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Sthe Matos e Larissa Manoela expõem diferentes faces da endometriose

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Doença pode avançar sem sintomas e afetar ou não a fertilidade; especialista explica quando a cirurgia é indicada e o papel da tecnologia robótica no tratamento

Duas mulheres posam juntas ao ar livre, uma de cachos e top preto, outra de cabelo liso e rosa, com expressão serena.
A influenciadora Sthe Matos e a atriz Larissa Manoela, que compartilharam publicamente experiências distintas com a endometriose _ Fotos: Reprodução (@sthefanematos e @larissamanoela) | Montagem: 071 News

Os relatos recentes da influenciadora baiana Sthe Matos e da atriz Larissa Manoela colocaram a endometriose em evidência e mostraram que a doença não se manifesta da mesma forma em todas as mulheres. Sthe descobriu a condição durante a investigação de infertilidade secundária, sem apresentar os sintomas clássicos. Larissa passou por cirurgia para retirada das lesões.


A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste internamente o útero cresce fora dele, provocando inflamações e aderências que podem alterar a anatomia da pelve e comprometer órgãos. A Organização Mundial da Saúde estima que a condição atinja cerca de 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva no mundo. No Brasil, aproximadamente oito milhões convivem com a doença, segundo o Ministério da Saúde.


Os sintomas mais comuns incluem cólica menstrual intensa, dor pélvica, desconforto durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar. Algumas mulheres, porém, não apresentam nenhum sinal, mesmo com lesões mais extensas.


"Não sentir dor não significa que a endometriose não exista. Algumas mulheres recebem o diagnóstico somente durante uma investigação de infertilidade", explica o cirurgião Marcos Travessa, coordenador do Núcleo de Ginecologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica.

O diagnóstico de endometriose não representa necessariamente infertilidade. Mais da metade das mulheres com a doença são férteis e podem engravidar espontaneamente. A investigação envolve análise dos sintomas, histórico da paciente e exames como ultrassonografia transvaginal especializada e ressonância magnética da pelve.


O tratamento depende da idade, da localização das lesões, da intensidade dos sintomas e do desejo de engravidar. Podem ser utilizados analgésicos, medicamentos hormonais, DIU hormonal e técnicas de reprodução assistida. A cirurgia é considerada quando há dores persistentes, comprometimento de órgãos ou situações específicas relacionadas à fertilidade.


Entre as opções minimamente invasivas estão a videolaparoscopia e a cirurgia robótica. Na técnica robótica, os instrumentos reproduzem os movimentos do cirurgião com visão tridimensional ampliada e maior capacidade de articulação.


"Quando necessária, a cirurgia deve ser cuidadosamente planejada. Nos quadros profundos com anatomia alterada por aderências, a visão ampliada e a mobilidade dos instrumentos robóticos podem facilitar a retirada das lesões e a preservação das estruturas saudáveis", afirma Travessa.

Estudos científicos apontam que a cirurgia robótica apresenta segurança e resultados semelhantes aos da laparoscopia convencional. A escolha deve considerar a complexidade do caso, a experiência da equipe e os objetivos reprodutivos da paciente.


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