Resultados de busca
2418 resultados encontrados com uma busca vazia
- Escola da Dança em Salvador fomenta o acesso a arte para jovens e profissionais
Há mais de 40 anos a instituição promove o acesso a cultura e diversidade de expressão por meio dos cursos de dança Reportagem: Raquel Gomes A Escola de Dança é uma instituição integrada ao Centro de Formação em Artes (CFA) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult - BA). Com atuação na iniciação, formação técnica e qualificação em dança, a instituição é um refúgio para crianças, jovens e profissionais da dança O Centro Educacional acolhe pessoas de todas as idades para a ampliação da arte por meio da dança. O projeto é feito para quem nunca teve contato com nenhuma expressão corporal e para quem deseja se profissionalizar por meio do Curso de Educação Profissional Técnico de Nível Médio em Dança. Com a valorização e fomento dos cursos oferecidos por meio da instituição, os jovens, principalmente periféricos e de baixa renda têm a oportunidade de se expressarem, fazerem networking e se inserirem no mercado de trabalho com essa arte. Prédio da escola de dança em Salvador I Foto: Raquel Gomes Oportunidade para crianças e jovens na dança A Escola oferece o Curso Preparatório com diversas modalidades, a exemplo de danças populares, afro e moderna, passando pelo ballet clássico e capoeira, sendo destinado para crianças e adolescentes, a partir dos 5 anos. Uma ótima oportunidade para a diversificação de atividade extracurricular na escola e posteriormente de uma profissão. Kaylane Vitória, estudante da Fundação Cultural, reforça a importância do trabalho oferecido por meio da instituição. “Aqui é um lugar que nós começamos desde pequenos e ficamos até a maioridade porque vejo diversas senhoras fazendo atividades aqui. Aqui as pessoas podem utilizar o espaço para a práticas de hobbys e melhoria da saúde”, ressaltou. Para a recém-formada o local é de grande importância para a comunidade de Salvador e visibiliza as diversas modalidades de danças oferecidas para o aprendizado. “Eu, por exemplo, faço aula de salto, faço afro beats, faço afro, ballet, dança moderna e conheço várias linguagens. Tudo isso por conta do ensinamento que tenho aqui na Escola de Dança”, completa. Recepção escola de dança em Salvador I Foto: Raquel Gomes O projeto se consolida também entre os profissionais já inseridos no mercado artístico e procuram formação profissional, como o aluno do primeiro semestre Valter Oliver, que já trabalhava com dança e se inscreveu para o processo seletivo da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). Ele já havia participado de alguns cursos livres oferecidos por meio da Funceb, no entanto, achava que não estava preparado para o curso técnico e dessa forma, ele adquiriu confiança, decidindo por fim, participar das avaliações e iniciar as aulas. “Com essa oportunidade, quero buscar mais vivências, conhecer novas pessoas e construir um novo repertório para minha dança e vi que depois de vivenciar o curso livre da Funceb, o curso técnico era meu próximo passo”, ressalta. Com a convivência e networking entre as aulas e eventos propostos pela Escola, os alunos e profissionais tem a possibilidade externas e de participações em diversos eventos culturais que acontecem na cidade. Recepção escola de dança em Salvador I Foto: Raquel Gomes Para Oliver, o fomento do curso para outros jovens, principalmente periféricos, abrem o caminho para oportunidades por meio da arte e para os profissionais também. “Nós temos muita orientação e conversas sobre direcionamento para a área. Precisamos nos atentar para o mercado e se atentar com nossa dança, não é porque nascemos na cidade da dança que sabemos de tudo”, finaliza. A descoberta de novos estilos está sendo muito positiva para ele, pois eles têm uma ligação e a junção de todas elas promove a ele o desbloqueio a todas as modalidades. A arte da dança é uma das expressões mais antigas e de fomento para união entre diversas culturas. Para mais informações, esses são os canais oficiais da Escola de Dança: Endereço: Rua da Oração, nº 1, Pelourinho Telefone: (71) 3116-6644 E-mail: escola.danca@funceb.ba.gov.br
