top of page
  • Instagram
  • Pinterest
  • Youtube
  • Facebook
  • X
  • Spotify

Resultados de busca

2418 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Longe de casa durante as eleições? Saiba como optar pelo voto em trânsito

    Foto: Reprodução / Paralaxis Os eleitores que desejam a transferência temporária do domicílio eleitoral para outra cidade tem até dia 18 de agosto para fazer a solicitação . A ação vale para pessoas que estejam em cidades que possua mais de 100 mil eleitores cadastrados. De acordo com o Código Eleitoral (artigo 233-A) e a Resolução TSE nº 23.669/2021 , que também trata do assunto, existem duas possibilidades de solicitar voto em trânsito: Se o eleitor morar em Salvador e já sabe que estará no Rio de Janeiro no dia da votação, basta informar à Justiça Eleitoral que pretende votar na outra localidade e poderá participar da escolha para presidente da República . Se o eleitor for cadastrado em Simões Filho (BA), mas estará em Feira de Santana (BA) no dia do primeiro ou do segundo turno: Nesse caso, por ser dentro do mesmo estado, poderá votar em todos os cargos em disputa eleitoral . Vale reforçar que não é possível votar em trânsito fora do Brasil . No entanto, quem tem o título de eleitor cadastrado no exterior e estiver em trânsito no território brasileiro poderá, sim, votar na eleição para o cargo de presidente da República, desde que habilitado dentro do prazo. Como se habilitar Os eleitores que já tiveram as informações com antecedência de onde estarão no dia das eleições, poderão procurar qualquer cartório eleitoral para indicar onde pretendem votar. Os pedidos para voto em trânsito devem ser feitos de forma presencial. Não há a opção de solicitação pela internet. Na hora de indicar onde pretende votar, a escolha vale para locais diferentes para o primeiro e segundo turnos, ou para o mesmo local nos dois turnos. Depois de comunicado no cartório, no prazo estipulado (18 de julho a 18 de agosto), não há como realizar uma nova alteração. Ficou na dúvida? Saiba mais nesse vídeo do canal do TSE.

  • Longe de casa durante as eleições? Saiba como optar pelo voto em trânsito

    Foto: Reprodução / Paralaxis Os eleitores que desejam a transferência temporária do domicílio eleitoral para outra cidade tem até dia 18 de agosto para fazer a solicitação . A ação vale para pessoas que estejam em cidades que possua mais de 100 mil eleitores cadastrados. De acordo com o Código Eleitoral (artigo 233-A) e a Resolução TSE nº 23.669/2021 , que também trata do assunto, existem duas possibilidades de solicitar voto em trânsito: Se o eleitor morar em Salvador e já sabe que estará no Rio de Janeiro no dia da votação, basta informar à Justiça Eleitoral que pretende votar na outra localidade e poderá participar da escolha para presidente da República . Se o eleitor for cadastrado em Simões Filho (BA), mas estará em Feira de Santana (BA) no dia do primeiro ou do segundo turno: Nesse caso, por ser dentro do mesmo estado, poderá votar em todos os cargos em disputa eleitoral . Vale reforçar que não é possível votar em trânsito fora do Brasil . No entanto, quem tem o título de eleitor cadastrado no exterior e estiver em trânsito no território brasileiro poderá, sim, votar na eleição para o cargo de presidente da República, desde que habilitado dentro do prazo. Como se habilitar Os eleitores que já tiveram as informações com antecedência de onde estarão no dia das eleições, poderão procurar qualquer cartório eleitoral para indicar onde pretendem votar. Os pedidos para voto em trânsito devem ser feitos de forma presencial. Não há a opção de solicitação pela internet. Na hora de indicar onde pretende votar, a escolha vale para locais diferentes para o primeiro e segundo turnos, ou para o mesmo local nos dois turnos. Depois de comunicado no cartório, no prazo estipulado (18 de julho a 18 de agosto), não há como realizar uma nova alteração. Ficou na dúvida? Saiba mais nesse vídeo do canal do TSE.

  • Novo AUXÍLIO BRASIL de R$ 600: veja quando o valor será LIBERADO

    Por meio da aprovação da PEC das bondades, o benefício será elevado para R$ 600 a partir de agosto Foto: Reprodução / Concursos Brasil O Auxilio Emergencial foi criado durante a pandemia e teve calendário de pagamentos suspenso no mês de outubro de 2021. No entanto, de lá pra cá, um grupo de brasileiros voltou a receber valores do programa em 2022. O novo auxílio emergencial de R$ 600 se refere às 5 parcelas do programa social do governo Bolsonaro, o Auxílio Brasil que terá um adicional de R$200 aos já concedidos R$ 400. Os repasses estão previstos para iniciar em agosto e devem ir até dezembro de 2022. Após aprovação da Câmara, o texto seguirá para sansão do presidente Jair Bolsonaro. Contudo, o Ministério da Cidadania só repassará ao beneficiário o valor mínimo de R$ 400, referente ao mês de julho. Veja a distribuição: 1º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Agosto; 2º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Setembro; 3º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Outubro; 4º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Novembro; 5º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Dezembro. Quem receberá o Auxílio Brasil de R$ 600 em agosto? Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente; Se está no CadÚnico , mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva; Caso não esteja no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber. Seja como for, o benefício é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105. Já as famílias em situação de pobreza têm renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210.

  • Novo AUXÍLIO BRASIL de R$ 600: veja quando o valor será LIBERADO

    Por meio da aprovação da PEC das bondades, o benefício será elevado para R$ 600 a partir de agosto Foto: Reprodução / Concursos Brasil O Auxilio Emergencial foi criado durante a pandemia e teve calendário de pagamentos suspenso no mês de outubro de 2021. No entanto, de lá pra cá, um grupo de brasileiros voltou a receber valores do programa em 2022. O novo auxílio emergencial de R$ 600 se refere às 5 parcelas do programa social do governo Bolsonaro, o Auxílio Brasil que terá um adicional de R$200 aos já concedidos R$ 400. Os repasses estão previstos para iniciar em agosto e devem ir até dezembro de 2022. Após aprovação da Câmara, o texto seguirá para sansão do presidente Jair Bolsonaro. Contudo, o Ministério da Cidadania só repassará ao beneficiário o valor mínimo de R$ 400, referente ao mês de julho. Veja a distribuição: 1º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Agosto; 2º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Setembro; 3º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Outubro; 4º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Novembro; 5º parcela do Auxílio Brasil de R$ 600: Dezembro. Quem receberá o Auxílio Brasil de R$ 600 em agosto? Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente; Se está no CadÚnico , mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva; Caso não esteja no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber. Seja como for, o benefício é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105. Já as famílias em situação de pobreza têm renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210.

