nossas indicações: Jorge Amado Escritor baiano Jorge Amado _ Reprodução: Google/Jorge Amado O famoso escrito baiano Jorge Leal Amado nasceu na cidade de Itabuna, localizada no Sul da Bahia , em 10 de agosto de 1912. Começou a escrever ainda na adolescência, formando-se em direito em 1935 na Universidade Federal do Rio de Janeiro, porém sua paixão sempre foi a escrita. Seu estilo literário é conhecido por ser um romance da terra, mais também moderno. Ele é autor de clássicos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Gabriela Cravo e Canela e Tenda dos Milagres, que fala sobre os conflitos de classes sociais e questões religiosas em Salvador. As obras citadas ganharam adaptações para as redes televisivas. Jorge Amado é vencedor de prêmios como o Prêmio Camões (1994) e o Prêmio Stalin da Paz (1951). Reprodução: Imagem/Ilustração de Jorge Amado e algumas de suas obras. Castro Alves Reprodução: Imagem/Pintura de Castro Alves Antônio Frederico de Castro Alves, também conhecido como Castro Alves, é um dos maiores poetas da historia do Brasil. Nasceu em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, em 14 de março de 1947 e infelizmente veio a falecer com apenas 24 anos. Ainda que tenha morrido jovem, ele deixou um grande legado, como os clássicos Espuma Flutuantes, Hinos do Equador e Navio Negreiro, sendo o ultimo citado uma das suas obras mais famosas, que conta a historia de pessoas negras que são raptadas da África para serem escravizadas no Brasil. Reprodução: Imagem/Livro Navio Negreiro Imagem/Livro Espuma Flutuante Gregório de Matos LReprodução: Imagem/Pintura de Gregório de Matos Gregório de Matos Guerras nasceu em Salvador, no dia 23 de dezembro de 1636. Ele é considerado o maior poeta barroco brasileiro e um dos primeiros a criar a poesia satírica no pais. Suas principais obras são A Cidade, O Crime, A Vingança, A Devessa, O Destino, além de muitas outras obras. Era conhecido como o boca do inferno, por fazer criticas mordazes aos políticos da Bahia no século XVI. Reprodução: Imagem/Livro de Poesias de Gregório de Matos a tivesse Hugo Canuto Reprodução: Imagem/Hugo Canuto Hugo Canuto é quadrinista e ilustrador, que nasceu em Salvador em 1986. Suas histórias em quadrinhos estão se tornando algumas das publicações independentes de maior nacionalmente. Quase todos os seus trabalhos tem referencia direta a cultura baiana e afro-brasileira, no qual ele cresceu inserido e se identifica. Em 2015, ele lançou de forma independente no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, a HQ A Canção de Mayrube – O Início, inspirada nas mitologias dos Povos da América. No ano seguinte, participou da antologia Máquina Zero 2 da editora Quadro a Quadro e teve seu trabalho homenageando Jack Kirby publicado pela Marvel Comics. Reprodução: Imagem/Contos dos Orixás Carla Akotirene Reprodução: Imagem/ Carla Akotirene Carla Adriana da Silva Santos, também conhecida como Carla Akotirene é uma militante, pesquisadora, autora e colunista do tema feminismo negro no Brasil. Nasceu em Salvador em 30 de abril de 1980. Mestra e doutoranda em Estudos Feministas pela Universidade Federal da Bahia, já lançou dois livros que foram sucesso de crítica e vendas: O que é interseccionalidade? (2018) e Ó paí, prezada! Racismo e sexismo institucionais tomando bonde nas penitenciárias femininas (2020). Em 2018, foi uma das especialistas convidadas pela ONU Mulheres para falar sobre sua visão como especialista negra sobre temas como violência contra as mulheres negras e racismo. Atualmente, é colunista na revista Vogue Brasil. Reprodução: Imagem/ Livro Interseccionalidade Reprodução: Imagem/Ó Pa í, Prezada! Se curtiu nossas indicações, não perca tempo. Comece já sua leitura e se divirta!
- Duas décadas de estrada: Léo Santana lança álbum que mistura inéditas e hits de geração
Lançamento reúne cinco faixas inéditas e regravações de sucessos que marcaram duas décadas de carreira do Gigante Léo Santana disponibilizou o álbum completo do projeto ‘Léo Santana 20 Anos – DNA de GG’, audiovisual que celebra vinte anos de trajetória na música baiana. O lançamento reúne faixas inéditas e novas versões de hits que marcaram a carreira do artista ao longo das últimas duas décadas. Entre as novidades estão cinco músicas inéditas: ‘Corpão Violão (Vai Descer)’, ‘Pancadona’, ‘Invejoso’, ‘Swing Não, Além’ e ‘Requebra’. O álbum também traz regravações de sucessos como ‘Peraê’, ‘Mamoeiro’, ‘Apaga a Luz e Toma’, ‘Desliza’, ‘Rainha’ e ‘Surra de Toma’, canções que ajudaram a construir a história do GG e embalaram multidões pelo Brasil. Léo Santana comanda o palco ao lado de banda e bailarinos no projeto ‘20 Anos’ — Foto: Alef Fera Outro destaque é ‘Academia’, que ocupa a quarta posição no ranking nacional de rádios com desempenho orgânico, reforçando a conexão direta do artista com o público. “São 20 anos de caminhada, de luta, de conquistas e de muita música. Poder entregar esse álbum completo para os meus fãs é emocionante demais”, disse Léo Santana. O projeto ‘Léo Santana 20 Anos – DNA de GG’ já está disponível em todas as plataformas digitais e no canal oficial do artista no YouTube. Para acompanhar os lançamentos e novidades, o público pode seguir o artista em @leosantana e @ls20anos.