- Michael se torna a maior cinebiografia musical do mundo
Após conquistar o mundo com coreografias e hits atemporais, a cinebiografia do Rei do Pop finalmente ganha as telas de cinema. Reportagem: Lunna Calazans e Raquel Gomes A espera acabou. Após anos de expectativa e ansiedade dos fãs, a trajetória monumental de Michael Jackson finalmente ganha as telas em 'Michael' com pré-estreia na última terça-feira (21). Sob a direção de Antoine Fuqua e com uma performance impressionante de Jaafar Jackson sobrinho do cantor , o longa-metragem mergulha na vida do Rei do Pop de forma profunda e surpreendente. Em Salvador, o pré-lançamento da cinebiografia do astro se transformou em um espaço de demonstração e perpetuação do trabalho que o rei do pop construiu ao longo das décadas. Fãs de todas as gerações ocupam as salas de cinema fantasiados e fazem as coreografias mais icônicas do ídolo, transformando a sessão em uma verdadeira homenagem. Focada na ascensão meteórica até 1988, o filme prioriza a formação de Michael em vez de controvérsias jurídicas posteriores. O ator Colman Domingo, que interpreta o patriarca Joseph Jackson, explica que o longa é um mergulho na essência do artista: “O filme se passa dos anos 60 até 1988, então não entra nas primeiras acusações. Basicamente, focamos na formação de Michael. É um retrato íntimo de quem Michael é… pelos olhos dele ", afirmou ao Today Show. Dentro desse recorte, o roteiro explora dramas centrais, como a relação conturbada com Joseph cujas pressões marcaram Michael entre 1964 e 1979 e o traumático acidente de 1984, quando uma queimadura grave atingiu seu couro cabeludo durante a gravação de um comercial. A Construção do Espetáculo A excelência técnica é um dos pilares da produção. A direção de fotografia e som, liderada por Dion Beebe, buscou capturar a energia visceral do artista nos palcos. "Filmamos quase uma hora e meia só de performances, sem uma única palavra de diálogo", revela Beebe, destacando a força da linguagem corporal de Michael. Para garantir a fidelidade histórica, a designer de produção Barbara Ling e a figurinista Marci Rodgers trabalharam na reconstrução minuciosa das vestimentas icônicas usadas em turnês e videoclipes. A decisão de reproduzir fielmente cada detalhe das peças originais visa preservar a essência artística e cultural do Rei do Pop, transportando o público diretamente para os momentos áureos de sua carreira. O Fenômeno em Salvador Os soteropolitanos ocuparam os saguões com figurinos icônicos e coreografias ensaiadas já na fila dos ingressos. A capital baiana nutre uma ligação histórica e afetiva com o astro desde sua passagem memorável em 1996, para a gravação do clipe 'They Don’t Care About Us', no Pelourinho. Fãs caracterizados de Michael Jackson no cinema I Foto: Raquel Gomes Apolo e Pérola, fãs do artista fizeram questão de irem caracterizados na pré-estreia do longa e reforçaram a importância das obras musicais nas gerações posteriores de Michael. Para eles, o cantor é símbolo de resistência e de união entre as pessoas. “Michael nos une, nos uniu no passado, se faz presente em nosso cotidiano, em nossos fones e hoje ele prova mais uma vez que a música foi feita para quebrar barreiras e mostrar que só ele continua quebrando recordes como ninguém”, afirmaram. Michael Jackson está de volta e, como mostram os fãs fantasiados em Salvador, ele nunca foi embora de verdade. Críticas e Records Mundiais A obra estreou com a nota polêmica de 31% na critica por meio do Rotten Tomatoes com base em 71 críticas especializadas. No entanto, o público se mostrou aberto ao acolhimento do trabalho no mesmo portal, com a aprovação de 95% dos espectadores. O longa acaba de se tornar a maior estria global em uma cinebiografia musical com mais de R$217 milhões de dólares em bilheteria mundial em apenas 1 semana de exibição. “Michael” é prova da consolidação do título que o astro carrega por mais de duas décadas e seu legado continuará por muitos anos se depender dos fãs. O filme segue em cartaz nos cinemas mundiais.
