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Caminhoneiros desistem de greve após governo publicar medida provisória sobre piso do frete

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 19 de mar.
  • 2 min de leitura

Assembleia em Santos decidiu não paralisar; categoria mantém vigilância sobre cumprimento das novas regras e sobre o preço do diesel


Caminhoneiros em greve
Caminhoneiros decidiram suspender a greve após o governo publicar medida provisória endurecendo a fiscalização do piso do frete — Foto: Agência Senado

Lideranças de caminhoneiros decidiram em assembleia realizada nesta quinta-feira (19) no Sindicam, em Santos, não realizar a paralisação nacional. A decisão veio após o governo federal publicar a Medida Provisória nº 1.343/2026, que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e amplia as punições para empresas que descumprirem a tabela.


A ameaça de greve tomou força ao longo da semana diante de dois problemas que pesam diretamente no bolso de quem vive na estrada. O diesel atingiu média de R$ 6,80 por litro em março, com relatos de até R$ 8 no Centro-Oeste, após reajuste de R$ 0,38 anunciado pela Petrobras. Somado a isso, caminhoneiros denunciavam que as empresas seguiam ignorando o piso obrigatório do frete, transferindo o prejuízo integralmente para o motorista autônomo.


O governo reagiu em duas frentes. O presidente Lula zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e autorizou subvenção econômica a produtores e importadores, com pacote projetado para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço de saída da refinaria. Na área do transporte, a nova MP passou a exigir o Código Identificador da Operação de Transporte em todas as operações, com detalhamento dos valores pagos e do piso aplicável, além de prever suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas reincidentes. 

Apesar da decisão pela não paralisação, entidades como a Abrava e o Sindicam mantêm o acompanhamento do comportamento dos preços dos combustíveis e seguem em diálogo com autoridades.


A insatisfação com o diesel permanece como ponto de tensão, e qualquer recuo do governo nas medidas anunciadas pode reacender o movimento.



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