- Salvador Restaurant Week confirma 27ª edição com mais de 100 restaurantes
Festival gastronômico será realizado entre maio e junho e promove encontro técnico com estabelecimentos participantes nesta terça-feira (28) Festival gastronômico acontece de 14 de maio a 14 de junho em Salvador e reúne mais de 100 restaurantes _ Foto: Tati Freitas A 27ª edição da Salvador Restaurant Week já tem data confirmada. O festival será realizado entre os dias 14 de maio e 14 de junho, reunindo mais de 100 restaurantes de Salvador em mais uma temporada dedicada à democratização da gastronomia na capital baiana. A realização é da Brasil Restaurant Week em parceria com Lícia Fábio Produções. Como parte da preparação para o evento, acontece nesta terça-feira (28), a partir das 16h, uma reunião técnica no Wish Hotel da Bahia, no Campo Grande. O encontro será voltado aos representantes dos restaurantes participantes e contará com apresentação das estratégias de marketing, ações comerciais e orientações práticas para o desempenho dos estabelecimentos durante o festival. A programação também inclui uma capacitação voltada ao atendimento ao cliente e à gestão de pessoas, com foco no alinhamento operacional e na qualificação das equipes. A proposta é garantir padronização no atendimento e fortalecer a experiência do público ao longo do circuito gastronômico. Consolidado no calendário da capital baiana, o Restaurant Week é um dos principais festivais gastronômicos do país e busca aproximar o público de experiências gastronômicas diversificadas por meio de menus especiais com preços fixos.
- Galícia Esporte Clube realiza primeira etapa do Circuito Brazuca de Peneiras em Lauro de Freitas
Projeto de captação de atletas do futebol de base acontece nos dias 1º e 2 de maio e busca conectar jovens talentos ao ambiente de alto rendimento Circuito Brazuca de Peneiras tem primeira etapa confirmada em parceria com o Galícia/Ba _ Foto: Abel Pereira/Galícia EC O Galícia Esporte Clube realizará, nos dias 1º e 2 de maio, a primeira etapa do Circuito Brazuca de Peneiras, projeto voltado à captação de atletas para o futebol de base. A atividade será realizada na Arena Villa Galícia, antigo Vilas Tênis Clube, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A programação será dividida por categorias. Na sexta-feira (1º), a avaliação será destinada a atletas das categorias sub-12 e sub-13, com chegada prevista para as 13h. Já no sábado (2), a partir das 8h, participam os jogadores das categorias sub-14, sub-15 e sub-16. A ação é realizada em parceria com o Portal Brazuca, plataforma especializada em futebol de base, e tem como objetivo ampliar as oportunidades para jovens talentos que buscam espaço no cenário esportivo. Os atletas aprovados poderão integrar as equipes oficiais do Galícia e disputar competições como Campeonato Baiano, Copa Dois de Julho e Copa Salvador. Avaliação de jovens atletas acontece nos dias 1º e 2 de maio, na Arena Villa Galícia, na Região Metropolitana de Salvador _ Foto: Abel Pereira/Galícia EC Além da avaliação técnica, o projeto também prevê atividades complementares com conteúdos voltados à formação pessoal e profissional dos participantes, abordando temas como educação financeira, empreendedorismo, oratória e saúde mental. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no portal oficial do Circuito Brazuca. Para participar, os inscritos também deverão levar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a instituições de caridade e comunidades em situação de vulnerabilidade.
- Dudu Francis marca presença na festa de Emancipação Política de Indiaroba
Artista baiano levou repertório de forró e músicas autorais para o evento no município sergipano O artista foi destaque na celebração da Emancipação Política de Indiaroba _ Foto: Edilson Araújo O músico baiano Dudu Francis foi uma das atrações da celebração da Emancipação Política de Indiaroba, município localizado no sul de Sergipe, no último sábado (28). Com mais de duas décadas de trajetória na música, o artista levou ao público um repertório marcado pelo arrocha, sofrência e canções autorais. Com carreira iniciada ainda na infância, aos oito anos, Dudu Francis começou sua trajetória musical nos cultos da igreja, influenciado pela família. Aos 15 anos, passou a atuar profissionalmente como tecladista, integrando bandas e acompanhando nomes como Silvanno Salles, Nara Costa, Júlio Nascimento e Luana Monalisa. Em 2019, o artista ampliou sua atuação ao integrar a equipe musical da MSC Cruzeiros, com apresentações internacionais em países como França, Portugal, Espanha, Itália, Argentina e Uruguai. Além da carreira artística, Dudu também mantém atuação social há 12 anos no Hospital Aristides Maltez, onde leva música e acolhimento aos pacientes. O artista também segue divulgando seu mais recente lançamento, Vou molhar o chifre, parceria com Silvanno Salles, disponível nas plataformas digitais e no YouTube.
