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Cerca de 55% da Geração Z pretende buscar um novo emprego até o fim de 2026, aponta estudo

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Redação
há 3 horas
2 min de leitura

Pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta salário, benefícios, crescimento profissional e flexibilidade entre os fatores que estimulam a busca por novas oportunidades

Jovens reunidos em ambiente de trabalho com computadores, em imagem ilustrativa sobre Geração Z e mercado de trabalho
Flexibilidade e oportunidades de crescimento estão entre os fatores considerados na busca por um novo emprego. Foto: Divulgação

Mais da metade dos profissionais da Geração Z ouvidos pela Robert Half nos Estados Unidos pretende procurar um novo emprego até o fim de 2026. O levantamento, divulgado em setembro, aponta que 55% dos entrevistados dessa geração planejam buscar uma nova oportunidade profissional, ante 32% registrados um ano antes.

O recorte é norte-americano e, portanto, não representa diretamente o comportamento dos jovens brasileiros. Entre os profissionais da Geração Z que pretendem procurar emprego nos Estados Unidos, 56% buscam benefícios mais fortes e 50% citam oportunidades limitadas de crescimento no trabalho atual. Além disso, 53% acreditam que mudar de empregador pode proporcionar maior potencial de remuneração.

A pressão relacionada à tecnologia também aparece no estudo. Entre os jovens que procuram emprego, 37% afirmam ter preocupação em manter atualizadas as habilidades ligadas à inteligência artificial.

E no Brasil?

Uma pesquisa separada da Robert Half, realizada com 1.000 profissionais no Brasil e sem recorte exclusivo da Geração Z, mostrou que 47% pretendiam buscar um novo emprego no segundo semestre de 2026. O levantamento brasileiro aponta que, além do salário, flexibilidade, progressão de carreira, benefícios e bem-estar influenciam as decisões profissionais.

Flexibilidade e identidade no trabalho

Para a comunicóloga e consultora de imagem Cáren Cruz, a busca por formatos mais flexíveis também se relaciona à forma como jovens constroem e expressam a própria identidade no ambiente profissional. Segundo ela, mudanças no trabalho presencial, híbrido e remoto também alteraram códigos de vestimenta e de apresentação pessoal.

Retrato da comunicóloga e consultora de imagem Cáren Cruz
Cáren Cruz analisa como flexibilidade e códigos de aparência atravessam as relações de trabalho. Foto: Débora Monteiro

“Uma das principais características desse público é o forte senso de identidade, e isso é traduzido desde a busca por empregos que condizem com suas convicções até as formas de se vestir”, afirma Cáren.

A consultora também chama atenção para regras de aparência que permanecem mesmo quando não estão formalizadas pelas empresas. Para ela, reuniões por vídeo e modelos híbridos não eliminaram julgamentos relacionados a roupa, cabelo, acessórios, postura e ao próprio ambiente exibido pela câmera.

“Às vezes, a empresa deixa de exigir uma roupa formal, mas continua esperando que todo mundo tenha uma aparência parecida para ser visto como profissional. A regra deixa de estar escrita, só que permanece no olhar de quem avalia”, diz.

Cáren defende que exigências específicas de apresentação podem existir quando relacionadas à atividade profissional, mas considera importante separar esses critérios de preferências estéticas. “Trabalhar de casa ou em modelo híbrido deveria abrir espaço para mais conforto e individualidade, sem que a pessoa precise esconder quem é para ser respeitada”, conclui.

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