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Operação Narco Fluxo: PF mira esquema de lavagem de R$ 1,6 bilhão e prende artistas e influenciadores

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

Investigação aponta uso de redes sociais e criptoativos para movimentação de recursos ilícitos em oito estados

Homem jovem com correntes douradas posa para foto; ao centro, outro homem usa óculos e fala em microfone durante entrevista; à direita, terceiro homem sorri usando boné e colar. Imagem compõe montagem com três retratos associados a matéria sobre operação policial contra lavagem de dinheiro.
PF prende MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dono da Choquei em operação contra lavagem de dinheiro — Créditos: Divulgação Reprodução Flow Podcast / Perfil do Ryan no Spotify

A Polícia Federal e a Polícia Militar de São Paulo deflagraram, nesta semana, a Operação Narco Fluxo para investigar um esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão no Brasil e no exterior.


A operação mobilizou mais de 200 agentes para o cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados, além do Distrito Federal. As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos.


Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava criptoativos, operações financeiras de alto valor e transporte de dinheiro em espécie para movimentar recursos ilícitos. Parte da estratégia, de acordo com os investigadores, incluía o uso de perfis com grande alcance nas redes sociais para dar aparência de legalidade às operações.


Entre os alvos da operação estão artistas e influenciadores digitais. O cantor MC Ryan SP foi preso em Bertioga, no litoral de São Paulo, enquanto o cantor MC Poze do Rodo foi detido no Rio de Janeiro.


Também há investigados ligados a páginas de grande alcance nas redes sociais. Entre eles, está Raphael Sousa Oliveira, citado nas investigações como responsável por uma página que, segundo a Polícia Federal, teria sido utilizada no esquema.


Durante as buscas, foram apreendidos veículos de luxo, joias, documentos e equipamentos eletrônicos. A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias, sequestro de ativos e restrições a empresas ligadas aos investigados.


Os criptoativos, também designados “ativos virtuais”, são representações digitais de valores ou direitos que podem ser transferidos e armazenados
Os criptoativos, também designados “ativos virtuais”, são representações digitais de valores ou direitos que podem ser transferidos e armazenados — Reprodução

Entre os alvos da operação estão artistas e influenciadores digitais. O cantor MC Ryan SP foi preso em Bertioga, no litoral de São Paulo, enquanto o cantor MC Poze do Rodo foi detido no Rio de Janeiro.


Também constam entre os investigados nomes ligados a páginas de grande alcance nas redes sociais. Entre eles, está Raphael Sousa Oliveira, citado nas investigações como responsável por uma página utilizada no esquema, além do influenciador Chrys Dias, apontado como um dos alvos da operação.


As defesas dos citados informaram que irão se manifestar nos autos. A defesa de MC Ryan SP declarou que as movimentações financeiras do artista têm origem comprovada. Já a defesa de MC Poze do Rodo afirmou que adotará as medidas cabíveis para esclarecer os fatos.


Até a publicação desta reportagem, as defesas de Raphael Sousa Oliveira e Chrys Dias não haviam se manifestado.


As autoridades informaram que as investigações seguem em andamento e os investigados podem responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e infrações contra o sistema financeiro.


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