- Comportamento Organizacional: Liderança autocrática em O Diabo Veste Prada
Entenda mais sobre liderança autocrática em "O Diabo Veste Prada" com o professor Leonardo Campos Professor Leonardo Campos analisa The Devil Wears Prada e debate liderança autocrática e relações de trabalho _ Foto: Divulgação Antes de conhecer mais sobre o livro e o filme, vamos entender mais sobre a liderança autocrática no infográfico abaixo: The Devil Wears Prada e liderança autocrática no trabalho _ Infográfico desenvolvido pelo Professor Leonardo Campos O Diabo Veste Prada: antes do filme, o livro de Lauren Weisberger Sempre achei o termo chick lit um termo preconceituoso. É a designação da crítica contemporânea para determinados romances escritos conforme o ponto de vista feminino, um termo que, ao ser traduzido, pode ser entendido como “literatura de mulherzinha”, isto é, histórias que abordam personagens femininas em seus desejos e anseios numa sociedade ainda muito misógina e opressiva, mesmo diante de tantos avanços estabelecidos nas últimas décadas do século XX e no supostamente emancipador século XXI. Neste painel de publicações, temos um manancial de livros que se expandiram para outros formatos narrativos, alcançando suportes como o cinema e a televisão: O Diário de Bridget Jones (de Helen Fielding), Sex and The City (de Candace Bushnell), Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (de Sophie Kinsella), dentre outros, englobando também O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger, todos irregulares enquanto narrativa literária, repetitivos e equivocados no desenvolvimento de seus personagens. Isso, caro leitor, não significa que sejam publicações ruins. São apenas livros que não possuem uma escrita mais firme, mesmo tendo o potencial para brilhar em outros suportes, como aconteceu com todos os exemplos mencionados. No geral, falta uma história mais planejada, sem enrolações. Antes de continuar, devo dizer que mesmo não tendo o lugar de fala feminino, fui criado sob um forte crivo feminino para a realização de todas as coisas de minha vida. Tendo a figura materna como elemento gestor central de casa desde a infância, sempre fui guiado a pensar nas questões femininas de maneira mais respeitosa e, quase sempre, pelos caminhos da alteridade, naquele esquema de se “colocar no lugar do outro”. Então, devo dizer, desde já, que minha observação acerca dos romances mencionados, em especial, O Diabo Veste Prada, não se adequam ao pensamento de quem não se põe no lugar do outro, mas sim, daquele leitor que espera uma escrita minimamente sofisticada, o que não acontece no ponto de vista literário, base para a criação posterior de filmes interessantíssimos. Liderança autocrática O Diabo Veste Prada _ Infográfico desenvolvido pelo Professor Leonardo Campos O que podemos observar em O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger, é uma base literária que funciona de maneira muito ineficiente, mas que tem grande potencial para se transformado em material audiovisual: cinema ou televisão. É um livro argumento, conteúdo para ser lido, refletido e pensado nos ajustes para tradução em outros suportes, como aconteceu em 2006, na produção que se tornou uma referência não apenas de entretenimento, mas para debates sobre empreendimento, planejamento de carreira, relações no ambiente de trabalho, dentre outros, algo alcançado pelo filme de David Frankel, protagonizado por Anne Hathaway e Meryl Streep, atrizes que desempenharam Andy e Miranda, respectivamente. Tais pontuações, no entanto, não impediram de ser um sucesso, afinal, o livro passou seis meses na lista do Best-Seller do New York Times, além de render muita mídia diante das especulações sobre Miranda ter sido inspirada em Anna Wintour, a lendária editora-chefe da revista Vogue. No romance, conhecemos Andrea Sanchs, jovem recém-formada que deseja conquistar uma vaga de jornalista numa revista onde possa escrever de fato sobre coisas que lhe interessam, mas acaba indo parar onde nunca pensou em pisar: o terreno da famosa revista Runway, ícone da moda estadunidense e referência mundial. É o emprego que “muitas matariam para ter”, a vaga que causa “inveja” para todas as jovens mulheres que se inserem no mercado de trabalho. Lá, no entanto, ela percebe que o sonho na verdade é um grande pesadelo, pois ao invés de escrever e atuar em sua área, precisará atender aos caprichos mais insanos de sua chefe, Miranda Priestly, uma mulher complexa, difícil de ser agradada e extremamente exigente. Assim, embarcamos nesta jornada em meio aos capítulos desnecessariamente longos e, para piorar, repetitivos, com o começo, o meio e o fim definidos pelas ordens, execução e cumprimento das atividades de uma personagem bastante reclamante. Basicamente isso. Dez anos depois do lançamento de O Diabo Veste Prada, a escritora Lauren Weisberger investiu numa continuação, intitulada A Vingança do Diabo, história que traz Andrea já muito bem estabelecida no ramo editorial e prestes a se casar com um homem bastante cobiçado. Ela trabalha ao lado de Emily, lá da Runway, agora diante de novos desafios depois que precisa enfrentar, mais uma vez, Miranda Priestly. Apesar de alternar algumas passagens interessantes entre passado e presente, bem como investir em capítulos mais enxutos, o livro é equivocado e traz uma série de situações banais repetitivas, publicação que é uma ilustração fiel sobre aquelas histórias que não precisam mais voltar, isto é, que já estão devidamente resolvidas em seu primeiro desenvolvimento. Em linhas gerais, talvez até rendesse um filme legal, mas como literatura, adentra pela cultura do excesso, limitando-se a se reciclar indevidamente. Para quem deseja conhecer mais sobre o universo de Lauren Weisberger, há também Todo Mundo Que Vale a Pena Conhecer, rocambolesca história sobre personagens nos entremeios das relações públicas novaiorquinas e À Caça de Heavy Winston, espiral de situações inusitadas envolvendo três amigas que estabelecem uma meta de vida para ser cumprida em um ano. Notas Sobre O Diabo