  • O Legado e o Impacto Cultural de Vidas Secas, de Graciliano Ramos

    Uma entrevista sobre o legado e o impacto cultural de Vidas Secas, de Graciliano Ramos Professor Leonardo Campos: no título da sua aula, você utiliza os termos legado e impacto cultural para falar sobre o romance de Graciliano Ramos. Como tais conceitos são explicados aos estudantes participantes? Legado está conectado com aquilo que foi deixado por alguém. Impacto Cultural eu explico associando com a ideia de legado, delineando para os estudantes qual a pertinência deste romance na contemporaneidade, o quanto a publicação impactou a cultura da época, gerando imitadores, influenciados, artistas que encontraram ressonâncias de Vidas Secas em suas realizações artísticas. Por qual motivo o romance está constantemente presente nos vestibulares e concursos? Esgotamos as leituras desta obra de Graciliano Ramos? Sigo esta linha de raciocínio, contemplando ainda os filmes, estudos acadêmicos, reportagens jornalísticas que utilizam a estrutura do romance para falar sobre a seca. É esse o meu caminho. Então, conta para os nossos leitores: o que faz Vidas Secas ser tão especial? É uma demonstração do estilo conciso de Graciliano Ramos, um escritor que consegue versar sobre uma temática do tipo sem cair nos excessos do discurso panfletário. A humanização de Baleia, o desenvolvimento de Sinhá Vitória, a construção psicológica de Graciliano Ramos e a linha circular dos acontecimentos, muito próximas ainda de questões sobre desigualdade social e ausência de direitos humanos básicos, numa conjuntura social capitalista que preza, com alguns disfarces, pela ascensão de grupos privilegiados em prol da miséria alheia. A genialidade na concepção dos capítulos como contos que podem ser lidos dissociados do conjunto, dentre outras peculiaridades que devem ser mencionadas nas próximas perguntas que você, como observador da aula, preparou pra mim. Dos romances de Graciliano Ramos, em sua fala, Angústia foi mencionado constantemente, como se fosse, talvez, o seu favorito. Eu sou completamente apaixonado por Angústia, pois foi o romance de minha apresentação final da disciplina Literatura Brasileira Contemporânea, no Instituto de Letras, da Universidade Federal da Bahia. Lembro que trabalhava no shopping, como vendedor, e nos momentos de pausa, corria para ler um trecho e outro do livro, além das investidas no caminho de casa e na hora dos estudos. Eu me lembro de cada passagem, marcou muito, como já dito. A história de Luís da Silva é muito forte, de uma intensidade absurda, um flerte com diversos elementos psicológicos que tornam a história demasiadamente envolvente. Trabalho Vidas Secas como obra de extenso legado e impacto cultural, muito importante para os estudantes do Ensino Médio, mas confesso que Angústia é a minha leitura predileta de Graciliano Ramos. Então, nos revela os procedimentos para preparação deste encontro sobre o romance Vidas Secas e o Romance de 30? Primeiro foi preciso introduzir, anteriormente, as fases anteriores do modernismo brasileiro. Depois, indicar alguns vídeos, algo que seria trabalhado no dia do encontro. Fiz tudo no esquema de sequência didática. Na porta, tinha um cartaz com a programação por etapas. O que aconteceria 14 horas, 14 horas e 30 minutos, 15 horas, etc. Na sala especial de eletrônica que a coordenadora Luciana Monteiro e a assistente de coordenação Tâmara Vieira me concederam horas antes, fiz um mural com algumas fotos de Evandro Teixeira, utilizadas na edição de 70 anos do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Lá, criei um espaço de exposição, como se ali fosse um espaço cultural formatado para recebê-los e coloca-los em imersão com o tema. Uma apostila com os tópicos da aula foi entregue, uma mesa com os filmes sobre o sertão foi organizada, com DVDS para jovens que sequer conhece essa mídia, adaptados ao streaming que domina o contemporâneo. Roda de conversa, leitura de trechos de obras do romance de 30, exibição de vídeos e o acompanhamento dos slides, além da realização de Caça Palavras e Palavras Cruzadas dominaram as outras atividades do encontro, tudo preparado, pessoal, alguns dias antes, com bastante cautela e muito, mas muito trabalho. Poderia delinear para os nossos leitores o que foi exatamente o Romance de 30? O romance de 30 é definido como a segunda fase do Movimento Modernista Brasileiro. O Manifesto Regionalista, de Gilberto Freyre, publicado em 1926, reclamava da exclusividade dos holofotes literários voltados ao esquema de produção do Rio de Janeiro e de São Paulo. Graciliano Ramos está associado, pela crítica literária, ao período, tal como José Américo de Almeida, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, os autores de A Bagaceira , Cangaceiros e O Quinze . Não são os únicos escritores deste momento, mas os mais citados e trabalhados em minhas aulas. Escreveram sobre o Ciclo do Cangaço, as celeumas da seca nordestina, etc. Uma coisa bastante interessante do encontro: foi possível observar que os estudantes compreenderam a cenografia e o estabelecimento do clima “especial” da aula, sem que você precisasse explicar isso ao público. Fiquei extremamente satisfeito. Sacaram que investi na iluminação que brinca com os estereótipos sobre as imagens do sertão, um espaço formatado historicamente. Os copos do nosso café de confraternização, laranja e verde, remetem ao clima e a vegetação do território nordestino, a luminária de cacto ao lado do DVD dos filmes sobre a temática sertaneja. Foi tudo elaborado com muito cuidado. Até as tachas do mural de fotos tinham a cor escolhida detalhadamente, coisa de crítico de cinema e professor do curso de Cinema, na UNIFTC. Penso nestes detalhes, design de produção é um assunto que me interessa e parte das minhas preocupações até quando organizo as minhas coisas pessoais em casa. A sua aula contemplou fotografia e Graphic Novel, geralmente os professores de Ensino Médio ficam com pinturas e, talvez, alguma associação com cinema. Acredita que tocou os participantes? Também tivemos pintura na aula, você não viu? (risos). E cinema também, a tradução de Nelson Pereira dos Santos para Vidas Secas, no auge do Cinema Novo. A