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Aumento de passagem gera revolta dos passageiros

  • Foto do escritor: Rony Costa
    Rony Costa
  • 11 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura

Foto: Reprodução


O valor da tarifa passou de R$ 4,20 para R$ 4,40


O aumento da passagem do transporte público de Salvador realizado no mês de abril foi recebido com muitas reclamações pelos usuários do sistema. O valor da tarifa passou de R$ 4,20 para R$ 4,40. Essa mudança representa um percentual de reajuste de 4,76%.


Em São Paulo, cidade mais populosa do país, o valor da passagem também é de R$ 4,40. No entanto, 4.385 ônibus circulam com ar condicionado na cidade paulista, enquanto na capital baiana apenas 230 coletivos contam este equipamento.


Diferença essa notada por Letícia Santos que já trabalhou na capital paulista e mostrou seu descontentamento com o transporte público baiano. “Em São Paulo as frotas vinham com mais frequência e geralmente com ar condicionado. Aqui [em Salvador] além de demorar, os ônibus que chegam com ar condicionado parecem que não funcionam”, pontuou ela.


Já a estudante Ângelo Rodrigues reflete sobre o aumento em tempos pandêmico. “Meu curso presencial está parcialmente parado, mas se as aulas voltassem esse aumento com certeza seria mais um problema para encarar. Em um momento onde tudo está mais caro, não gosto deste reajuste”.


Frota


De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), atualmente a frota disponibilizada para população é de 83,19% (equivalente a 2745 ônibus). Mas que nos horários de pico as estações contam com 100% dos coletivos.


No mês de março o Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitou à Justiça a circulação de 100% da frota de ônibus em Salvador. Porém a Justiça ainda não decidiu sobre a ação.


Perguntado sobre o aumento das passagens, o secretário de Mobilidade Urbana de Salvador, Fabrízzio Müller, disse que foi uma questão contratual. “Houve a revisão tarifária, questão contratual que ocorre a cada quatro anos. A renovação da frota com ar condicionado não constava no contrato, mas passou a constar a partir de 2019 através de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta). E nesse mesmo TAC constava que deveríamos transportar em média 20,8 milhões pessoas por mês, o que não ocorreu em razão da pandemia.”


Fabrízzio foi questionado ainda sobre os 20 novos ônibus com ar condicionado prometidos para 2020. "Houve uma frustração muito grande na receita das empresas de 50%, de 20,8 milhões pessoas por mês para 10,2 milhões pessoas por mês. Por isso que no ano passado não foi feita a aquisição e renovação de 250 ônibus [com ar condicionado] por conta dessa frustração na receita das empresas”, concluiu.




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