- Morre Sun Sun, fotógrafo que conquistou prêmios nacionais e eternizou a Bahia por 50 anos
Ícone da fotografia baiana e "olho" da sociedade soteropolitana, Sun Sun deixa um legado inestimável de elegância e registro cultural O acervo fotográfico permanecerá como legado permanente, continuando a contar histórias e preservar memórias da Bahia para as gerações futuras — Foto: Reprodução Facebook A Bahia amanheceu em luto nesta segunda-feira (20) com a confirmação do falecimento do fotógrafo Sun Sun (Ng Cheuk Sun), aos 76 anos. Natural da China e radicado em Salvador, ele deixa legado de 50 anos documentando a história visual do estado. Sun Sun ganhou 11 prêmios como fotógrafo de destaque nacional, reconhecido por seus cliques rápidos e certeiros que capturavam os melhores ângulos. Foi requisitado por revistas de circulação nacional como Caras, Contigo!, IstoÉ e Manchete. “Painho construiu um legado que vai além da fotografia. A Revista Sun Sun Flash e o livro De Pai Para Filha: O Segredo do Sucesso da Dupla Dinâmica da Bahia! são parte dessa história e da nossa caminhada juntos”, destacou Yin Yee Carneiro. Filho primogênito de um médico e uma dona de casa, Sun Sun era um autodidata. Graduado em Marketing, aprendeu português sozinho através de dicionário inglês-português. Poliglota, falava diversos idiomas, mas com fluência apenas em chinês, inglês e português. Para a sociedade baiana, Sun Sun transcendia a fotografia. Era o guardião visual dos acontecimentos que marcaram a cidade. Um dito popular entre a elite cultural sintetiza sua importância: “Se Sun Sun não fotografou, o evento não aconteceu”. Essa frase reflete o poder incontestável que exercia nas principais celebrações de Salvador. Sun Sun faleceu no dia 20 de abril de 2026, às 2h da madrugada, vítima de infarto. O sepultamento ocorreu no dia 21 de abril de 2026, às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, onde amigos e familiares prestaram o último adeus a esse gigante das lentes. Seu acervo permanecerá como legado permanente para as futuras gerações.
- Transtorno do Espectro Autista na vida adulta: sinais de alerta e caminhos para o diagnóstico tardio
Entenda quais são os sintomas frequentemente ignorados ao longo da vida e que destacam os desafios do diagnóstico tardio de autismo em adultos. Reportagem : Vitória Sacramento Jovem usa fones de ouvido em momento de relaxamento — prática recomendada por especialistas para reduzir estímulos sensoriais | Foto: Reprodução O diagnóstico tardio de condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem se tornado cada vez mais frequente no Brasil, trazendo à tona histórias marcadas por dificuldades emocionais, sociais e profissionais ao longo da vida. Especialistas apontam que a ausência de identificação precoce pode gerar prejuízos significativos, mas também destacam o papel do diagnóstico como ferramenta de autoconhecimento e recomeço. De acordo com o psicólogo Gustavo Tozzi, diretor do Instituto Ninar, o aumento de diagnósticos na fase adulta está relacionado à evolução dos critérios clínicos e à ampliação do debate sobre o tema. “Adultos estão recebendo diagnósticos tardios porque hoje há mais informação e critérios mais sensíveis para identificar o transtorno”, afirma. A falta de diagnóstico durante a infância pode impactar diretamente o desenvolvimento do indivíduo. O desconhecimento da condição afeta diferentes áreas da vida. Uma vez que o diagnóstico tardio pode trazer prejuízos à vida pessoal, profissional e acadêmica. A neuropsicóloga Thais Barbi, que atua com avaliação de adultos, explica que muitos pacientes desenvolvem mecanismos para se adaptar socialmente, o que dificulta a identificação precoce. “Essas pessoas passam anos mascarando comportamentos e tentando se encaixar, o que pode gerar sofrimento psíquico significativo”, pontua. Na prática, o impacto emocional do diagnóstico tardio costuma ser ambivalente. Se por um lado há o alívio de finalmente compreender a própria trajetória, por outro surgem sentimentos de frustração ao perceber os desafios enfrentados sem o suporte adequado. A pedagoga e ativista Luciana Viegas, diagnosticada na vida adulta, destaca a invisibilidade desse público. “Existe uma grande lacuna quando falamos de adultos autistas. Muitas dessas pessoas cresceram sem qualquer tipo de apoio”, afirma. Histórias como a de Marcelo Vindicatto reforçam essa realidade. Antes do diagnóstico, ele relata ter vivido anos sem entender suas próprias dificuldades. “Eu sempre me senti diferente, mas não sabia o porquê”, conta. Para especialistas, ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e à informação é fundamental para reduzir os impactos ao longo da vida. A identificação ainda na infância permite intervenções que favorecem o desenvolvimento social, emocional e profissional. Entre os principais sinais que podem indicar a necessidade de investigação estão dificuldades persistentes de socialização, sensação constante de “não se encaixar”, hipersensibilidade a sons, luzes ou toque, necessidade de rotina rígida, crises de ansiedade em situações sociais e cansaço após interações, conhecido como esgotamento social. Também é comum um histórico de incompreensão na infância, quando a pessoa era vista como “tímida demais” ou “diferente”, sem que houvesse uma explicação clara para esses comportamentos. Ao identificar esses indícios, o primeiro passo é buscar orientação profissional, iniciando por um clínico geral ou diretamente com um psicólogo, que pode encaminhar para avaliação especializada com neuropsicólogo ou psiquiatra. O processo costuma envolver entrevistas clínicas, aplicação de testes e análise da história de vida do paciente. É importante evitar o autodiagnóstico e procurar serviços de saúde confiáveis, seja na rede pública ou privada.
- Eventos em Salvador mostram falta de acessibilidade a pessoas com Transtorno do Espectro Autista
Capital baiana reúne quase 29 mil pessoas com TEA, mas ainda carece de políticas e estruturas inclusivas em eventos e espaços públicos. Reportagem: Luma Mendes Uma variedade de públicos frequenta eventos como a Bienal do Livro em Salvador, mas será que todos tem acessibilidade no espaço ? | Foto: Luma Mendes Salvador concentra o maior número de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Bahia, mas ainda enfrenta desafios para oferecer acessibilidade e acolhimento adequados a essa população. Na capital, conhecida pela intensa agenda cultural e por eventos de grande público, especialistas e famílias apontam a necessidade de ampliar adaptações e políticas inclusivas em espaços públicos e privados. Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que Salvador tinha 28.915 pessoas com autismo, o equivalente a 1,2% da população soteropolitana à época. O número coloca a capital baiana como a cidade com maior concentração de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no estado. A inclusão dessa população também é respaldada por legislação federal. A Lei nº 7.853/1989 estabelece normas gerais para a integração social das pessoas com deficiência e reforça a obrigação de instituições públicas e privadas em garantir acolhimento e acessibilidade. Na prática, porém, ainda há limitações estruturais e de atendimento em diferentes espaços da cidade. Entre as poucas iniciativas existentes em Salvador está o Shopping Lapa, que promove sessões de cinema adaptadas em domingos selecionados. As exibições contam com volume reduzido, iluminação mais baixa e liberdade de circulação nas salas. Ainda assim, as sessões não têm periodicidade fixa e, na maioria das vezes, exibem apenas filmes voltados ao público infantil. Para Elisa Félix, profissional de relações públicas da instituição SENAC, e rede de apoio a uma criança com TEA, os esforços realizados pelos espaços e eventos na cidade são importantes, mas ainda insuficientes para garantir acessibilidade de forma ampla. Confira a entrevista completa no áudio abaixo: Depoimento completo de Elisa Félix em entrevista a repórter Luma Mendes Eventos de grande porte ainda falham em inclusão Com uma agenda intensa de shows, festas populares e ações ao ar livre, Salvador já tem ao menos 64 eventos confirmados no Centro de Convenções, na Boca do Rio. Entre eles esteve a Bienal do Livro da Bahia, realizada entre 15 e 21 de abril, que reuniu mais de 130 mil pessoas em sete dias. Espaços fechados com grande circulação de público poderiam representar oportunidades para colocar a acessibilidade em prática. No entanto, relatos indicam que isso ainda não é uma realidade. Viviane Silva, prestadora de serviços freelancer para produtoras de eventos em Salvador, afirma que empresas responsáveis pelo planejamento e execução de grandes programações ainda não oferecem treinamento específico para o atendimento de pessoas autistas, nem disponibilizam recursos de suporte adequados. “Em vários locais, seja em shows, eventos culturais ou exposições de grande porte, o cuidado com pessoas com TEA não é uma preocupação”, afirmou Viviane Silva. Segundo ela, quando surgem ocorrências, a orientação costuma ser buscar a supervisão, sem que exista um protocolo estruturado