Graphic Novel foi apresentada em trechos, juntamente com uma análise minha publicada no portal Plano Crítico. Os estudantes desta geração estão acostumados com o formato que lembra as Histórias em Quadrinhos, tendo como diferencial a maturidade da estrutura deste estilo. Cores, diálogos, dentre outros aspectos foram trabalhados, para tentar fazer com que eles compreendam que ali é uma interpretação de um determinado autor sobre a obra de outro, saindo de um ponto de partida e indo para o campo da reflexão. Sobre as fotografias, fiz uma exposição com 10 fotografias de Evandro Teixeira, presentes na edição comemorativa dos 70 anos de Vidas Secas. Antes, já tinha entregado um texto leve, como tutorial, indicando caminhos para a análise de uma fotografia. Além da análise do romance, você trouxe outros elementos costumeiros em suas incursões em sala de aula: as charges e o uso de vídeos. Charge é essencial para interpretação. Seus recursos contextuais, textuais e semióticos permitem que o estudante tenha uma abrangente perspectiva para refletir. Mas, como já dito em outras entrevistas sobre educação, acredito que tenha de ser associado com textos motivadores, dentre outros elementos trabalhados na aula, para não ficar solto, sabe? Aquela coisa do “o que você compreendeu?”. Ademais, o uso de vídeos é um projeto novo meu, chamado Na Sala de Aula e no Youtube, aposta que já apliquei com sucesso em Meio Ambiente e Linguagens, dentre outros temas. Seleciono os vídeos no canal, assisto e crio as questões, insiro charges e infográficos e levo as questões para debatermos na sala de aula. Fica melhor que indicar o vídeo e pedir que o estudante assista aleatoriamente, sem uma conexão amarradinha com a aula. Pelos slides, podemos observar uma preocupação em detalhismos, sem deixar que a aula ganhe um possível ritmo monótono. Como faz para garantir que os estudantes consigam melhorar na interpretação de questões objetivas, algo que pelo observado nos depoimentos dos participantes, é um dos maiores desafios? É algo complicado, pois interpretar depende do ritmo de leitura dos estudantes e em qualquer sala de aula, temos a heterogeneidade dominando. Tem os interessados em outras áreas, aqueles que até sabem interpretar, mas não se interessam pelo tema de Linguagens. Há aqueles inveterados que desejam adentrar em cursos concorridos, por isso, se esforçam para dominar o máximo de conteúdos distintos, por isso, conseguem interpretar melhor, talvez por esforço, ou então, por treinar com frequência. Eu sempre foco nas partes que engendram uma questão. Qual o enunciado? Há algum elemento na avaliação do ENEM, em outra parte da prova, que forneça pistas para o estudante encontrar a resposta? Qual comando foi solicitado no enunciado? E a eliminação das alternativas incorretas, para chegarmos mais próximos da correta. Sigo este caminho, algo que não é nenhuma novidade, inventado por mim, mas acredito que faça de uma maneira dinâmica, perspectiva que induzem os estudantes a se engajarem mais. Outro ponto que me deixou bastante instigado foi a iniciativa “ousada” de adentrar por outras áreas, como a parte que versou sobre a Caatinga, do componente curricular Geografia. Você se sente à vontade trazendo a intertextualidade sem a presença de um profissional específico da área em questão? Não vejo problemas, pois como professor de Linguagens e, em meu caso, docente de Comunicação Social, leitor voraz diletante e profissionalmente, estudo bastante antes de trazer algum conteúdo para a sala de aula. Nem sempre, por causa das agendas e compromissos, podemos nos unificar com os demais colegas para fazer uma atividade. Por isso, trouxe panoramicamente o mapa mental sobre a caatinga, vegetação predominante nos romances da geração de 30, citados em passagens do livro, em suma, um elemento adicional para compor a aula. Eles ganharam, guardaram e dúvidas maiores podem ser resolvidas indo até o docente da área em questão. Os mapas mentais são uma parte crucial da “festa de aprendizagem” em suas aulas. Por que credita tanto valor para esta modalidade das metodologias ativas? Os mapas mentais são conexões visuais de determinados assuntos, então permitem que possamos organizar os conteúdos estudados por meio de um design que vejo como lúdico. É um resumo de ideias, trabalhado dentro de uma perspectiva que me remete ao processo de pintura, enfim, uma proposta que acredito veementemente e tenho comprovações com base no desenvolvimento de meus estudantes de Ensino Médio e Ensino Superior. Nos mapas mentais, a pessoa pode desenhar, ligar elementos, demonstrar visualmente como compreendeu determinados assuntos. É lugar de emancipação da criatividade também. Para terminarmos, observei que você trouxe produções mais antigas sobre o assunto, agora editadas, temas tangenciais ao romance Vidas Secas . Graciliano Ramos e a questão da literatura sobre o nordeste é parte da sua vida há quanto tempo? Li o romance na época do vestibular, mas não teve o mesmo impacto que a entrada num grupo de pesquisa sobre os romances da geração de 30, projeto coordenado em Letras, na Universidade Federal da Bahia, pela professora Eliana Mara. Foram dois anos de mergulho na temática, uma jornada obsessiva por textos em bibliotecas, teses e dissertações de bancos de dados do CNPQ, bem como a compra dos livros deste período, para integrar a minha coleção de estudos e trabalho. Apresentei palestras, realizei oficinas, entrevistei teóricos da área, em linhas gerais, fiz um investimento profundo no assunto, algo que se desdobrou em minha prática em sala de aula. Adoro falar sobre Romantismo, José de Alencar, Geração de 45, Arcadismo, mas o Romance de 30 tem um lugar especial em minha trajetória, foram as obras trabalhadas em eventos acadêmicos que definiram quem eu sou hoje enquanto intelectual e docente. Conversa realizada com o pedagogo Mizael Moreira, visitante da aula com os estudantes do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Augusto Comte, em maio de 2022. O relato é parte integrante do livro Vidas Secas: O Legado e O Impacto Cultural do Romance de Graciliano Ramos (2022), lançado pela Vedas Edições. Siga o escritor em seu perfil @leodeletrasecinema

