Conscientização no Maio Roxo destaca desafios das Doenças Inflamatórias Intestinais
- Redação

- há 2 horas
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Campanha Maio Roxo amplia o debate sobre diagnóstico, tratamento e qualidade de vida de quem convive com doenças inflamatórias intestinais
Reportagem: Laura Vitória

O mês de maio ganha destaque com a campanha Maio Roxo, voltada à conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), condições crônicas e autoimunes que afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Ainda pouco conhecidas por grande parte da população, essas doenças exigem diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo para evitar complicações e garantir melhor controle dos sintomas.
Confira o áudio da matéria :
As Doenças Inflamatórias Intestinais são doenças crônicas autoimunes que mexem completamente com a saúde do paciente e a sua rotina. Com sintomas como dor abdominal, diarreia crônica que pode vir com sangue, enjoos e perda de peso, a maioria dos pacientes pode associar a uma intoxicação alimentar ou uma virose, até os sintomas se prolongarem e virarem um grande tormento para quem está passando pelo processo.
As principais DIIs são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Embora os sintomas sejam parecidos, as doenças têm as suas particularidades, por isso a procura de um profissional gastroenterologista é de extrema importância. A paciente Fernanda Brandão, diagnosticada com Retocolite Ulcerativa, fala sobre o seu diagnóstico: "Eu tive um diagnóstico preciso no final de 2018 e início de 2019, depois de três processos de internação, em que o último foi o mais grave, o mais sério, o qual eu passei por uma série de situações delicadas e de alto risco, até que eu realmente, de fato, tive o diagnóstico correto e sobre a doença que eu tenho, que é a retocolite ulcerativa. Essa doença especificamente ataca o intestino grosso e o reto."
As Doenças Inflamatórias Intestinais não têm cura, mas têm tratamentos que dependem de como o organismo do paciente irá corresponder, o que pode gerar insegurança durante o processo. O objetivo é alcançar a remissão, fase em que há diminuição significativa ou desaparecimento dos sintomas, indicando o controle da doença. "Eu tô em remissão total e estou com o tratamento correto desde então, desde junho, julho de 2019. Eu consegui realmente entrar em um processo de acompanhamento a cada 60 dias, onde eu faço uma bateria de exames para que eu possa saber como é que o meu corpo está reagindo e a cada 60 dias também eu tenho feito desde então um tratamento com um processo de infusão através de um imunossupressor." diz Fernanda, que após algumas tentativas de tratamento, conseguiu uma resposta positiva com o medicamento que reduz a atividade do sistema imunológico.
Além do acompanhamento médico, especialistas destacam a importância da informação e do apoio ao paciente. O Maio Roxo surge como uma ferramenta essencial para dar visibilidade às DIIs, incentivar o diagnóstico precoce e combater a desinformação. Ao compartilhar sua história, Fernanda também contribui para ampliar o debate e mostrar que, mesmo diante de uma doença crônica, é possível viver com qualidade de vida a partir do tratamento adequado e do acompanhamento contínuo.




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