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Anatel autoriza Vivo a testar conexão direta entre celulares e satélites até 2029

Foto do escritor: Redação
Redação
há 4 horas
2 min de leitura

Tecnologia Direct-to-Device poderá ser testada em todo o país; Starlink foi indicada como parceira do projeto

Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0).

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prorrogou até 22 de abril de 2029 a autorização para que a Telefônica Brasil, dona da Vivo, realize operações experimentais de conexão direta entre celulares e satélites por meio da tecnologia Direct-to-Device (D2D), em todo o território nacional.


A medida amplia uma autorização concedida anteriormente, com prazo previsto até outubro de 2026. A nova validade acompanha a extensão do ambiente regulatório experimental criado pela Anatel para testar a tecnologia e poderá ser encerrada antes caso entrem em vigor regras definitivas para esse tipo de serviço.


O Ato nº 10.902, de 24 de agosto de 2026, prorrogou o sandbox regulatório destinado às aplicações D2D. O modelo permite o uso temporário de radiofrequências destinadas ao Serviço Móvel Pessoal por sistemas satelitais e admite testes que podem ter caráter comercial, desde que respeitadas as condições estabelecidas pela agência.


Já a autorização específica da Telefônica Brasil foi prorrogada até 22 de abril de 2029. A operação experimental poderá ocorrer em todo o território nacional, utilizando frequências do espectro já empregado pela operadora.

Como funciona o Direct-to-Device

A tecnologia D2D permite que celulares compatíveis se comuniquem diretamente com satélites em locais onde não há cobertura de uma rede móvel terrestre. A proposta dispensa uma antena externa dedicada para o usuário e pode ampliar a conectividade em áreas rurais, regiões remotas e outros pontos onde o sinal convencional é limitado ou inexistente.


A Starlink, serviço de internet via satélite operado pela SpaceX, foi indicada como parceira do projeto. A autorização regulatória, entretanto, é concedida à Telefônica Brasil.


Isso significa que a decisão da Anatel não representa uma liberação definitiva do serviço da Starlink para todos os clientes da Vivo.

Serviço ainda está em ambiente experimental

Apesar de o sandbox permitir testes com caráter comercial, a operação continua submetida às regras do ambiente experimental da Anatel.


O uso das frequências ocorre em caráter secundário, sem proteção contra interferências prejudiciais, e as transmissões deverão ser interrompidas caso afetem sistemas que operem em caráter prioritário.


Por isso, a autorização até 2029 não significa que todos os celulares da Vivo já possam se conectar automaticamente aos satélites.


A disponibilidade do serviço dependerá da evolução dos testes, da compatibilidade dos aparelhos, das condições técnicas da rede e da regulamentação definitiva que vier a ser estabelecida pela Anatel.

Fontes: Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), atos regulatórios referentes ao sandbox de Direct-to-Device e publicações de veículos especializados em telecomunicações.

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