de acolhimento. A profissional acrescenta que, na prática, as soluções dependem do improviso das equipes no momento do atendimento. “A indicação principal é ver o que dá para fazer na hora ou acionar brigadistas e bombeiros.” Viviane também destaca que as orientações repassadas aos trabalhadores costumam ser básicas e que o nível de atenção varia conforme a experiência individual de cada prestador contratado. Em 2024, o portal 071News noticiou uma iniciativa voltada a pessoas com Transtorno do Espectro Autista em um shopping de Salvador, exemplo de ação inclusiva que ainda ocorre de forma pontual na capital baiana. Confira a matéria: https://www.071news.com/cinema-do-parque-shopping-bahia-oferece-sess%C3%B5es-especiais-para-pessoas-com-tea-confira-os-hor%C3%A1rios
- Pedagogia e autismo: avanços no ensino e desafios na inclusão escolar
O avanço dos estudos sobre o Transtorno do Espectro Autista tem provocado mudanças significativas na forma como a educação compreende e atende alunos Reportagem : Laura Vitória Turma em que a Pedagoga Paula Oliveira leciona (Foto: Laura Vitória) Com o avanço dos estudos em educação inclusiva, o autismo passou a ser compreendido de forma mais ampla nas escolas brasileiras, considerando diferentes níveis de suporte e particularidades no desenvolvimento cognitivo, social e comunicacional. Essa mudança tem transformado práticas pedagógicas, exigido novas estratégias de ensino e ampliado o debate sobre como garantir inclusão efetiva de crianças e adolescentes no ambiente escolar. O progresso científico tem contribuído para práticas pedagógicas mais inclusivas, que valorizam as potencialidades dos estudantes em vez de focar apenas em suas limitações. Nas últimas décadas, pesquisas em áreas como neurociência, psicologia e educação ampliaram a compreensão sobre o autismo, destacando a importância da intervenção precoce e de estratégias personalizadas de ensino. A pedagoga da instituição Parque ABC, Paula Oliveira, destaca : “Bem, a princípio a gente precisa é ter o relatório né laudado pra que seja dentro da dos níveis de autismo a gente possa trabalhar com estratégias para as crianças.” A fala evidencia como o laudo ainda é um instrumento central na organização do atendimento pedagógico, embora também levante debates sobre o acesso a esse diagnóstico. A pedagogia, nesse contexto, tem passado por um processo de adaptação, buscando metodologias mais flexíveis, uso de recursos visuais, rotinas estruturadas e abordagens que respeitem o ritmo individual de cada aluno. Esse movimento reforça a necessidade de formação continuada dos professores, que precisam estar preparados para lidar com a diversidade presente em sala de aula. No entanto, apesar dos avanços teóricos, a realidade prática ainda apresenta desafios importantes. Um dos principais pontos diz respeito à necessidade de diagnóstico formal para que as estratégias educacionais sejam aplicadas de maneira adequada. Outro desafio recorrente está relacionado às condições de trabalho nas escolas, especialmente na rede privada. A inclusão, embora prevista em políticas educacionais, nem sempre é acompanhada por suporte estrutural e humano suficiente. Segundo Paula Oliveira, “a maior dificuldade muitas vezes é que as escolas particulares não têm um apoio para essas crianças no caso o professor muitas vezes ele está só ali com 15 crianças ou até um pouco mais e ele tem que administrar as aulas as estratégias”. Esse cenário revela a sobrecarga docente e a necessidade de equipes multidisciplinares que auxiliem no processo de ensino-aprendizagem. Diante desse contexto, a pedagogia contemporânea caminha para um modelo cada vez mais inclusivo, mas ainda enfrenta o desafio de transformar teoria em prática efetiva. A evolução dos estudos sobre o autismo aponta caminhos promissores, porém a consolidação dessas mudanças depende de investimentos em formação, políticas públicas e estrutura escolar. Mais do que adaptar o aluno à escola, o debate atual propõe justamente o contrário: repensar a escola para que ela seja capaz de acolher, de forma genuína, todas as formas de aprender. Veja o audio completo da entrevista com Paula Oliveira abaixo : https://drive.google.com/file/d/1J4ta5gI-lS_d7cRIxjHH4PDMW1cKAa1Z/view?usp=drive_link
- Bahia sediará WRNP 2026 com debates sobre IA e computação quântica
