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MC Poze é preso sob suspeita de apologia ao crime e associação ao tráfico

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 29 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Polícia aponta que músicas e shows glorificam atividades criminosas, enquanto defesa alega perseguição e prepara habeas corpus

Momento em que Mc Poze é transferido para penitenciária de Benfica em camburão com outros presos _ Créditos: Léo Dias

O cantor de funk conhecido como MC Poze do Rodo foi preso na manhã desta quinta-feira (29), por suspeita de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. As autoridades policiais alegam que as letras de suas músicas e suas apresentações, muitas vezes realizadas em áreas com forte presença da facção criminosa Comando Vermelho, glorificam o tráfico, a violência e incentivam atividades ilícitas.


Segundo informações da polícia, investigações apontariam que o conteúdo lírico do artista e o contexto de seus shows contribuiriam para a normalização e o fomento de práticas criminosas. A operação que resultou na prisão do funkeiro é parte de um esforço maior de combate à influência de organizações criminosas.


MC Poze nega todas as acusações. Em contato com seus representantes, o cantor afirmou que as alegações são infundadas, caracterizando a prisão como um ato de "perseguição". Ele sustenta que não existem provas concretas que o vinculem aos crimes imputados e que sua obra é um reflexo da realidade de muitas comunidades.


A defesa do artista já se manifestou, informando que entrará com um pedido de habeas corpus. O advogado de Poze argumenta que a prisão é injusta e que as músicas de seu cliente devem ser compreendidas como expressão artística, protegida pela liberdade de expressão.

Mc Poze
MC Poze _ Foto: Reprodução redes sociais

O caso de MC Poze levanta um intenso debate na sociedade e no meio jurídico sobre os limites da liberdade artística e a responsabilidade penal por discursos que possam ser interpretados como apologia ao crime. A discussão envolve a análise de até que ponto a manifestação cultural pode ser responsabilizada por incitar ou glorificar atividades ilegais, versus o direito à livre expressão.


Novos desdobramentos sobre o caso são aguardados, incluindo a análise do pedido de habeas corpus e o andamento das investigações policiais.

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