Veste Prada Após causar burburinho no meio editorial, o best-seller O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger, encontrou outro caminho de sucesso: a adaptação cinematográfica, dirigida com competência por David Frankel e roteirizado por Aline Brosch McKenna. Com frames que relacionam a linguagem do videoclipe com algumas características do discurso publicitário, os envolvidos na realização desta ácida crítica ao afetado mundo da moda apresentaram ao mundo o ícone da competência-prepotência-vilania hollywoodiana máxima: Miranda Priestly, interpretada pela sempre eficiente Meryl Streep. A narrativa se inicia com uma empolgante montagem alternada, bem no formato videoclipe, que ao relacionar as mulheres bem vestidas com a “fora de moda” e recém-formada em jornalismo Andrea Sanchs (Anne Hathaway), já estabelece um dos conflitos da narrativa. A moça, que nada entende da indústria da moda e do mundo das passarelas que fazem circular moças anoréxicas, enquadradas por um padrão estabelecido por uma indústria repleta de resiliência, está à caminho de uma entrevista de emprego na Runnaway, uma importante revista estadunidense, comandada pela “terrível” Miranda Priestly, uma mulher conhecida por alavancar ou destruir carreiras com apenas um simples meneio dos cabelos ou gesto facial. O filme entrega ao espectador o que promete. O roteiro não é um primor da dramaturgia, mas não fica devendo nada ao que se propôs. A trama é carregada de significados que precisam ser decifrados, pois debaixo da camada de figurinos exuberantes e alguns estereótipos que não chegam a atrapalhar o desenvolvimento dos conflitos, há muitas questões da seara administrativa, da mídia, da publicidade e das questões contemporâneas acerca das relações interpessoais que gravitam em torno da narrativa. Os clichês comuns ao âmbito ficcional hollywoodiano estão logo à primeira vista disponíveis para serem acessados. A aprendiz que depois de se perder em um mundo de coisas “belas e sujas”, supera moralmente o seu antagonista e consegue encontrar o seu caminho está logo na superfície. A mulher que escolhe o sucesso profissional, em detrimento da vida pessoal, tais como cuidar dos filhos, do marido e do eixo familiar, também está presente, tanto em Miranda como no provável futuro de Andrea, caso ela escolha seguir carreira na revista de moda e deixe de lado os seus anseios (escrever em um jornal que trate de temas “sérios”). Copilado de fotos da atriz Meryl Streep _ Foto: Reprodução No que tange aos personagens coadjuvantes, cabe ressaltar o importante papel da pedante Emily (Emily Blunt) e do sarcástico Nigel (Stanley Tucci), ambos primordiais para algumas das melhores falas de Miranda e Andrea. Emily e Nigel, assim como Miranda, fazem parte de um sistema que massacra os anseios e as individualidades constantemente, entretanto, mesmo cientes disso, ambos decidem seguir o caminho da mentora, afinal, dinheiro, poder e glória parecem ser mais interessantes que uma vida simplória, galgada por ideais considerados utópicos. O que importa para estes personagens é o sucesso a qualquer preço, tal como reza a cartilha do capitalismo, mesmo que tenham que sair de suas zonas de conforto diariamente. A trilha sonora traz diversos temas do pop contemporâneo, mas o destaque vai para duas canções interpretadas por Madonna, bastante funcionais dentro da proposta da trama: Jump e Vogue. Em Jump, single do álbum Confessions of a Dance Floor, Madonna questiona se o ouvinte está preparado para “saltar”, numa metafórica alusão aos desafios da vida cotidiana, algo bem característico dos dilemas diários de Andrea ao lidar com a árdua tarefa de ser funcionária de Miranda. Em outro momento, Vogue, um dos maiores sucessos na carreira da cantora pop surge para abrir o espaço da nova Andrea, transformada após jogar o jogo de Miranda, relacionando-se com a indústria na qual se propôs a atuar. A canção que faz ode ao Olimpo da Hollywood clássica, fala sobre expressão e autoestima, e assim, tornou-se outra ótima escolha para acompanhar o filme. Um dos pontos mais interessantes em O Diabo Veste Prada é a maneira como a direção transita por um campo pantanoso, sem se deixar levar pelo glamour, como alguém que assim como o espectador mais crítico, observa. Nas mãos de outro cineasta, a narrativa talvez se perdesse entre as câmeras e flashes pelo seu caminho. Os figurinos estilizados estão presentes, a montagem pop e ágil também, as modelos interpretam a si mesmas (com exceção de Gisele Budchen, numa ponta inexpressiva, mas que não prejudica a trama), entretanto, o filme não cai no discurso raso ou afetado, mantendo-se firme até o seu final, mesmo que a escolha de Andrea nos momentos finais seja considerada por alguns críticos como enfadonha. Após a sua jornada pelo ofuscante mundo da moda, Andrea acha o seu caminho. Será mesmo que toda garota mataria por aquele emprego? Bons salários, pessoas “importantes”, excelente network, entretanto, uma caminhada frequente pelo inferno do chefe abusivo, praticante de todas as formas de mobbing possíveis, numa trajetória que aparentemente traz sucesso profissional, mas infelicidade nos outros setores da vida pessoal. Esta questão, por sua vez, fica para reflexão. Andrea fez a sua escolha. E você, caro leitor, qual caminho seguiria? Confira aqui o nosso podcast. Não esqueça de compartilhar as nossas ideias, combinado? Link alternativo (Spotify):
- Comportamento Organizacional em Escritores da Liberdade