Workshop reunirá especialistas para discutir infraestrutura digital, cibersegurança e inovação científica Público na última edição do WRNP _ Crédito: Divulgação/RNP A Bahia sediará, entre os dias 25 e 27 de maio, na Praia do Forte, a 27ª edição do Workshop RNP (WRNP 2026), evento que reunirá pesquisadores, gestores e especialistas em tecnologia para discutir Inteligência Artificial (IA), computação quântica, cibersegurança e infraestrutura digital. Promovido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), o encontro será realizado em formato híbrido, com participação presencial e transmissão online. Entre os destaques da programação está o meteorologista Paulo Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que abordará o uso da Inteligência Artificial na modelagem climática e na previsibilidade ambiental. A pesquisadora Daniela Brauner, integrante da rede acadêmica europeia GÉANT, discutirá os impactos da IA nas infraestruturas digitais e o papel das redes de ensino e pesquisa no avanço da ciência baseada em dados. Na área de segurança digital, o professor Marcos Simplício, da Universidade de São Paulo (USP), apresentará um panorama sobre criptografia na era pós-quântica, destacando os desafios impostos pelo avanço da computação quântica na proteção de sistemas digitais. O professor Fabrício Campos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também integra a programação e discutirá o papel das universidades na promoção do empreendedorismo acadêmico e no fortalecimento de ambientes de inovação. As tecnologias quânticas também terão espaço no evento. A professora Valéria Loureiro, do Senai Cimatec, participará das discussões com contribuições voltadas à pesquisa aplicada em fotônica e comunicação. Sobre o evento Criado em 1999, o Workshop RNP se consolidou como espaço de debate sobre tecnologia aplicada à educação, pesquisa e inovação no Brasil, reunindo representantes do setor público, academia, empresas e startups. Além de palestras e painéis, a programação contará com demonstrações de protótipos desenvolvidos em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Serviço Evento: 27º Workshop RNP (WRNP 2026) Data: 25 a 27 de maio Local: Praia do Forte, Bahia Formato: presencial e online Inscrições: site oficial da RNP
- Concurso na Bahia abre inscrições para startups e projetos inovadores
Iniciativa da incubadora Desavexe recebe propostas até 11 de junho e vai premiar soluções em tecnologia e inovação O foco são propostas que usem tecnologia, como inteligência artificial, computação em nuvem e ciência de dados, aplicadas a áreas como saúde, agroindústria e sustentabilidade _ Crédito: Divulgação As inscrições para o Concurso Ideias Inovadoras, voltado a startups e projetos de base tecnológica na Bahia, seguem abertas até o dia 11 de junho. A iniciativa, lançada pela Incubadora Desavexe, vinculada ao Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Cepedi) e ao Hub Salvador, vai premiar propostas inovadoras nas áreas de tecnologia, saúde, indústria, energia, sustentabilidade e agroindústria. O concurso busca fortalecer o ecossistema de inovação no estado, selecionando projetos intensivos em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), com foco em soluções que utilizem recursos como inteligência artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem, APIs e ciência de dados. A chamada pública prioriza propostas em que a tecnologia seja o elemento central da solução, incluindo desenvolvimento de software, sistemas embarcados, segurança da informação e plataformas digitais escaláveis. Segundo a organização, podem participar startups de base tecnológica, micro e pequenas empresas inovadoras, empreendimentos em estágio inicial, além de pesquisadores, desenvolvedores e empreendedores com projetos em fase de validação tecnológica, desde que atendam aos critérios previstos no regulamento. De acordo com o CEO da Desavexe, Antônio Rocha, o concurso busca ampliar oportunidades para ideias com potencial de desenvolvimento tecnológico e inserção no mercado. “As ideias selecionadas receberão premiação financeira, além de oportunidades de conexão com empresas e agentes do ecossistema de inovação”, afirmou Antônio. Baseada na Lei de TICs, a iniciativa pretende incentivar soluções com desenvolvimento tecnológico próprio, alinhadas às exigências técnicas e legais que orientam investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no país. Especialistas apontam que iniciativas desse tipo contribuem para ampliar a presença de empresas de base tecnológica no mercado e fortalecer o ambiente de inovação na Bahia, aproximando empreendedores, pesquisadores e investidores. As inscrições podem ser feitas por meio do site oficial do concurso até o prazo final estabelecido pela organização.