  • O Legado e o Impacto Cultural de Vidas Secas, de Graciliano Ramos

    Uma entrevista sobre o legado e o impacto cultural de Vidas Secas, de Graciliano Ramos Professor Leonardo Campos: no título da sua aula, você utiliza os termos legado e impacto cultural para falar sobre o romance de Graciliano Ramos. Como tais conceitos são explicados aos estudantes participantes? Legado está conectado com aquilo que foi deixado por alguém. Impacto Cultural eu explico associando com a ideia de legado, delineando para os estudantes qual a pertinência deste romance na contemporaneidade, o quanto a publicação impactou a cultura da época, gerando imitadores, influenciados, artistas que encontraram ressonâncias de Vidas Secas em suas realizações artísticas. Por qual motivo o romance está constantemente presente nos vestibulares e concursos? Esgotamos as leituras desta obra de Graciliano Ramos? Sigo esta linha de raciocínio, contemplando ainda os filmes, estudos acadêmicos, reportagens jornalísticas que utilizam a estrutura do romance para falar sobre a seca. É esse o meu caminho. Então, conta para os nossos leitores: o que faz Vidas Secas ser tão especial? É uma demonstração do estilo conciso de Graciliano Ramos, um escritor que consegue versar sobre uma temática do tipo sem cair nos excessos do discurso panfletário. A humanização de Baleia, o desenvolvimento de Sinhá Vitória, a construção psicológica de Graciliano Ramos e a linha circular dos acontecimentos, muito próximas ainda de questões sobre desigualdade social e ausência de direitos humanos básicos, numa conjuntura social capitalista que preza, com alguns disfarces, pela ascensão de grupos privilegiados em prol da miséria alheia. A genialidade na concepção dos capítulos como contos que podem ser lidos dissociados do conjunto, dentre outras peculiaridades que devem ser mencionadas nas próximas perguntas que você, como observador da aula, preparou pra mim. Dos romances de Graciliano Ramos, em sua fala, Angústia foi mencionado constantemente, como se fosse, talvez, o seu favorito. Eu sou completamente apaixonado por Angústia, pois foi o romance de minha apresentação final da disciplina Literatura Brasileira Contemporânea, no Instituto de Letras, da Universidade Federal da Bahia. Lembro que trabalhava no shopping, como vendedor, e nos momentos de pausa, corria para ler um trecho e outro do livro, além das investidas no caminho de casa e na hora dos estudos. Eu me lembro de cada passagem, marcou muito, como já dito. A história de Luís da Silva é muito forte, de uma intensidade absurda, um flerte com diversos elementos psicológicos que tornam a história demasiadamente envolvente. Trabalho Vidas Secas como obra de extenso legado e impacto cultural, muito importante para os estudantes do Ensino Médio, mas confesso que Angústia é a minha leitura predileta de Graciliano Ramos. Então, nos revela os procedimentos para preparação deste encontro sobre o romance Vidas Secas e o Romance de 30? Primeiro foi preciso introduzir, anteriormente, as fases anteriores do modernismo brasileiro. Depois, indicar alguns vídeos, algo que seria trabalhado no dia do encontro. Fiz tudo no esquema de sequência didática. Na porta, tinha um cartaz com a programação por etapas. O que aconteceria 14 horas, 14 horas e 30 minutos, 15 horas, etc. Na sala especial de eletrônica que a coordenadora Luciana Monteiro e a assistente de coordenação Tâmara Vieira me concederam horas antes, fiz um mural com algumas fotos de Evandro Teixeira, utilizadas na edição de 70 anos do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Lá, criei um espaço de exposição, como se ali fosse um espaço cultural formatado para recebê-los e coloca-los em imersão com o tema. Uma apostila com os tópicos da aula foi entregue, uma mesa com os filmes sobre o sertão foi organizada, com DVDS para jovens que sequer conhece essa mídia, adaptados ao streaming que domina o contemporâneo. Roda de conversa, leitura de trechos de obras do romance de 30, exibição de vídeos e o acompanhamento dos slides, além da realização de Caça Palavras e Palavras Cruzadas dominaram as outras atividades do encontro, tudo preparado, pessoal, alguns dias antes, com bastante cautela e muito, mas muito trabalho. Poderia delinear para os nossos leitores o que foi exatamente o Romance de 30? O romance de 30 é definido como a segunda fase do Movimento Modernista Brasileiro. O Manifesto Regionalista, de Gilberto Freyre, publicado em 1926, reclamava da exclusividade dos holofotes literários voltados ao esquema de produção do Rio de Janeiro e de São Paulo. Graciliano Ramos está associado, pela crítica literária, ao período, tal como José Américo de Almeida, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, os autores de A Bagaceira , Cangaceiros e O Quinze . Não são os únicos escritores deste momento, mas os mais citados e trabalhados em minhas aulas. Escreveram sobre o Ciclo do Cangaço, as celeumas da seca nordestina, etc. Uma coisa bastante interessante do encontro: foi possível observar que os estudantes compreenderam a cenografia e o estabelecimento do clima “especial” da aula, sem que você precisasse explicar isso ao público. Fiquei extremamente satisfeito. Sacaram que investi na iluminação que brinca com os estereótipos sobre as imagens do sertão, um espaço formatado historicamente. Os copos do nosso café de confraternização, laranja e verde, remetem ao clima e a vegetação do território nordestino, a luminária de cacto ao lado do DVD dos filmes sobre a temática sertaneja. Foi tudo elaborado com muito cuidado. Até as tachas do mural de fotos tinham a cor escolhida detalhadamente, coisa de crítico de cinema e professor do curso de Cinema, na UNIFTC. Penso nestes detalhes, design de produção é um assunto que me interessa e parte das minhas preocupações até quando organizo as minhas coisas pessoais em casa. A sua aula contemplou fotografia e Graphic Novel, geralmente os professores de Ensino Médio ficam com pinturas e, talvez, alguma associação com cinema. Acredita que tocou os participantes? Também tivemos pintura na aula, você não viu? (risos). E cinema também, a tradução de Nelson Pereira dos Santos para Vidas Secas, no auge do Cinema Novo. A