No quinto episódio da série "Comportamento Organizacional em Perspectiva", abordamos liderança e educação em "Escritores da Liberdade" Comportamento organizacional Escritores da Liberdade _ Foto: Reprodução / Arte 071 News A relação entre professor e estudantes no contexto escolar é o mote de muitos filmes que flertam com a perspectiva dramática. Escritores da Liberdade, dirigido e escrito por Richard LaGravenese, tendo como base o livro de Erin Gruwell, é uma destas produções semelhantes ao que podemos contemplar em O Sorriso de Monalisa, O Preço de Um Desafio, Mentes Perigosas, Sociedade dos Poetas Mortos, dentre outros: docentes que buscam inspirar turmas desacreditadas pelo sistema educacional, numa demonstração dos caminhos que uma boa estrutura neste campo pode proporcionar para aqueles que precisam exercer os direitos e deveres cidadãos em seus respectivos cotidianos. Lançado em 2007, ao longo de seus 122 minutos, observamos diversas questões cruciais sobre o quão desigual é a nossa sociedade, sim, algo óbvio e senso comum, mas que precisa ser discutido. Narrativa ideal para debates em semanas pedagógicas, com incentivos para docentes em suas práticas cotidianas em sala de aula, o filme também possui um bom direcionamento para discussões no âmbito da administração, pois traz noções de liderança e motivação, algo importante nas dinâmicas do comportamento organizacional, planejamento de carreiras, gestão de projetos tradicionais ou ágeis, dentre outras possibilidades. Na trama, acompanhamos a trajetória de Erin Gruwell, personagem interpretada com carisma por Hilary Swank, professora que assume uma turma indesejada da escola onde começa a atuar. Na sala 203, temos todos aqueles que a elite branca suprema estadunidense abomina. Jovens periféricos: afro-americanos, imigrantes, pessoas com passados de abuso de todo tipo e descaso. Por uma questão política, a instituição precisou inserir o grupo para atender ao projeto da secretaria educacional da região, mas os presentes não são bem recepcionados, principalmente pela gestão e demais professores da escola. Sem afeto ou recepção, estas pessoas brutalizadas resistem constantemente, alijados da crença de que possam se tornar melhores com o incentivo diante de suas jornadas complexas de opressão social. É quando entra a professora Erin. Inicialmente, iludida com seus planos de aula tradicionais e postura mais conservadora, a docente enfrenta enormes desafios. Como inspirar com a poesia homérica numa aula de literatura e filosofia se na sala onde se encontra, estudantes estão mais preocupados em conseguir sobreviver por mais um dia em suas existências violentas? O jeito é compreender as estratégias de liderança e motivar, mesmo que o seu entorno seja bastante desmotivador para si mesma: na dimensão domiciliar, o esposo Scott Casey (Patrick Dempsey) inicialmente parece interessado em ver a progressão da companheira, mas com o tempo a relação de ambos se desgasta, pois ao passo que Erin começa a dar a virada no jogo com a proposta desafiadora inicial, Casey se sente preterido. Pequenas brigas e discussões levam o casal ao inevitável processo de separação, pois conforme o comportamento do marido, o desejável era que ela trabalhasse, mas estivesse mais disponível ao menos para por o jantar e cuidar de coisas do tipo na esfera de um casamento. Se em casa as coisas funcionam desta maneira, pior no ambiente de trabalho. A sua gestora, Margaret Campbell (Imelda Stauton), mina as expectativas de Erin desde o primeiro encontro. Não concede os livros da biblioteca para que a docente faça projetos de leitura, se invoca quando a profissional começa a demonstrar sucesso com a turma desenganada e assume, num arquétipo de vilã necessário para uma narrativa cinematográfica de entretenimento, a postura de alguém que pretende derrubar a heroína em sua caminhada pelo sucesso pedagógico. As coisas ficam ainda piores depois que o projeto de Erin começa a ganhar visibilidade midiática. Jornais cobrem as ações da professora e exaltam a sua resiliência e sororidade com os estudantes, situação que causa desconforto nos demais membros da escola. Depois de adentrar na sala de aula e entender a realidade dos habitantes daquele espaço, Gruwell percebe que para conquistar os alunos, será preciso falar a língua deles, compreender a sua cultura, em especial, por ela ser vista inicialmente como uma ameaça. Branca, Erin é representante étnica da elite suprema que coage há eras pessoas que integram os grupos presentes naquele espaço estudantil. É algo de bastante complexidade. Ao criar os diários onde os jovens podem escrever os seus sonhos, sentimentos e reflexões, ela inicia a sua virada de chave. Conquista a todos e coloca em prática o projeto de leitura com O Diário de Anne Frank, tendo em vista versar sobre o nazismo e associar as questões vivenciadas na escola com o contexto histórico que marcou a história do século XX. Em seu processo, Erin aplica elementos da liderança motivacional. Ela engaja os estudantes, permite que eles acreditem em seus projetos, consegue estabelecer uma relação respeitosa e, com isso, domina a sala de forma a transformar o ambiente hostil num espaço de muitas trocas simbólicas que ultrapassam os muros da escola. Filhos se reconciliam com familiares, posturas cidadãs antes tratadas como balela começam a balizar o comportamento de outros, num encaminhamento que dialoga com uma postura romântica de atuação de líder, mas que se revela como algo necessário em nosso contexto. É com a educação afetuosa que Erin consegue descobrir a sua vocação e engajar todos aqueles em seu entorno. Ela é um tipo raro de líder, daqueles que se entregam com totalidade, em algo que exige muitos sacrifícios. Para nos contar esta história cheia de clichês, mas muito edificante, o cineasta Richard LaGravanese contou com o apoio de uma eficiente equipe técnica. A direção de fotografia de Jim Denault contempla bem os espaços escolares e cria tonalidades interessantes entre os ambientes internos e externos, estabelecendo uma boa coesão visual ao longo da narrativa. O design de produção de Laurence Bennett, responsável pela direção de arte e cenografia, também colabora para a elaboração de um ambiente devidamente conectado com as propostas do roteiro. Ademais, sempre deixo como reflexão a nossa responsabilidade como educadores no mundo: motivar pessoas pode ser um fator motivador para nós mesmos? Freedom Writers (‘Escritores da Liberdade’) e liderança na educação _ Arte: Professor Leonardo Campos 071 Cast | Professor Leonardo Campos analisa Freedom Writers e debate liderança, motivação e educação no comportamento organizacional.
