Quatro métodos de estudo ajudam a melhorar foco e retenção do conteúdo
- Redação

- há 11 horas
- 2 min de leitura
Estratégias como SQ3R, flashcards, estudo intercalado e técnica de Feynman podem tornar o aprendizado mais eficiente, segundo especialista em educação

Métodos de estudo baseados em participação ativa do aluno têm se mostrado mais eficazes para melhorar a compreensão e a retenção de conteúdos em diferentes fases da vida acadêmica. Especialistas apontam que estratégias simples, quando bem aplicadas, ajudam estudantes a aprender com mais foco, autonomia e aproveitamento do tempo dedicado aos estudos.
De acordo com o orientador educacional Carlos Augusto Lima, do Brazilian International School (BIS), em São Paulo, o principal desafio não está na quantidade de horas de estudo, mas na forma como esse tempo é utilizado.
“Quando o estudante adota métodos ativos, ele deixa de ser apenas um receptor de informações e passa a participar do próprio processo de aprendizagem. Isso aumenta o engajamento e a retenção do conteúdo”, explica.
Entre as técnicas mais indicadas está o método SQ3R, voltado principalmente para a leitura de textos longos. A estratégia propõe cinco etapas: explorar o conteúdo, formular perguntas, ler de forma ativa, recitar o que foi aprendido e revisar. A prática estimula o estudante a ler com objetivos claros, em vez de apenas repetir informações.
Outra ferramenta bastante utilizada são os flashcards, fichas que apresentam perguntas de um lado e respostas do outro. Segundo o especialista, a técnica vai além da memorização. “Quando o aluno cria seus próprios cartões, ele precisa compreender o conteúdo antes de registrá-lo, o que fortalece o aprendizado”, afirma. O uso de revisões espaçadas e organização visual contribui para melhores resultados.
O estudo intercalado também aparece como alternativa para evitar a fadiga mental. A técnica consiste em alternar disciplinas ou tipos de atividade durante a mesma sessão de estudo. “Essa mudança planejada de foco mantém o cérebro ativo e ajuda a criar conexões mais sólidas entre os conteúdos”, explica Lima. O cuidado, segundo ele, é evitar a dispersão, mantendo tempo definido para cada bloco.
Já a técnica de Feynman baseia-se na autoexplicação. Após estudar um tema, o estudante tenta explicá-lo com palavras simples, como se estivesse ensinando outra pessoa. O método ajuda a identificar lacunas de compreensão e direcionar revisões mais eficientes.
“Se você consegue explicar, é porque realmente entendeu”, resume o educador.
Carlos Augusto Lima é doutor em Educação Matemática e atua há mais de três décadas na área educacional. Segundo ele, a combinação dessas estratégias pode tornar o processo de aprendizagem mais eficiente e menos desgastante, especialmente em rotinas marcadas por excesso de informação e pouco tempo disponível para estudar.












Comentários