Graphic Novel foi apresentada em trechos, juntamente com uma análise minha publicada no portal Plano Crítico. Os estudantes desta geração estão acostumados com o formato que lembra as Histórias em Quadrinhos, tendo como diferencial a maturidade da estrutura deste estilo. Cores, diálogos, dentre outros aspectos foram trabalhados, para tentar fazer com que eles compreendam que ali é uma interpretação de um determinado autor sobre a obra de outro, saindo de um ponto de partida e indo para o campo da reflexão. Sobre as fotografias, fiz uma exposição com 10 fotografias de Evandro Teixeira, presentes na edição comemorativa dos 70 anos de Vidas Secas. Antes, já tinha entregado um texto leve, como tutorial, indicando caminhos para a análise de uma fotografia. Além da análise do romance, você trouxe outros elementos costumeiros em suas incursões em sala de aula: as charges e o uso de vídeos. Charge é essencial para interpretação. Seus recursos contextuais, textuais e semióticos permitem que o estudante tenha uma abrangente perspectiva para refletir. Mas, como já dito em outras entrevistas sobre educação, acredito que tenha de ser associado com textos motivadores, dentre outros elementos trabalhados na aula, para não ficar solto, sabe? Aquela coisa do “o que você compreendeu?”. Ademais, o uso de vídeos é um projeto novo meu, chamado Na Sala de Aula e no Youtube, aposta que já apliquei com sucesso em Meio Ambiente e Linguagens, dentre outros temas. Seleciono os vídeos no canal, assisto e crio as questões, insiro charges e infográficos e levo as questões para debatermos na sala de aula. Fica melhor que indicar o vídeo e pedir que o estudante assista aleatoriamente, sem uma conexão amarradinha com a aula. Pelos slides, podemos observar uma preocupação em detalhismos, sem deixar que a aula ganhe um possível ritmo monótono. Como faz para garantir que os estudantes consigam melhorar na interpretação de questões objetivas, algo que pelo observado nos depoimentos dos participantes, é um dos maiores desafios? É algo complicado, pois interpretar depende do ritmo de leitura dos estudantes e em qualquer sala de aula, temos a heterogeneidade dominando. Tem os interessados em outras áreas, aqueles que até sabem interpretar, mas não se interessam pelo tema de Linguagens. Há aqueles inveterados que desejam adentrar em cursos concorridos, por isso, se esforçam para dominar o máximo de conteúdos distintos, por isso, conseguem interpretar melhor, talvez por esforço, ou então, por treinar com frequência. Eu sempre foco nas partes que engendram uma questão. Qual o enunciado? Há algum elemento na avaliação do ENEM, em outra parte da prova, que forneça pistas para o estudante encontrar a resposta? Qual comando foi solicitado no enunciado? E a eliminação das alternativas incorretas, para chegarmos mais próximos da correta. Sigo este caminho, algo que não é nenhuma novidade, inventado por mim, mas acredito que faça de uma maneira dinâmica, perspectiva que induzem os estudantes a se engajarem mais. Outro ponto que me deixou bastante instigado foi a iniciativa “ousada” de adentrar por outras áreas, como a parte que versou sobre a Caatinga, do componente curricular Geografia. Você se sente à vontade trazendo a intertextualidade sem a presença de um profissional específico da área em questão? Não vejo problemas, pois como professor de Linguagens e, em meu caso, docente de Comunicação Social, leitor voraz diletante e profissionalmente, estudo bastante antes de trazer algum conteúdo para a sala de aula. Nem sempre, por causa das agendas e compromissos, podemos nos unificar com os demais colegas para fazer uma atividade. Por isso, trouxe panoramicamente o mapa mental sobre a caatinga, vegetação predominante nos romances da geração de 30, citados em passagens do livro, em suma, um elemento adicional para compor a aula. Eles ganharam, guardaram e dúvidas maiores podem ser resolvidas indo até o docente da área em questão. Os mapas mentais são uma parte crucial da “festa de aprendizagem” em suas aulas. Por que credita tanto valor para esta modalidade das metodologias ativas? Os mapas mentais são conexões visuais de determinados assuntos, então permitem que possamos organizar os conteúdos estudados por meio de um design que vejo como lúdico. É um resumo de ideias, trabalhado dentro de uma perspectiva que me remete ao processo de pintura, enfim, uma proposta que acredito veementemente e tenho comprovações com base no desenvolvimento de meus estudantes de Ensino Médio e Ensino Superior. Nos mapas mentais, a pessoa pode desenhar, ligar elementos, demonstrar visualmente como compreendeu determinados assuntos. É lugar de emancipação da criatividade também. Para terminarmos, observei que você trouxe produções mais antigas sobre o assunto, agora editadas, temas tangenciais ao romance Vidas Secas . Graciliano Ramos e a questão da literatura sobre o nordeste é parte da sua vida há quanto tempo? Li o romance na época do vestibular, mas não teve o mesmo impacto que a entrada num grupo de pesquisa sobre os romances da geração de 30, projeto coordenado em Letras, na Universidade Federal da Bahia, pela professora Eliana Mara. Foram dois anos de mergulho na temática, uma jornada obsessiva por textos em bibliotecas, teses e dissertações de bancos de dados do CNPQ, bem como a compra dos livros deste período, para integrar a minha coleção de estudos e trabalho. Apresentei palestras, realizei oficinas, entrevistei teóricos da área, em linhas gerais, fiz um investimento profundo no assunto, algo que se desdobrou em minha prática em sala de aula. Adoro falar sobre Romantismo, José de Alencar, Geração de 45, Arcadismo, mas o Romance de 30 tem um lugar especial em minha trajetória, foram as obras trabalhadas em eventos acadêmicos que definiram quem eu sou hoje enquanto intelectual e docente. Conversa realizada com o pedagogo Mizael Moreira, visitante da aula com os estudantes do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Augusto Comte, em maio de 2022. O relato é parte integrante do livro Vidas Secas: O Legado e O Impacto Cultural do Romance de Graciliano Ramos (2022), lançado pela Vedas Edições. Siga o escritor em seu perfil @leodeletrasecinema

