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Abstenção atinge 33,4 milhões de eleitores no primeiro turno e reacende debate sobre acesso ao voto

há 3 horas
3 min de leitura

Primeiro turno registrou 21,08% de ausências no país; na Bahia, 2,24 milhões de pessoas não compareceram às urnas. No segundo turno, oferta de transporte público ganha destaque após denúncias em Salvador.


Eleitor utiliza urna eletrônica com auxílio de mesário
Votação em urna eletrônica. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

O primeiro turno das eleições gerais de 2026, realizado em 4 de outubro, registrou 33.469.244 eleitores ausentes no Brasil, o equivalente a 21,08% do eleitorado. Os números constam de painel baseado nos dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e evidenciam a dimensão do não comparecimento às urnas.


Na Bahia, 2.246.970 pessoas não votaram no primeiro turno, ou 19,97% dos eleitores aptos, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA). O percentual estadual ficou abaixo do índice nacional. A abstenção, porém, não permite identificar, por si só, os motivos que levaram cada eleitor a faltar.


Brasil e Bahia: comparação da abstenção


Gráfico comparativo da abstenção eleitoral no primeiro turno de 2026: Brasil 21,08% e Bahia 19,97%
Abstenção no primeiro turno de 2026: Brasil (21,08%) e Bahia (19,97%). Infográfico: Portal 071 News, com dados do TSE e do TRE-BA.

O dado nacional corresponde a aproximadamente um em cada cinco eleitores aptos. A taxa de 2026 supera os 20,79% registrados no primeiro turno de 2022, conforme levantamento divulgado pela imprensa com base na apuração eleitoral.



O que explica a ausência dos eleitores?


A abstenção eleitoral pode envolver diferentes situações, como dificuldades de deslocamento, problemas de saúde, compromissos de trabalho, distância do domicílio eleitoral e desinteresse pela disputa política. Entretanto, os dados de comparecimento não demonstram qual desses fatores predominou no primeiro turno de 2026. Atribuir os 33,4 milhões de ausentes a uma causa específica exigiria pesquisas adicionais.


Especialistas ouvidos pela imprensa apontam hipóteses relacionadas à mobilização política e a barreiras de acesso às urnas, mas essas interpretações devem ser distinguidas dos registros oficiais de votação.


Transporte público entra no debate em Salvador


Neste domingo (25), segundo turno da eleição presidencial, denúncias de redução da frota de ônibus em Salvador levaram o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia a determinar o restabelecimento integral do transporte coletivo, com gratuidade e frequência equivalente à dos dias úteis. A decisão também estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.


A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou que determinou a liberação dos veículos e que a operação estava sendo normalizada após diálogo com representantes sindicais. A Prefeitura atribuiu parte do impasse à presença de adesivos de propaganda eleitoral em ônibus.


O episódio evidencia a importância da mobilidade urbana para o acesso aos locais de votação. Não há, contudo, dados consolidados do segundo turno que permitam relacionar a ocorrência em Salvador a um eventual aumento da abstenção.



Quem não votou no primeiro turno pode votar no segundo?


Sim. O TRE-BA esclarece que cada turno é considerado uma eleição independente. Portanto, quem não compareceu em 4 de outubro pode votar normalmente neste domingo (25), desde que esteja com o título eleitoral regular, sem cancelamento ou suspensão.



A consolidação dos números de comparecimento do segundo turno permitirá verificar a evolução da abstenção. Até lá, a comparação entre a ausência de eleitores no primeiro turno e os problemas de transporte relatados neste domingo deve ser feita com cautela.

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