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TSE revê suspensão do canal “Exército do Lula”

há 21 horas
2 min de leitura

Corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva restabeleceu provisoriamente canal administrado por André Janones após ordem de Kassio Nunes Marques; plenário analisará o caso.


Captura de tela do canal Exército do Lula no WhatsApp com mais de 3,6 milhões de seguidores
Canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones, foi alvo de decisões divergentes no TSE neste domingo (11). Imagem: Reprodução/WhatsApp

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou na tarde deste domingo (11) o restabelecimento provisório do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A medida reverteu uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que havia ordenado a suspensão do canal horas antes.


Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal é utilizado para divulgar conteúdos de apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma captura de tela compartilhada com a reportagem mostra 3.626.198 seguidores, número registrado na imagem, que não representa necessariamente a contagem atual.


A ordem de Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o canal de disseminar informações falsas sobre benefícios sociais, aposentadorias e outras propostas atribuídas ao adversário. A suspensão previa impedir novas publicações e a entrada de seguidores.


▌ Entenda as decisões no TSE


A controvérsia já era analisada por Villas Bôas Cueva. No sábado (10), o corregedor solicitou informações complementares no processo, sem determinar a retirada do canal. Segundo a Agência Brasil, a campanha de Flávio recorreu à presidência do TSE por outra via administrativa 41 minutos depois dessa decisão, apresentando documentação que não constava nos autos sob relatoria do corregedor.


Fachada do edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília
Fachada do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

Ao rever a suspensão, Cueva apontou que os elementos apresentados eram insuficientes para justificar uma restrição tão ampla ao funcionamento do canal. O ministro também defendeu que procedimentos administrativos e judiciais sejam conduzidos de forma coordenada, para preservar a segurança jurídica.


A decisão do corregedor autoriza o retorno das publicações e a entrada de novos seguidores até nova deliberação. Isso não impede a análise de conteúdos individualmente considerados irregulares pela Justiça Eleitoral.


▌ Reação das campanhas


Em nota, a campanha de Lula classificou a ordem inicial como censura e acusou Nunes Marques de parcialidade. O presidente também criticou a decisão durante um ato em São Paulo. Essas afirmações representam a posição da campanha petista, não uma conclusão judicial sobre a conduta do ministro.


A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, sustenta que a suspensão seria necessária para conter a disseminação de conteúdos eleitorais falsos. A legalidade das publicações e a proporcionalidade de uma restrição ao canal seguem em disputa na Justiça Eleitoral.


O caso será encaminhado ao plenário do TSE, que deverá decidir sobre a controvérsia. Até a análise colegiada, prevalece o restabelecimento provisório do canal. A data do julgamento ainda não foi definida. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.


Com informações da Agência Brasil.

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