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Lula é reeleito presidente em disputa marcada por denúncias sobre transporte e embate digital

há 8 horas
3 min de leitura

Lula supera Flávio Bolsonaro no segundo turno; disputa eleitoral teve denúncias de dificuldades no transporte de eleitores, mobilização digital e decisões judiciais.


Lula participa de ato de campanha diante de uma multidão de apoiadores. Foto: mulheresluz_fotografia
Lula participa de ato de campanha diante de uma multidão de apoiadores. Foto: mulheresluz_fotografia


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25), no segundo turno da eleição presidencial de 2026, após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com 99,77% das seções totalizadas, Lula somava mais de 64 milhões de votos e 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% de Flávio Bolsonaro, segundo a apuração divulgada por volta das 21h. A vantagem era superior a 4,3 milhões de votos. Os números eram parciais e estavam sujeitos à atualização na totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Na parcial de 99,77% das seções, Lula tinha 51,76% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro, 48,24% — diferença de 3,52 pontos percentuais. O petista ultrapassou 64 milhões de votos, enquanto o adversário tinha aproximadamente 60 milhões. O TSE ainda não havia concluído a totalização. Fonte dos números: apuração do TSE reproduzida pelo OCP News às 21h10 e pela Bloomberg Línea.


Na apuração parcial do segundo turno, a abstenção foi de 19,21% dos eleitores, enquanto os votos brancos corresponderam a 1,12% e os nulos a 2,12%. Os percentuais são distintos dos votos válidos utilizados para calcular o resultado entre os candidatos. A abstenção havia sido de 21,08% no primeiro turno, uma diferença de 1,87 ponto percentual.


A eleição foi marcada por uma disputa acirrada e por episódios que mobilizaram o Judiciário, as redes sociais e os serviços de transporte público. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%, segundo números divulgados na cobertura eleitoral.


Mobilização digital e protagonismo de novas lideranças


Na reta final do segundo turno, a campanha de Lula reorganizou sua atuação nas plataformas digitais. O deputado André Janones (Rede-MG) ganhou destaque nessa estratégia, que também envolveu a participação de jovens lideranças políticas, entre elas a deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT). A circulação de mensagens e vídeos por aplicativos de conversa tornou-se uma das frentes da disputa.


O canal de WhatsApp conhecido como Exército do Lula esteve no centro de controvérsias e questionamentos judiciais. A repercussão dos episódios evidenciou a importância das plataformas digitais na organização e na comunicação das campanhas. A influência específica dessas ações sobre a votação, porém, não pode ser quantificada apenas pela repercussão nas redes.


Lula agita a bandeira do Brasil durante mobilização de apoiadores. Foto: @richardsilveira via @ninja.foto
Lula agita a bandeira do Brasil durante mobilização de apoiadores. Foto: @richardsilveira via @ninja.foto


Denúncias sobre ônibus marcam o dia da votação


Em Salvador, eleitores relataram longas esperas e dificuldades para chegar aos locais de votação no domingo (25). Segundo balanço divulgado pela Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia, o Procon-BA identificou 944 ônibus parados em nove garagens de Salvador durante a fiscalização. O número atualiza os levantamentos anteriores de 544 e 908 veículos e não significa, isoladamente, que todos os ônibus deveriam estar em circulação simultaneamente. A identificação dos veículos nas garagens, isoladamente, não comprova quantos deveriam estar em circulação nem quantos eleitores deixaram de votar.


Diante das reclamações, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato da frota integral, com frequência equivalente à de dias úteis e gratuidade aos passageiros, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora. A Prefeitura de Salvador informou ter determinado a liberação dos veículos e atribuiu parte das dificuldades a problemas operacionais e mobilizações nas garagens.


A Polícia Federal informou a abertura de investigação em Sergipe e a apuração de outras ocorrências relacionadas ao transporte de eleitores. As suspeitas de impedimento ou embaraço ao exercício do voto dependem de investigação e não devem ser apresentadas como crimes comprovados antes da conclusão das apurações.


STF amplia votação até as 19h


Após reclamação apresentada pela coligação de Lula sobre dificuldades de transporte em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do recebimento de votos por duas horas, até as 19h, no horário de Brasília. A decisão foi proferida na Reclamação 101.673. A campanha de Flávio Bolsonaro também havia pedido ampliação do horário em municípios afetados por chuvas e bloqueios de vias em outros estados.


Mesmo após a decisão, houve relatos de eleitores que encontraram locais de votação fechados em Salvador. A situação acrescentou novos questionamentos sobre a execução da medida e as condições efetivas de acesso às urnas.


O que os episódios dizem sobre a eleição


A campanha de 2026 reuniu mobilização presencial, disputas digitais, medidas judiciais e questionamentos sobre a infraestrutura necessária para assegurar o voto. Esses fatos ajudam a compreender o contexto da eleição, mas não demonstram, por si só, quais acontecimentos foram determinantes para o resultado. Uma avaliação do comportamento do eleitorado exige dados consolidados e pesquisas específicas.


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