Ferida que não cicatriza pode indicar diabetes e aumentar risco de amputação
- Redação

- 3 de jun.
- 2 min de leitura
Especialistas alertam que feridas que permanecem abertas por semanas podem indicar diabetes, problemas vasculares e outras doenças graves.

Uma ferida que permanece aberta por semanas pode ser o primeiro sinal de problemas de saúde mais graves do que um simples machucado. Diabetes, insuficiência vascular, infecções profundas e até risco de amputação estão entre as complicações associadas às chamadas feridas crônicas, condição cada vez mais frequente com o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 16 milhões de brasileiros convivem atualmente com a doença, considerada uma das principais causas de lesões de difícil cicatrização, especialmente nos pés. As lesões por pressão, conhecidas popularmente como escaras, também estão entre os principais desafios enfrentados por pacientes e profissionais de saúde devido ao risco de infecções e internações prolongadas.

No Hospital Mater Dei Emec, em Feira de Santana, o atendimento especializado inclui desde ferimentos simples até lesões associadas a doenças vasculares e infecções profundas. De acordo com a médica clínica especialista em feridas Nathalia França, cada caso exige uma avaliação específica.
“Cuidamos de diferentes tipos de lesões, desde feridas causadas por doenças arteriais e venosas até queimaduras, traumas e lesões por pressão. Cada paciente necessita de uma abordagem individualizada para alcançar uma cicatrização adequada”, explica.
As feridas são classificadas principalmente pelo tempo de cicatrização e pela causa do problema. Enquanto as lesões agudas costumam se recuperar em poucos dias ou semanas, as crônicas permanecem abertas por mais de quatro semanas ou apresentam recorrência, geralmente associadas ao diabetes e a problemas circulatórios.
Segundo Nathalia França, identificar corretamente o tipo de lesão é fundamental para o sucesso do tratamento. “Avaliar profundidade, sinais de infecção, quantidade de secreção e circulação sanguínea permite definir a melhor estratégia terapêutica e acelerar a recuperação”, afirma.
A especialista também alerta para os riscos da automedicação e do uso de substâncias inadequadas nos ferimentos. “Muitas pessoas ainda recorrem a receitas caseiras ou produtos sem orientação médica, o que pode agravar infecções e retardar o processo de cicatrização”, destaca.
Nos últimos anos, os tratamentos evoluíram significativamente. Além dos curativos convencionais, atualmente são utilizados curativos inteligentes, terapia por pressão negativa, laserterapia e outras tecnologias voltadas para estimular a regeneração dos tecidos e reduzir complicações.
“O tratamento moderno de feridas vai muito além do curativo tradicional. Hoje contamos com recursos que ajudam a controlar infecções, acelerar a cicatrização e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, conclui Nathalia França.
Especialistas reforçam que o controle do diabetes, os cuidados com a circulação sanguínea e a atenção a pequenos machucados são medidas fundamentais para evitar complicações graves, principalmente entre idosos e pacientes com doenças vasculares.





Comentários