  • Infectologista reforça a importância da cobertura vacinal

    Áurea Paste, que também é coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, do Hospital Aliança, traz recomendações importantes n a entrevista para o Podcast Foto: Arquivo Pessoal Para a infectologista Áurea Paste, do Hospital Aliança, mesmo após a desobrigação para uso de máscaras na Bahia, ainda se deve priorizar o uso de equipamentos de proteção em ambientes fechados, como o transporte público, além dos locais onde ainda são obrigatórios, a exemplo dos hospitais. Ainda segundo a especialista, a prevenção e a vacinação é forma mais eficaz e segura de erradicação da circulação viral. “Infelizmente nesse momento a maioria das vacinas está em nível insatisfatório. A cobertura vacinal reduziu para a maioria das doenças que tem vacina: Tríplice viral (sarampo, da rubéola e da caxumba), Poliomielite, Tríplice Bacteriana, as vacinas pra meningite e BCG)", alertou. Embora haja oferta do imunizante nos postos, algumas pessoas não completaram o esquema vacinal. Vacinas podem proteger contra doenças graves e muitas vezes fatais. Áurea Paste afirma acreditar que a pandemia agravou e o outro ponto é a propagação de notícias falsas. Mesmo que a maioria da população baiana esteja sendo vacinada contra a Covid, manter o calendário vacinal atualizado é essencial para conter outras disseminações. De acordo com os dados DMA e da SUVISA, em 9/05/2022, na Bahia, já foram aplicadas cerca de 115.277,442 doses da vacina para COVID-19, mas infectologista faz um alerta. "As fake news tem dificultado na segurança dos pais levarem as crianças para se vacinar. Então, a minha recomendação é que os pais levem as crianças para vacinar, pois faz parte do calendário básico de proteção para o resto da vida. Deixem de lado as fake news e vamos vacinar as crianças, adolescentes, adultos e os idosos", acrescentou. Ouça as outras recomendações na entrevista completa no programa Papo Saúde, no nosso podcast.

  • Confira programação completa do São João no Parque de Exposições

    O evento foi interrompido nos últimos dois anos por conta da pandemia de Covid-19 Foto: Divulgação / GOVBA Uma sequência de shows juninos vai acontecer no Parque de Exposições, situado na Avenida Paralela, em Salvador. Com entrada gratuita para o público, o evento terá 7 dias de festa. As apresentações acontecem em dois momentos, de 23 a 26 de junho – São João – e nos dias 30 de junho a 2 de julho - São Pedro. Entre as atrações estão Elba Ramalho, Bell Marques, Juliette, Limão com Mel, Wesley Safadão, Simone e Simaria, João Gomes e muito mais. Confira a divisão da grade para a festa: DIA 23 Norberto Curvêllo Thiago Brava Claudia Leitte Harmonia do Samba Kleo Dibah DIA 24 Jorge e Mateus Dorgival Dantas Emely Rodrigues Ana Catarina Diego & Vitor Hugo Dan Valente Nattan DIA 25 João Gomes Limão com Mel Zé Felipe Marquinhos Navaes Pedro Libe Mari Fernadez Filomena Bagaceira DIA 26 Fagner Jonas Esticado Elba Ramalho Israel e Rodolfo Bell Marques Mano Walter Zelito Miranda DIA 30 Adelmário Coelho Calcinha Preta Geraldo Azevedo Juliette Solange Almeida Parangolé Bruno e Denner DIA 1 DE JULHO Wesley Safadão Simone & Simaria Saia Rodada Papazoni Jeane Lima Lincoln Thiago Aquino DIA 2 DE JULHO Escanduras Estakazero Psirico Flávio José Luan Santana Carlinhos Brown Murilo Ruff Daniela Mercury Seu Maxixe André e Mauro O São João da Bahia tem programação em outros locais de Salvador. No palco do Subúrbio, a festa acontece em dois dias, 23 e 24 de junho. No Pelourinho, tem festa de 23 a 26, no Terreiro de Jesus e nos largos do Pelourinho, do Cruzeiro de São Francisco, Pedro Arcanjo, Tereza Batista e Quincas Berro d’Água.

  • Confira programação completa do São João no Parque de Exposições

    O evento foi interrompido nos últimos dois anos por conta da pandemia de Covid-19 Foto: Divulgação / GOVBA Uma sequência de shows juninos vai acontecer no Parque de Exposições, situado na Avenida Paralela, em Salvador. Com entrada gratuita para o público, o evento terá 7 dias de festa. As apresentações acontecem em dois momentos, de 23 a 26 de junho – São João – e nos dias 30 de junho a 2 de julho - São Pedro. Entre as atrações estão Elba Ramalho, Bell Marques, Juliette, Limão com Mel, Wesley Safadão, Simone e Simaria, João Gomes e muito mais. Confira a divisão da grade para a festa: DIA 23 Norberto Curvêllo Thiago Brava Claudia Leitte Harmonia do Samba Kleo Dibah DIA 24 Jorge e Mateus Dorgival Dantas Emely Rodrigues Ana Catarina Diego & Vitor Hugo Dan Valente Nattan DIA 25 João Gomes Limão com Mel Zé Felipe Marquinhos Navaes Pedro Libe Mari Fernadez Filomena Bagaceira DIA 26 Fagner Jonas Esticado Elba Ramalho Israel e Rodolfo Bell Marques Mano Walter Zelito Miranda DIA 30 Adelmário Coelho Calcinha Preta Geraldo Azevedo Juliette Solange Almeida Parangolé Bruno e Denner DIA 1 DE JULHO Wesley Safadão Simone & Simaria Saia Rodada Papazoni Jeane Lima Lincoln Thiago Aquino DIA 2 DE JULHO Escanduras Estakazero Psirico Flávio José Luan Santana Carlinhos Brown Murilo Ruff Daniela Mercury Seu Maxixe André e Mauro O São João da Bahia tem programação em outros locais de Salvador. No palco do Subúrbio, a festa acontece em dois dias, 23 e 24 de junho. No Pelourinho, tem festa de 23 a 26, no Terreiro de Jesus e nos largos do Pelourinho, do Cruzeiro de São Francisco, Pedro Arcanjo, Tereza Batista e Quincas Berro d’Água.

