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Produtora de ‘Dark Horse’ diz ter sido procurada por Fernando Sarney para tratar de delação; ele nega contato

Foto do escritor: Redação
Redação
há 6 horas
2 min de leitura

Karina Gama afirmou em documento registrado em cartório que empresário mencionou proximidade com Flávio Dino; ela própria diz não ter elementos que indiquem participação do ministro


Karina Ferreira da Gama, produtora do filme dark horse, fazendo uma pose de blusa preta, braços cruzados, posa com expressão séria em fundo branco e rosa, em estúdio.
Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark Horse” e uma das investigadas na Operação Make Up _ Foto: Divulgação

A empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark Horse”, afirmou em documento registrado em cartório que foi procurada por Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, para tratar da possibilidade de uma delação premiada. Sarney negou ter mantido contato com a empresária.


Karina é uma das investigadas na Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) para apurar suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. O deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo do longa sobre Jair Bolsonaro, também foi alvo da operação. Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

Homem de terno fala ao microfone em púlpito, com fundo de madeira e logo do Brasil desfocado; gesto sério e formal.
Mario Frias, um dos alvos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) _ Foto: Andressa Anholete/Getty Images

No documento, Karina relata que teria sido procurada inicialmente em 20 de maio e que o contato efetivo com Fernando Sarney teria ocorrido dois dias depois. Segundo a versão apresentada por ela, Sarney teria oferecido apoio jurídico, afirmado ter proximidade com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e mencionado a possibilidade de ajudá-la caso tivesse interesse em firmar uma colaboração premiada.



A empresária afirmou que não demonstrou interesse em fazer delação e disse não identificar motivos para adotar a medida. No próprio documento, ela ressalta que a menção ao ministro partiu exclusivamente de Sarney e que não possui elementos para afirmar que Dino tivesse conhecimento, participação ou envolvimento no suposto contato.

Retrato de homem de óculos e terno preto, com camisa branca, em fundo azul-escuro; expressão séria e elegante.
Fernando Sarney, citado por Karina Ferreira da Gama em relato sobre uma suposta abordagem para tratar de delação premiada; ele nega ter mantido contato com a empresária _ Crédito: Lucas Figueiredo / CBF/Divulgação

Fernando Sarney negou a versão. Em declaração reproduzida pela imprensa, afirmou não conhecer Karina Gama e disse jamais ter mantido contato com ela ou com qualquer outra pessoa sobre uma eventual delação envolvendo a produção de “Dark Horse”.


O documento também relata outras abordagens que, segundo Karina, teriam ocorrido nos meses seguintes e estariam relacionadas à possibilidade de uma colaboração premiada. A Folha de S.Paulo informou que o texto menciona um pastor e um jornalista, além de Sarney. A empresária sustenta que não pretende fazer delação por afirmar não ter cometido irregularidades.


A declaração foi localizada durante as buscas realizadas pela Polícia Federal, segundo informações publicadas pela CNN Brasil.





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