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Cerco do 'Caso Banco Master' se fecha: PF avança sobre BRB, Toffoli é citado e Lula monta operação 'blindagem'

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura

Em dia de alta tensão em Brasília, diretores do banco de Brasília invocam direito ao silêncio na PF; OAB-SP reage com proposta de novo código ético para o Supremo, enquanto Planalto tenta evitar contágio da crise econômica e institucional.

A sede do Banco Master em São Paulo
Sede do Banco Master em São Paulo — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo

O escândalo envolvendo o Banco Master e sua complexa rede de transações financeiras e políticas atingiu um novo patamar de gravidade nesta segunda-feira (26). O que começou como uma apuração de irregularidades financeiras agora ameaça provocar uma crise institucional entre os poderes, colocando o Supremo Tribunal Federal (STF) sob escrutínio público e obrigando o Palácio do Planalto a agir nos bastidores.


O Silêncio na Polícia Federal


A Polícia Federal realizou hoje uma série de oitivas com a diretoria do Banco de Brasília (BRB), focando nas negociações para a aquisição de carteiras e ativos do Banco Master. Segundo fontes ligadas à investigação, a estratégia adotada pela defesa de parte dos executivos foi o silêncio.


O uso do direito constitucional de não produzir provas contra si mesmo por altos executivos de um banco estatal aumentou a suspeita dos investigadores sobre a atipicidade das operações. A PF busca rastrear o fluxo do dinheiro e entender se houve influência política para forçar a operação financeira, que teria beneficiado o Master.


STF na Mira e a Reação da OAB


O desdobramento mais sensível do caso toca a Suprema Corte. Inquéritos que correm sob sigilo citam o ministro Dias Toffoli em contextos que, segundo investigadores, exigem esclarecimentos sobre sua relação com a instituição financeira.


A repercussão negativa levou a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional São Paulo (OAB-SP), a tomar uma atitude inédita. A entidade formalizou uma proposta de criação de um novo e mais rígido Código de Conduta e Ética específico para ministros do STF. "A sociedade exige transparência absoluta nas relações entre a magistratura e o setor bancário", diz um trecho do documento preliminar da Ordem, que pressiona por mecanismos de compliance mais severos no Judiciário.


A Reunião de Emergência no Planalto


Diante do risco de a crise contaminar a agenda econômica e a governabilidade, o presidente Lula convocou uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada. Participaram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o próprio ministro Dias Toffoli.


Interlocutores do governo afirmam que o tom da conversa foi de pragmatismo e preocupação.


Blindagem Econômica: Blindagem Econômica: A presença de Haddad sinaliza o temor de que o escândalo desestabilize o mercado financeiro ou paralise o BRB.
Blindagem Política: Lula teria deixado claro que o governo não pode ser arrastado para o centro de uma investigação policial. A estratégia desenhada é a de separar "o que é governo" do "que é judiciário", tentando isolar o Executivo das suspeitas que pairam sobre as transações do Banco Master.

A oposição já se movimenta no Congresso para pedir a convocação dos diretores do BRB que ficaram em silêncio na PF, prometendo manter o assunto aquecido ao longo da semana.

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