  • Como trabalhar Meio Ambiente nas Aulas de Linguagens?

    Na entrevista de hoje, o professor e crítico de cinema Leonardo Campos reflete sobre o tema Meio Ambiente e Sustentabilidade nas aulas de Língua e Linguagens Professor Leonardo Campos: a sua área de atuação é Letras. Você trabalha com produção textual, interpretação, análise de obras literárias. Como as questões sobre Meio Ambiente se inserem neste contexto? Os temas de ecologia fazem parte dos meus interesses desde a infância. Ficava apaixonado pelos livros de ciências e suas discussões e ilustrações sobre cadeia alimentar, vida dos animais, etc. Lia e fazia as atividades sem qualquer sinalização dos professores. Era diletantismo mesmo. Quando amadureci na sala de aula, comecei a ir além das propostas simplórias de ensino e levei a interdisciplinaridade com bastante seriedade. Não é preciso ser professor de Biologia para trabalhar o tema, tampouco levar este tópico temático apenas nos projetos de Meio ambiente de alguma instituição. O tema e seus desdobramentos devem estar nas questões de interpretação, na análise de uma charge com alguma letra de música ou poema, numa atividade com questões discursivas, ou então, numa boa proposta de redação. Então o que está nos dizendo é que a sua perspectiva é sempre interdisciplinar? O professor nunca deixa de estudar. Aqueles que se acomodam continuam dando aulas chatas, desinteressantes, não apenas para os estudantes, mas para eles mesmos, indivíduos que reclamam constantemente sobre o sistema, mas sequer fazem algo para tentar mudar a sua própria realidade. Pesquisar é algo que deveria ser inerente aos docentes de todas as áreas. Investigar, descobrir coisas novas, reavaliar métodos, dentre outras ações: são posturas oriundas de quem faz pesquisa constante, mantendo-se sempre atualizado. A experiência com documentários ecológicos e análise de vocábulos e discursos é fascinante. Eu sou realmente fascinado pelo tema. Gosto de esgotar, ou me iludir com esta proposta, pois sabemos que não conseguimos nunca exaurir a questão do conhecimento. Mas sou metódico. Antes da pandemia e durante o período de isolamento social, me dediquei aos documentários ecológicos. Era um reino animal por semana: felinos, serpentes, ursos, tubarões. Assistia-os em sequência e analisava comparativamente as suas estruturas, em especial, os roteiros, pois geralmente os narradores humanizam os animais, inserindo racionalidade, violência, como se as criaturas representadas fossem máquinas de matar. É um discurso sensacionalista que gera um paradoxo nos documentários ecológicos, tema para uma boa aula de língua portuguesa, bem como análise do discurso jornalístico. Além desta proposta com vida animal, em especial, felinos, répteis e serpentes, você comentou sobre um projeto envolvendo tubarões. Acho os tubarões fascinantes e tenho até uma espécie deles tatuado em meu braço. Mas eu não podia levar o assunto de qualquer jeito para a sala de aula. A experiência, então, partiu da literatura para o Ensino Médio: refletir sobre o romance Tubarão, de Peter Benchley, bem como a sua tradução para o cinema em 1975, com o filme homônimo dirigido por Steven Spielberg. Deste ponto inicial comecei uma sequência didática que deu muito certo. Partimos para a análise de Moby Dick, de Herman Melville, e O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. Falamos da relação do humano com as forças da natureza e passeamos pelo mito de Jonas, da Bíblia Sagrada, bem como Pinóquio e a baleia, dentre outros temas. Mais adiante, trabalhamos com os documentários sensacionalistas sobre tubarões e seus discursos, além do elucidativo Mitos e Verdades Sobre os Ataques de Tubarões no Recife, do jornalista e editor Arnaud Mattoso. Do Ensino Médio, o tema ganhou projeção em componentes curriculares do Ensino Superior, em especial, dos cursos de Cinema e Jornalismo, áreas em que atuo como docente desde 2015 na UNIFTC Salvador. O que mais este projeto com os tubarões contemplou? Análise de reportagens em revistas impressas mais antigas. Os estudantes tinham que comparar o discurso dos jornalistas e as imagens dos textos para fazer análise das publicações. Era algo que segui os caminhos pavimentados pelo que foi feito com os documentários ecológicos. Em linhas gerais, analisamos a importância destes animais para o ecossistema, algo que parece não ser relevante para as preocupações do nosso cotidiano, afinal, não somos oceanógrafos, mas que na verdade está mais próximo do que imaginamos. Consegui convencer alguns a não comer mais moqueca de cação. Seria um resultado positivo? (risos). Além da produção textual, a análise de charges e infográficos é uma das estratégias mais presentes em suas aulas. Essenciais. As charges possuem conteúdo textual, contextual e semiótico, assim como os infográficos, conteúdos que permitem aos nossos estudantes aguçar o senso crítico e desenvolver habilidades interpretativas. É preciso, por sua vez, associar com textos norteadores, documentários, filmes, poemas, músicas, para que o uso destes recursos não fique apenas na ineficiente discussão sobre “o que você entendeu/achou”, sabe? Professor Leonardo, em sua exposição, afirmou que evita utilizar questões prontas de bancos de dados. Quais são as suas estratégias para a elaboração de questões objetivas e discursivas? Treinar a elaboração de questões me permitiu ter um acervo enorme de conteúdo para trabalhar em sala de aula presencial ou remota. É um trabalho de formiguinha. Assisto ao filme ou documentário, faço a minha crítica, elaboro duas questões e pronto: tenho material para aula onde me sinto seguro com o desdobramento da dinâmica de aprendizagem. Para boas questões, é preciso que o autor observe o enunciado, evite perguntas do tipo “o que é, o que é”, além da clareza na resposta, algo que precisa de fato estar na própria questão, a ser interpretada. Elaborar questões é algo complexo e pelas avaliações que tenho acompanhado, muita gente não sabe consolidar os conhecimentos de seus estudantes, pois as questões são elaboradas sem os cuidados mencionados . Todos os tópicos apresentados são teoricamente formidáveis, mas na prática, acredita que atividades do tipo realmente atinjam os estudantes? Sim, talvez não consigamos atender todo mundo, promover a mudança geral, mas é possível mexer com a conscientização de um grupo e do resto a vida cuida de direcionar. Encontro estudantes de quase uma década sem estar comigo em sala de aula que ainda se lembram de determinados debates e comentam as suas impressões e ações sobre determinados temas. O que o professor precisa pensar enquanto organizador de uma sequência didática envolvendo Meio Ambiente na sala de aula? Na pertinência do debate, para evitar cumprir apenas a burocracia exigida pela instituição na qual se encontra vinculada. Sequência didática requer evolução de um ponto inicial mais simples para uma jornada onde os conteúdos se tornem mais complexos e demonstre que há uma travessia entre os temas trabalhados. Organização e planejamento assertivo são fundamentais. Recentemente, mais um episódio da franquia Jurassic World foi lançado. Este seria um filme, por exemplo, assertivo para trabalhar em sala de aula? Apesar de não ter gostado da narrativa enquanto entretenimento, haja vista algumas falhas em meu ponto de vista enquanto crítico de cinema, os filmes do universo em questão ofertam discussões sobre os impactos do capitalismo numa sociedade que não reflete os limites da ciência. Este último, então, reforça o quão a relação da humanidade com a indústria genética pode ser favorável para uma série de pontos da nossa existência, mas também demonstra o quão o ser humano comprova, a cada situação do tipo, a nossa ética sem eficiência e a falta de habilidade em lidar com o poder advindo de algo tão grandioso, isto é, a retomada dos dinossauros, criaturas que até determinando momento, eram visões imaginadas diante das ossadas encontradas pelos paleontólogos. No caso dos filmes que estão na perspectiva hollywoodiana: funcionam também para debates e atividades de conscientização em sala de aula? Tal como a menção ao universo dos dinossauros, qualquer produção pode gerar um debate, basta a mediação coesa e coerente do professor responsável. Filmes como Inferno de Dante e Volcano: A Fúria, por exemplo, funcionam como diversão passageira, mas também colocam em cena elementos básicos da dramaturgia que refletem a ação da humanidade diante de situações catastróficas. O mundo se acabando e um grupo pensando em lucro, bens materiais, etc. São clichês que existem nestas estruturas narrativas por que de fato funcionam, tendo o professor como mediador das reflexões, pode se transformar em algo maior que o próprio filme exibido. Para terminarmos e motivarmos os nossos leitores, conta sobre alguma experiência recente com Meio Ambiente nas aulas de Literatura, Língua e Linguagens. Uma atividade envolvendo o documentário Seremos História, algumas charges e a clássica pintura de Bosch, O Jardim das Delícias Terrenas. Artes, Literatura, Biologia, Geografia e História em simbiose numa aula do itinerário Projeto de Vida, do Ensino Médio, realizada com os estudantes do 1º ano da Escola Marissol e do Colégio Augusto Comte, da rede particular de Salvador. Foi a experiência mais recente, rendeu discussões e apresentações incríveis, bem como mexeu de alguma maneira com boa parte dos envolvidos. Entrevista realizada pelo estudante de Jornalismo Ronaldo Anunciação, parte integrante do livro Meio Ambiente e Educação: Narrativas Cinematográficas (2022), lançado pela Vedas Edições. Siga o escritor em seu perfil @leodeletrasecinema