- Comportamento Organizacional: Sociedade dos Poetas Mortos
Confira o sexto episódio da série 'Comportamento Organizacional em Perspectiva', onde o Professor Leonardo Campos discute uma narrativa inspiradora, inspirada no filme "Sociedade do Poetas Mortos" Professor Leonardo Campos discute uma narrativa inspiradora, inspirada no filme "Sociedade do Poetas Mortos" _Foto: Reprodução Um dos melhores ambientes de debate para reflexão sobre liderança, cultura e clima organizacional é a sala de aula. O cinema, em especial, os dramas e as comédias, constantemente nos apresentam narrativas do tipo, algo que em minha posição de crítico de cinema, classifiquei como um subgênero: os filmes de professores, aquelas tramas sobre os desafios no âmbito da educação, ilustrados por produções como Ao Mestre Com Carinho, O Sorriso de Monalisa, Entre os Muros da Escola, O Preço do Desafio, dentre tantos outros. Aqui, o interesse é a reflexão acerca do clássico moderno Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society), protagonizado por Robin Williams, ator eternizado no desempenho dramático de John Keating, um professor de literatura que desafia o sistema educacional da instituição onde começa a ensinar, quebrando paradigmas ao semear propostas para uma mudança futura, haja vista os padrões rígidos da cultura organizacional que estrutura o ambiente por onde estabelece as suas propostas. Dirigido por Peter Weir com base no roteiro de Tom Schulman, o filme não é “a cara” dos espectadores contemporâneos. Com os avanços vertiginosos tecnológicos das últimas décadas e os desdobramentos destas mudanças na linguagem do cinema, torna-se um tanto desafiador contemplar Sociedade dos Poetas Mortos com a fluência esperada da atualidade. É um filme para contemplativos. Lento, poético, com longas cenas e diálogos tranquilos, mas ainda assim, com uma discussão bastante atual. A trama é ambientada em 1959, na escola estadunidense Walton Academy, uma instituição ortodoxa, fincada em valores tradicionais extremos para o processo formativo de seus estudantes. Qualquer proposta de inovação é encarada com um tom ameaçador, tanto para o corpo docente, quanto para os gestores e familiares. Se tudo funciona da maneira que está, então é preciso manutenção, não é mesmo? Personagens do filme Sociedade dos Poetas Mortos _ Foto: Ilustração Será John Keating o responsável por administrar uma tentativa de mudança, diante das crises que começa a se estabelecer. A tradição começa a entrar em choque com a inovação nas aulas. Imposição também, dialogada com a possibilidade de conquista. O líder autocrático representado na figura do mestre, em vez de imperativo, abre a possibilidade para situações mais motivacionais e carismáticas. Nas aulas de Keating, não é preciso temer o professor, mas refletir, debater e dialogar com o mesmo, um contraste em comparação aos demais profissionais atuantes na instituição que preza pelos quatro pilares que sempre a nortearam: disciplina, tradição, honra e excelência. O foco do personagem de Williams é demonstrar que o aprendizado pode partir do prazer, criando assim a paixão pelos estudos. O estudante, neste caso, como gerador de pensamento, não apenas uma máquina automatizada para reproduzir as reflexões teóricas de quem, por exemplo, enrijece a compreensão sobre poesia, uma manifestação artística tão subjetiva. Como professor que, no passado, foi estudante deste local, John Keating chega como um novato disposto a mudar alguns aspectos da cultura organizacional da Walton Academy. Na literatura, campo fértil para disseminação de ideias, promove mudança de perspectivas. A polêmica cena onde os estudantes rasgam a introdução do livro de poesia, em especial, não deve ser encarada como um ato revolucionário vulgar, como pode ser pensado à primeira vista, mas como uma metáfora para a jornada de busca pelo conhecimento e, concomitantemente, pelo autoconhecimento. John Keating é um professor que estimula os estudantes a pensarem além dos limites estipulados. Mas, o novo, como sabemos, assusta. Por isso, uma crise indicativa de mudança é estabelecida. Do grupo de estudantes, um dos representantes não suporta as imposições do pai tradicional e comete suicídio. Todos ficam abalados. A instituição, com seu manto de proteção, se posiciona de forma acusadora e afasta o professor. A sociedade de filosofia e poesia, que intitula o filme, é desfeita, mas o desfecho da narrativa nos mostra o mais importante de tudo: a semeadura. Keating é ovacionado pelos estudantes enquanto se despede, percebendo que desequilibrou uma estrutura supostamente coesa que ainda se mantém por lá, mas não consegue mais assegurar os seus padrões ultrapassados. É tudo muito romântico, sim, no entanto, as escolhas do encerramento permitem uma abertura maior para o espectador pensar o processo, sem se entregar a uma fórmula mais fácil de resolução de conflitos. Infográfico desenvolvido pelo