- Feira de empreendedorismo reúne rock e negócios no Sesi Casa Branca
Evento Curto Circuito acontece com shows das bandas 220 Volts SSA e Arena 71 e feira de produtos artesanais O Espaço Cultural do Sesi Casa Branca recebe, no próximo sábado (2), o Curto Circuito, feira de empreendedorismo que combina negócios e rock’n’roll. O evento começa às 18h, no Caminho de Areia, em Salvador, com entrada a partir de R$ 15. A programação musical conta com duas bandas do cenário rock de Salvador. A 220 Volts SSA apresenta show em tributo ao Capital Inicial, com clássicos do rock nacional. Já a Arena 71 chega com nova formação, repertório autoral e influências que transitam entre rock e pop. Paralelamente aos shows, uma feira reúne empreendedores de produtos artesanais, estimulando a economia criativa e o networking entre o público. O evento é produzido pela Alpha Rock, com organização de Ângela Cristina e Black Point Produções. SERVIÇO O que: Curto Circuito — A Feira de Empreendedorismo Quando: Sábado (2) | Feira a partir das 18h | Shows a partir das 19h Onde: Espaço Cultural do Sesi Casa Branca — avenida Caminho de Areia, 1454, Mangueira, Salvador (BA) Ingressos: Individual: R$ 15 | Casadinha: R$ 25 | Vendas na portaria
- Compra de terras por estrangeiros no Brasil: o problema real pode estar no processo, não na lei
Morosidade nos processos de autorização tem impactado investimentos no agronegócio, energia e indústria no Brasil Especialista fala sobre compra de terras por estrangeiros no Brasil _ Foto: Divulgação A compra de imóveis rurais por estrangeiros no Brasil segue cercada por debates jurídicos e discussões legislativas, mas, na prática, um dos principais obstáculos para a concretização desses investimentos está na lentidão dos processos de aprovação. A exigência de autorização por órgãos públicos, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), e em alguns casos pelo Congresso Nacional, tem ampliado a complexidade do processo e criado entraves para investidores. Pela legislação brasileira, empresas estrangeiras ou companhias nacionais controladas por capital estrangeiro precisam cumprir regras específicas para aquisição ou arrendamento de terras rurais. O modelo busca preservar interesses estratégicos e garantir controle sobre áreas sensíveis, mas enfrenta dificuldades operacionais que comprometem sua efetividade. Dados levantados entre 2014 e 2023 mostram um cenário de baixa movimentação administrativa. No período, foram registrados apenas 38 pedidos formais de aprovação para aquisição de imóveis rurais por estrangeiros. Desses, apenas quatro chegaram ao Congresso Nacional e nenhum teve conclusão definitiva. A maior parte dos processos segue sem desfecho há mais de cinco anos. A morosidade impacta diretamente o ambiente de negócios. A demora na análise trava projetos de longo prazo, afasta investidores em busca de segurança jurídica e compromete setores que dependem da terra como base produtiva, a exemplo do agronegócio, da geração de energia e da indústria. Especialistas apontam que a ausência de previsibilidade nos processos administrativos amplia o risco de judicialização e reduz a competitividade do país na disputa global por investimentos. Além disso, projetos paralisados representam perdas econômicas, redução de empregos e menor desenvolvimento regional. O debate, segundo analistas do setor, vai além da flexibilização ou endurecimento das regras. A questão central está na eficiência do processo. Sem agilidade, transparência e segurança nas decisões, o potencial econômico ligado ao setor rural tende a permanecer represado. Entre as medidas apontadas como necessárias estão a redução da burocracia, a definição de prazos mais claros para análise e o fortalecimento da transparência nos procedimentos. Em um cenário de crescente demanda global por produção agrícola e energética, a capacidade do Brasil de destravar esses processos pode ser decisiva para ampliar sua competitividade.