  • Como trabalhar Meio Ambiente nas Aulas de Linguagens?

    Na entrevista de hoje, o professor e crítico de cinema Leonardo Campos reflete sobre o tema Meio Ambiente e Sustentabilidade nas aulas de Língua e Linguagens Professor Leonardo Campos: a sua área de atuação é Letras. Você trabalha com produção textual, interpretação, análise de obras literárias. Como as questões sobre Meio Ambiente se inserem neste contexto? Os temas de ecologia fazem parte dos meus interesses desde a infância. Ficava apaixonado pelos livros de ciências e suas discussões e ilustrações sobre cadeia alimentar, vida dos animais, etc. Lia e fazia as atividades sem qualquer sinalização dos professores. Era diletantismo mesmo. Quando amadureci na sala de aula, comecei a ir além das propostas simplórias de ensino e levei a interdisciplinaridade com bastante seriedade. Não é preciso ser professor de Biologia para trabalhar o tema, tampouco levar este tópico temático apenas nos projetos de Meio ambiente de alguma instituição. O tema e seus desdobramentos devem estar nas questões de interpretação, na análise de uma charge com alguma letra de música ou poema, numa atividade com questões discursivas, ou então, numa boa proposta de redação. Então o que está nos dizendo é que a sua perspectiva é sempre interdisciplinar? O professor nunca deixa de estudar. Aqueles que se acomodam continuam dando aulas chatas, desinteressantes, não apenas para os estudantes, mas para eles mesmos, indivíduos que reclamam constantemente sobre o sistema, mas sequer fazem algo para tentar mudar a sua própria realidade. Pesquisar é algo que deveria ser inerente aos docentes de todas as áreas. Investigar, descobrir coisas novas, reavaliar métodos, dentre outras ações: são posturas oriundas de quem faz pesquisa constante, mantendo-se sempre atualizado. A experiência com documentários ecológicos e análise de vocábulos e discursos é fascinante. Eu sou realmente fascinado pelo tema. Gosto de esgotar, ou me iludir com esta proposta, pois sabemos que não conseguimos nunca exaurir a questão do conhecimento. Mas sou metódico. Antes da pandemia e durante o período de isolamento social, me dediquei aos documentários ecológicos. Era um reino animal por semana: felinos, serpentes, ursos, tubarões. Assistia-os em sequência e analisava comparativamente as suas estruturas, em especial, os roteiros, pois geralmente os narradores humanizam os animais, inserindo racionalidade, violência, como se as criaturas representadas fossem máquinas de matar. É um discurso sensacionalista que gera um paradoxo nos documentários ecológicos, tema para uma boa aula de língua portuguesa, bem como análise do discurso jornalístico. Além desta proposta com vida animal, em especial, felinos, répteis e serpentes, você comentou sobre um projeto envolvendo tubarões. Acho os tubarões fascinantes e tenho até uma espécie deles tatuado em meu braço. Mas eu não podia levar o assunto de qualquer jeito para a sala de aula. A experiência, então, partiu da literatura para o Ensino Médio: refletir sobre o romance Tubarão, de Peter Benchley, bem como a sua tradução para o cinema em 1975, com o filme homônimo dirigido por Steven Spielberg. Deste ponto inicial comecei uma sequência didática que deu muito certo. Partimos para a análise de Moby Dick, de Herman Melville, e O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. Falamos da relação do humano com as forças da natureza e passeamos pelo mito de Jonas, da Bíblia Sagrada, bem como Pinóquio e a baleia, dentre outros temas. Mais adiante, trabalhamos com os documentários sensacionalistas sobre tubarões e seus discursos, além do elucidativo Mitos e Verdades Sobre os Ataques de Tubarões no Recife, do jornalista e editor Arnaud Mattoso. Do Ensino Médio, o tema ganhou projeção em componentes curriculares do Ensino Superior, em especial, dos cursos de Cinema e Jornalismo, áreas em que atuo como docente desde 2015 na UNIFTC Salvador. O que mais este projeto com os tubarões contemplou? Análise de reportagens em revistas impressas mais antigas. Os estudantes tinham que comparar o discurso dos jornalistas e as imagens dos textos para fazer análise das publicações. Era algo que segui os caminhos pavimentados pelo que foi feito com os documentários ecológicos. Em linhas gerais, analisamos a importância destes animais para o ecossistema, algo que parece não ser relevante para as preocupações do nosso cotidiano, afinal, não somos oceanógrafos, mas que na verdade está mais próximo do que imaginamos. Consegui convencer alguns a não comer mais moqueca de cação. Seria um resultado positivo? (risos). Além da produção textual, a análise de charges e infográficos é uma das estratégias mais presentes em suas aulas. Essenciais. As charges possuem conteúdo textual, contextual e semiótico, assim como os infográficos, conteúdos que permitem aos nossos estudantes aguçar o senso crítico e desenvolver habilidades interpretativas. É preciso, por sua vez, associar com textos norteadores, documentários, filmes, poemas, músicas, para que o uso destes recursos não fique apenas na ineficiente discussão sobre “o que você entendeu/achou”, sabe? Professor Leonardo, em sua exposição, afirmou que evita utilizar questões prontas de bancos de dados. Quais são as suas estratégias para a elaboração de questões objetivas e discursivas? Treinar a elaboração de questões me permitiu ter um acervo enorme de conteúdo para trabalhar em sala de aula presencial ou remota. É um trabalho de formiguinha. Assisto ao filme ou documentário, faço a minha crítica, elaboro duas questões e pronto: tenho material para aula onde me sinto seguro com o desdobramento da dinâmica de aprendizagem. Para boas questões, é preciso que o autor observe o enunciado, evite perguntas do tipo “o que é, o que é”, além da clareza na resposta, algo que precisa de fato estar na própria questão, a ser interpretada. Elaborar questões é algo complexo e pelas avaliações que tenho acompanhado, muita gente não sabe consolidar os conhecimentos de seus estudantes, pois as questões são elaboradas sem os cuidados mencionados . Todos os tópicos apresentados são teoricamente formidáveis, mas na prática, acredita que atividades do tipo realmente atinjam os estudantes? Sim, talvez não consigamos atender todo mundo, promover a mudança geral, mas é possível mexer com a conscientização de um grupo e do resto a vida cuida de direcionar. Encontro estudantes de quase uma década sem estar comigo em sala de aula que ainda se lembram de determinados debates e comentam as suas impressões e ações sobre determinados temas. O que o professor precisa pensar enquanto organizador de uma sequência didática envolvendo Meio Ambiente na sala de aula? Na pertinência do debate, para evitar cumprir apenas a burocracia exigida pela instituição na qual se encontra vinculada. Sequência didática requer evolução de um ponto inicial mais simples para uma jornada onde os conteúdos se tornem mais complexos e demonstre que há uma travessia entre os temas trabalhados. Organização e planejamento assertivo são fundamentais. Recentemente, mais um episódio da franquia Jurassic World foi lançado. Este seria um filme, por exemplo, assertivo para trabalhar em sala de aula? Apesar de não ter gostado da narrativa enquanto entretenimento, haja vista algumas falhas em meu ponto de vista enquanto crítico de cinema, os filmes do universo em questão ofertam discussões sobre os impactos do capitalismo numa sociedade que não reflete os limites da ciência. Este último, então, reforça o quão a relação da humanidade com a indústria genética pode ser favorável para uma série de pontos da nossa existência, mas também demonstra o quão o ser humano comprova, a cada situação do tipo, a nossa ética sem eficiência e a falta de habilidade em lidar com o poder advindo de algo tão grandioso, isto é, a retomada dos dinossauros, criaturas que até determinando momento, eram visões imaginadas diante das ossadas encontradas pelos paleontólogos. No caso dos filmes que estão na perspectiva hollywoodiana: funcionam também para debates e atividades de conscientização em sala de aula? Tal como a menção ao universo dos dinossauros, qualquer produção pode gerar um debate, basta a mediação coesa e coerente do professor responsável. Filmes como Inferno de Dante e Volcano: A Fúria, por exemplo, funcionam como diversão passageira, mas também colocam em cena elementos básicos da dramaturgia que refletem a ação da humanidade diante de situações catastróficas. O mundo se acabando e um grupo pensando em lucro, bens materiais, etc. São clichês que existem nestas estruturas narrativas por que de fato funcionam, tendo o professor como mediador das reflexões, pode se transformar em algo maior que o próprio filme exibido. Para terminarmos e motivarmos os nossos leitores, conta sobre alguma experiência recente com Meio Ambiente nas aulas de Literatura, Língua e Linguagens. Uma atividade envolvendo o documentário Seremos História, algumas charges e a clássica pintura de Bosch, O Jardim das Delícias Terrenas. Artes, Literatura, Biologia, Geografia e História em simbiose numa aula do itinerário Projeto de Vida, do Ensino Médio, realizada com os estudantes do 1º ano da Escola Marissol e do Colégio Augusto Comte, da rede particular de Salvador. Foi a experiência mais recente, rendeu discussões e apresentações incríveis, bem como mexeu de alguma maneira com boa parte dos envolvidos. Entrevista realizada pelo estudante de Jornalismo Ronaldo Anunciação, parte integrante do livro Meio Ambiente e Educação: Narrativas Cinematográficas (2022), lançado pela Vedas Edições. Siga o escritor em seu perfil @leodeletrasecinema

  • 5 obras de escritores baianos que você precisa conhecer

    Em homenagem aos grandes escritores baianos, uma lista com 5 dos livros que consagraram estes autores Diversidade é uma palavra que marca a cultura baiana e sua literatura não é diferente, sendo uma das mais marcantes do Brasil. Dessa região do país, nomes consagrados como Jorge Amado e Gregório de Matos fizeram história. Para abrir a lista, o grande clássico nacional: Capitães de Areia, Jorge Amado . Imagem reprodução: internet Escrito em 1937, o livro retrata a vida de um grupo de menores abandonados, crescendo nas ruas da cidade de Salvador, Bahia, vivendo em um trapiche, roubando para sobreviver. Os chamados "Capitães da Areia". Espumas Flutuantes, de Castro Alves , é o segundo livro das sugestões que não seguem ordem de importância. Imagem reprodução: acervo literário A obra, publicada em 1870, reúne 54 poemas que sintetizam as características inovadoras de Castro Alves. Nessa antologia o poeta sente sua vida esvair-se, como as espumas no mar agitado, com a efemeridade da vida e, de fato, ele morreu um ano depois do lançamento (1871). Sendo o livro mais recente da nossa lista, Todos Os Nós é uma obra de Maria Luíza Machado (26), publicado em 2019. Imagens reprodução: Internet. Em Todos Os Nós , a poetisa inaugural traz nos versos angústias e desconfortos que chegam aos seus leitores como algo que compartilham juntos. Ela não pretende esgotar o tema, mas transformá-lo com sua perspectiva singular e bela das coisas. Mar Grande: As Águas que Correm para a Baía de Todos os Santos, do autor Geferson Santana , de apenas 29 anos, é uma história a ser lida. Imagem reprodução: Correio da Bahia A obra de 2017 traz questões da cultura local, passando pelo Candomblé, sexualidade e problemas ainda pertinentes da população ribeirinha com a construção de uma hidrelétrica, que obriga a população que sobrevive majoritariamente de pesca a buscar outros meios de ganhar a vida. Sargento Getúlio é um romance de João Ubaldo Ribeiro , de 1971. Imagem reprodução: Internet Sargento Getúlio é uma obra regionalista que trata do banditismo no sertão. De escrita coloquial com termos bastante regionais e alguns até inventados pelo próprio autor. A história traz pobreza, violência e fortes críticas políticas em suas páginas. A valorização da cultura e literatura baiana solidifica a diversidade desse solo nordestino. Além de apoiar o crescimento dos artistas locais, tanto os que já se foram, quanto os que estão apenas começando.

bottom of page