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Reserva Espinita completa 10 anos de preservação da Mata Atlântica no Baixo Sul

Foto do escritor: Redação
Redação
há 2 horas
2 min de leitura

Área localizada em Igrapiúna reúne 118 hectares de conservação e mais de 200 espécies de plantas nativas catalogadas


Vista aérea de área preservada de Mata Atlântica na Reserva Espinita, em Igrapiúna
Reserva Espinita mantém 118 hectares de Mata Atlântica preservada em Igrapiúna | Foto: Instituto Água Boa

A Reserva Espinita, localizada em Igrapiúna, no Baixo Sul da Bahia, completa em 2026 dez anos de reconhecimento como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A área de conservação ocupa 118 hectares de Mata Atlântica e integra uma propriedade com aproximadamente 150 hectares.


Reconhecida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) em 2016, a reserva surgiu em uma propriedade que anteriormente mantinha atividades ligadas ao cultivo de cacau, seringueira e cravo-da-índia. Atualmente, o espaço recebe professores, estudantes, pesquisadores e ecoturistas, com cerca de 130 visitantes por ano.


Levantamentos preliminares registram 230 espécies de plantas nativas na área, entre elas embiruçu, juerana, paratudo, landirana, oiti, copaíba, sapucaia, jacarandá-da-baía, bacupari e muricis.


Floração de landirana registrada na Reserva Espinita, em Igrapiúna
Landirana integra a diversidade de espécies vegetais catalogadas na Reserva Espinita | Foto: Antônio Maia/Reserva Espinita

Na fauna, foram identificadas 228 espécies de aves e 24 espécies de mamíferos, entre elas a preguiça-de-coleira e a suçuarana. A área também possui 16 nascentes que abastecem três rios com deságue na Baía de Camamu. A reserva é reconhecida como Important Bird and Biodiversity Area (IBA), classificação relacionada à conservação de aves e da biodiversidade.


O processo para transformar a propriedade em RPPN começou a ser discutido ainda na década de 1990. Segundo Antônio Maia, médico-veterinário e gestor da Espinita, a manutenção da mata estimulou o interesse pela conservação da área. O reconhecimento estadual foi oficializado em 2016.


Frutos de murici registrados na Reserva Espinita, no Baixo Sul da Bahia
Murici registrado na área de conservação da Reserva Espinita | Foto: Antônio Maia/Reserva Espinita

Desde então, o espaço passou a receber atividades de pesquisa e estudos realizados por instituições públicas e privadas, incluindo a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Parte dessas pesquisas também contribui para a identificação das espécies presentes na reserva.


“Em uma área de Mata Atlântica, o trabalho de preservação realizado pelos pesquisadores é necessário para a preservação e manutenção da floresta. Pensando em ampliar o acesso à informação, lançamos um site oficial como uma nova ferramenta para troca de conhecimento, realização de estudos e, principalmente, apresentar nossa história”, afirma Antônio Maia.


Programa Guardiões da Espinita


A reserva também mantém o programa Guardiões da Espinita, criado para estabelecer parcerias e captar recursos destinados à manutenção e expansão das atividades. O apoio pode ocorrer por meio de recursos financeiros, materiais, equipamentos ou serviços.


Informações sobre o programa, projetos em andamento e formas de participação estão disponíveis no site oficial da Reserva Espinita.


Fonte: Ascom/VOAH Comunicação

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