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Estudante do semiárido baiano cria detergente biodegradável a partir da casca da pinha

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura

Ideia inovadora usa matéria-prima abundante em Presidente Dutra e alia ciência, sustentabilidade e valorização da cultura local

Ideia inovadora focou em matéria-prima abundante na região de Presidente Dutra
Ideia inovadora focou em matéria-prima abundante na região de Presidente Dutra _ Foto: Divulgação

Uma estudante do semiárido baiano desenvolveu um detergente biodegradável utilizando a casca da pinha como matéria-prima, fruto amplamente cultivado em Presidente Dutra, município conhecido como a capital mundial da pinha. A iniciativa surgiu a partir de um desafio pedagógico proposto no Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves e ganhou destaque por unir ciência, inovação e aproveitamento sustentável de recursos locais.


De acordo com dados da Secretaria de Agricultura, a cidade produz cerca de 20 mil toneladas de pinha por safra anual, sendo a cadeia produtiva uma das principais responsáveis pela geração de emprego e renda na região. Com o objetivo de valorizar essa realidade, a professora Mirian Carvalho incentivou a estudante Beatriz Rodrigues a criar um produto inovador a partir da fruta símbolo do município.


Durante a pesquisa, a estudante identificou que a Annona squamosa, nome científico da pinha, possui saponinas, substâncias naturais com propriedades de limpeza e formação de espuma. A partir dessa descoberta, Beatriz desenvolveu um detergente biodegradável à base da casca da fruta.


“Além da versão líquida tradicional, desenvolvemos também uma versão pastosa do detergente. A mudança ocorre apenas na proporção dos ingredientes, sem necessidade de alterar a matéria-prima”, explicou a estudante.

Segundo a equipe envolvida, o produto se diferencia dos detergentes convencionais por ser totalmente biodegradável, utilizando inclusive sabão neutro biodegradável em sua composição. As próximas etapas do projeto incluem o aperfeiçoamento da fórmula, novos testes para melhorar eficiência, consistência e durabilidade, além da avaliação do impacto ambiental.


Para a professora orientadora Mirian Carvalho, iniciativas como essa reforçam o papel da educação científica e empreendedora no fortalecimento da juventude. “Esses projetos vão além da ciência ou do empreendedorismo. Eles devolvem sonhos, fortalecem a autoestima e mostram que os estudantes do interior também podem transformar sua realidade e construir um futuro melhor”, afirmou.


“Essa parceria entre escola e comunidade mostra como recursos locais podem ser aproveitados de forma sustentável e com impacto social”, concluiu a professora.

O projeto foi destaque no Encontro Estudantil realizado na Arena Fonte Nova, que reuniu cerca de 10 mil estudantes de todo o estado. A iniciativa contou ainda com o apoio da diretora da unidade escolar, Indira Neiva, além da colaboração de produtores de pinha e comerciantes locais, que doaram a matéria-prima utilizada nos testes.



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