Professor Leonardo Campos Ao longo dos 128 minutos de narrativa, a equipe técnica de Sociedade dos Poetas Mortos constrói por cenas poéticas por meio dos recursos da linguagem cinematográfica. As escolhas da direção de fotografia John Seale são eficientes neste processo, desde os ângulos de captação emocional dos personagens aos enquadramentos com planos gerais que captam o clima de tentativa de transformação da jornada do professor e dos jovens estudantes. O design de produção de Wendy Stites também é assertivo. Setor que se responsabiliza pela cenografia e direção de arte e nos entrega espaços para circulação dos conflitos dos personagens por meio de edificações tradicionais, suntuosas, visualmente representativas da imponência da cultura organizacional da instituição onde os estudantes precisam driblar os tradicionalismos e buscar a filosofia por conta própria, longe dos ditames do pensamento alheio rígido. Ademais, a textura percussiva de Maurice Jarre é imersiva, o que ajuda na exaltação dos sentimentos para o espectador que participa desta experiência lançada em 1989, mas ainda atual em seus debates. Link alternativo para o Podcast | 071Cast https://open.spotify.com/episode/5LSTQNXgC0lvnRPAcbwsSl?si=BzHHaeFYTny9fr5pj-zpjQ
- Comportamento Organizacional: Reflexões a partir do filme 'Recém Chegada'
No sétimo episódio da série "Comportamento Organizacional em Perspectiva", o Professor Leonardo Campos explora uma narrativa de transformação e adaptação no contexto corporativo, inspirada no filme "Recém Chegada" Análise do filme New in Town (‘Recém Chegada’) _ Foto: Reprodução Uma narrativa sobre transformação humana e reorganização na pavimentação de jornadas. Se o filme Recém Chegada (New in Town) é um poço de clichês no sentido entretenimento, funciona como aquelas reflexões para debater recursos humanos, dentre outras teorias administrativas, algo que o torna ao menos útil para se manter como tema de reflexão nas densas malhas dos textos analíticos na internet. Lançado em 2009, a produção dirigida por Jonas Elmer e escrita pela dupla de roteiristas formada por C. Jay Kox e Jen Rance traz a atriz Renée Zellweger como a ambiciosa executiva Lucy Hill, uma mulher no mundo dos tubarões corporativos, interessada em se manter no cargo que ocupa e alcançar a desejável promoção. Diante disso, a premissa é básica: ao ser convocada para sair de Miami e visitar as instalações de uma fábrica em Minnesota, o posto do espaço cultural onde atua, ela enfrentará uma extensa caminhada de desafios, redescobrindo a si mesma, além de encontrar o amor, por meio da figura de Ted Mitchell (Harry Connick Jr.), o representante do sindicato dos trabalhadores. Inicialmente, o contato entre ambos é odioso, dominado pela antipatia, mas, como estamos diante de uma comédia romântica, os laços entre a dupla se fortalecerão ao passo que a narrativa de 97 minutos avança. O amor, então, fica no ar, contaminando a todos. Mas seria leviano dizer que o filme é apenas isso. Produzido numa era posterior ao advento de O Diabo Veste Prada, um clássico sobre liderança autocrática e comportamento organizacional, Recém Chegada reflete de longe, sem a mesma genialidade, os aspectos de uma executiva que não se preocupa com o bem-estar de nenhum de seus liderados. A sua missão única e exclusiva é manter os negócios em equilíbrio e fazer o capital girar como as grandes corporações precisam. Supervisionar a fábrica e reestrutura a linha de produtos é a grande chance de avanço no plano de carreira. Infográfico desenvolvido pelo Professor Leonardo Campos Os desafios, neste processo, são exorbitantes. E a equipe técnica da narrativa consegue desenvolver tudo isso com eficiência. A direção de fotografia de Chris Seager capta o clima gélido implacável, o oposto das ensolaradas manhãs de Miami onde fica a sede da empresa que Lucy trabalha. Essa mudança de clima muda não apenas as questões físicas do cotidiano de trabalho da executiva, mas também a sua relação com todas as situações. Além do clima geográfico, temos um clima organizacional diferente. Com sua postura arrogante, Lucy acredita piamente que a mão pesada de uma liderança autocrática resolverá todas as coisas, mas com o tempo, percebe que o desenvolvimento da empatia ajudará na recomposição das demandas e, consequentemente, no alcance de suas metas. Quem mais sofre com os impactos da antipatia de Lucy Hill é a secretária Blanche Gunderson (Siobhan Fallon). As suas distrações, tentativa de amizade e outros laços de humanidade no ambiente de trabalho são repelidos por sua chefe constantemente, tendo em vista evitar perda do foco em relação ao que almeja realizar nas instalações. No entanto, a dureza de Hill precisa encontrar uma alternativa para conquistar Stu Kopenhafer (J. K. Simmons), um homem admirado pelos colaboradores da fábrica, um formador de opinião local que diante de sua experiência, sabe como manipular as situações para conquistar