- Papo de Especialista: como a falta de preparo pode tornar o luto ainda mais difícil
Planejamento prévio e acesso à informação ajudam famílias a enfrentar as primeiras decisões após uma perda Luto sem preparo amplia sofrimento e expõe fragilidade das famílias _ Foto: Reprodução A dor da perda de um familiar costuma ser acompanhada por uma série de decisões urgentes que, muitas vezes, pegam as famílias de surpresa. Questões burocráticas, definição do tipo de despedida, organização de documentos e comunicação com parentes próximos são algumas das responsabilidades que surgem logo nas primeiras horas após a morte. Segundo Eduardo Fernandes, gestor de projetos do Campo Santo Familiar, a ausência de preparo prévio pode ampliar significativamente o sofrimento emocional. “O luto, por si só, já é um processo sensível. Quando ele vem acompanhado da pressão para resolver questões práticas em pouco tempo, a carga emocional se torna ainda maior. Muitas famílias não sabem por onde começar”, explica Eduardo. Entre os pontos mais críticos está justamente a falta de informação sobre os primeiros passos. A emissão da Declaração de Óbito, separação de documentos e definição sobre sepultamento ou cremação são algumas das decisões que precisam ser tomadas rapidamente. Para Samara Bastos, coordenadora de marketing do Campo Santo Familiar, falar sobre planejamento ainda em vida é uma forma de cuidado com os familiares. “Muitas pessoas evitam esse assunto por ser delicado, mas organizar essas questões com antecedência reduz conflitos, evita dúvidas e permite que a família viva o luto de forma mais acolhida e menos pressionada”, afirma. Além da parte emocional, a falta de alinhamento entre familiares pode gerar divergências sobre decisões importantes, principalmente quando não há orientações prévias ou desejos definidos. Especialistas reforçam que o planejamento não elimina a dor da perda, mas contribui para reduzir o impacto das decisões imediatas e tornar o processo mais organizado em um momento de fragilidade.
- Oficina gratuita de flautas capacita músicos do Recôncavo neste fim de semana
Ação da Orquestra Jovem do Recôncavo acontece em São Félix nos dias 25 e 26 de abril, sem inscrição prévia Oficina Formativa de Flautas da Orquestra Jovem do Recôncavo em São Félix (BA) | Foto: Divulgação A Orquestra Jovem do Recôncavo (OJR) promove neste fim de semana a 2ª Oficina Formativa de Flautas, gratuita e aberta a estudantes e músicos profissionais. As atividades acontecem no sábado (25) e domingo (26), na Loja Maçônica Aliança Universal, em São Félix (BA). A oficina é ministrada pelo flautista Nilton Azevedo, integrante do Baiana System e da Orquestra Afrosinfônica, e aborda sonoridade, articulação e prática de conjunto. A ação tem patrocínio da TAG via Faz Cultura e apoio da Tabuleiro Produções. Não é necessária inscrição prévia, mas as vagas são limitadas à lotação do espaço. SERVIÇO 2ª Oficina Formativa de Flautas — OJR 25/04 — 9h às 12h e 14h às 17h 26/04 — 9h às 12h Loja Maçônica Aliança Universal — R. Dr. Manoel Passos, 12, São Félix (BA) Gratuito | Sem inscrição prévia Instagram: @ orquestrajovemdoreconcavo













