Operação Duas Rosas II: MPBA prende operadora financeira de facção baiana no Rio
- Redação

- 21 de abr.
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Núbia Santos Oliveira, esposa de liderança do Primeiro Comando de Eunápolis, é capturada no Vidigal com dois mandados em aberto

Uma operação integrada deflagrada segunda-feira (20) pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e Polícias Civis baiana e carioca resultou na prisão de Núbia Santos Oliveira e três integrantes do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção ligada ao Comando Vermelho, na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro.
Porém, o principal alvo Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dada”, conseguiu escapar pela passagem secreta da casa onde se escondia, frustrando o objetivo central da operação.
Núbia é esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como “Patola”, um dos líderes da facção ao lado de “Dada”. Ela é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados em aberto: um por tráfico de drogas e outro por homicídio. “Dada” estava promovendo uma festa em casa alugada no Vidigal, aproveitando o feriado de Tiradentes, quando os agentes chegaram. Enquanto parte da célula foi detida, o chefe conseguiu sair pela passagem secreta.
Durante a ação, os agentes apreenderam um fuzil, uma pistola, carregadores, munições, rádios comunicadores e roupas camufladas. Um homem foi preso em flagrante portando o fuzil. As apreensões indicam a estrutura militar mantida pela facção nas ruas cariocas.

A operação causou impacto imediato no entorno. Cerca de 200 turistas ficaram ilhados no Morro Dois Irmãos durante o intenso tiroteio nos primeiros momentos da ação. Criminosos travaram um ônibus e contêineres da Comlurb na Avenida Niemeyer, via que liga São Conrado ao Leblon. A circulação só foi liberada por volta das 6h50, com apoio de comboio da Polícia Militar. Os visitantes foram evacuados por volta das 7h20.
A operação marca resultado de investigação contínua iniciada após a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024. Os fugitivos se encontram no Rio de Janeiro desde então, sob proteção do Comando Vermelho, e continuam exercendo papel de liderança e comando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com tráfico de drogas.
Segundo as investigações, mesmo foragidos, os alvos coordenam atividades ilícitas como tráfico de drogas, homicídios, corrupção de menores, roubos e outros delitos. O monitoramento e investigações continuarão de forma permanente até a captura de todos os fugitivos. Equipes seguem em buscas por áreas de mata fechada, onde parte dos traficantes conseguiu se refugiar durante o cerco.





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