o apego de todos e dificultar o trabalho da executiva que representa, para os humanos ali presentes, uma forte ameaça na empregabilidade. As pessoas daquele lugar trabalham num ritmo diferente. Há responsabilidades, mas as urgências ao estilo das grandes metrópoles não cabem naquele espaço. Os envolvidos misturam assuntos pessoais com negócios, se relacionam fora do ambiente de trabalho como membros de um conglomerado familiar, algo que incomoda Lucy, focada apenas na modernização dos processos para conseguir atender aos objetivos da corporação. Aos poucos, por sua vez, ela ganha o time. Os resultados começam a surgir quando ela compreende as regras sociais que ditam aquele ambiente. Forma, assim, um time mais motivado ao tentar se adaptar melhor culturalmente. Ao buscar entender o outro de forma mais sincera, a personagem encontra as soluções que precisa para fazer com que as coisas aconteçam como o planejado. Tudo isso, envolto em múltiplas situações cômicas. De volta aos elementos estruturais em Recém Chegada, a trilha sonora de John Swihart entra como colaborativa para as situações mais inusitadas envolvendo os choques culturais entre Lucy e os operários da fábrica. Traz uma mescla de country em dissonância com os estilos musicais das poucas cenas de ação da protagonista em suas passagens por Miami. Dan Davis, responsável pelo design de produção, deixou os espaços devidamente concebidos para que pudéssemos mergulhar na jornada de Lucy, também em contraste no quesito espacial, mobiliário, etc. As cenas no ambiente da fábrica são convincentes e ajudam na imersão necessária solicitada pelo roteiro frágil, mas não ofensivo dramaticamente. Nem de longe uma obra-prima estética, mas funciona dentro de sua proposta. Ademais, Recém Chegada também traz algumas reflexões sobre o velho embate entre homens e mulheres nas dinâmicas corporativas. As pressões em torno de Lucy são maiores, por ser uma mulher e precisar mostrar a competência de uma maneira mais agressiva. É uma obviedade, sabemos, e o filme não trabalha bem esta perspectiva, deixando apenas que nós, do lado de cá, façamos essas conexões. Dentre outras lições, a narrativa flerta com a violação de direitos de criação de um produto, fala sobre projetos e processos criativos, aponta o quão importante é lançar mão de conhecimentos básicos e investir em pesquisas de mercado quando o assunto é um produto vinculado ao gosto do consumidor, dialogando também com verificação de máquinas e equipamentos, fluxo de caixa, adequação de layout, análise de riscos na confecção de um produto, dentre outros pontos necessários para a dinâmica de qualquer um envolto no âmbito da administração. No filme, adaptação, conflitos, cultura organizacional, impacto cultural e inovação são algumas de suas principais palavras-chave. Comportamento Organizacional: Reflexões a partir do filme 'Recém Chegada' Ouça também no Spotify
- Péricles lança ‘Simplesmente acontece’ com Ana Castela e une pagode ao sertanejo
Single chega às plataformas digitais nesta terça-feira (28) e será lançado no YouTube e nas rádios na quarta-feira (29) Péricles convida Ana Castela e transforma “Simplesmente Acontece” em encontro entre pagode e sertanejo _ Foto: Divulgação A música Simplesmente acontece, parceria entre Péricles e Ana Castela, será lançada nesta terça-feira (28), às 21h, nas plataformas digitais. A faixa une pagode e sertanejo e marca um novo encontro entre artistas de gêneros diferentes no mercado musical. Com composição de Guga Capanema, Rayan Felipe e Guilherme Grins, a faixa traz uma narrativa centrada em relações marcadas por contradições entre razão e sentimento. A letra aborda os conflitos de quem tenta seguir em frente, mas continua preso a vínculos emocionais difíceis de romper, explorando idas e vindas, recaídas e o contraste entre o que se diz e o que se sente. “A Ana é uma artista jovem, muito talentosa e carismática, e a vontade de gravar algo com ela já era antiga. Fico muito feliz de ter a boiadeira mais famosa do Brasil cantando ao meu lado”, afirmou Péricles. Péricles e Ana Castela se conheceram em uma edição do Criança Esperança e mantiveram a relação desde então. O convite para a parceria reforça essa proximidade entre os artistas. “Ele me mandou uma mensagem no WhatsApp me convidando para participar dessa música. Cantar com o Péricles é um desafio, porque é o Péricles, né? Mas deu bom, está tudo lindo e vai ser sensacional”, disse a cantora. Após o lançamento nas plataformas digitais, a faixa chega ao YouTube na quarta-feira (29) _ Reprodução: Youtube Após chegar às plataformas digitais nesta terça-feira (28), às 21h, Simplesmente acontece terá nova etapa de lançamento na quarta-feira (29), ao meio-dia, com estreia no YouTube. Além da divulgação no canal oficial, a faixa também passa a integrar a programação de rádios em todo o país, ampliando o alcance da parceria entre Péricles e Ana Castela.












