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Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump e alivia pressão sobre exportações brasileiras

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Por 6 votos a 3, tribunal considerou inconstitucional o uso de lei de emergência para impor sobretaxas unilaterais; Brasil comemora, mas novo risco já está na mesa

Edifício do Supremo Tribunal dos Estados Unidos
Edifício do Supremo Tribunal dos Estados Unidos — Crédito: Joe Ravi / CC BY-SA 3.0

A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou na última sexta-feira (20) o tarifaço global imposto pelo presidente Donald Trump, em uma decisão que repercute diretamente no comércio brasileiro. Por 6 votos a 3, os juízes entenderam que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso americano, e não do presidente. Com isso, a Alfândega dos EUA suspendeu imediatamente a cobrança das taxas.


A decisão é uma vitória significativa para o Brasil. Desde 2025, o governo Trump vinha aplicando sobretaxas de até 50% sobre produtos brasileiros, usando como justificativa supostas restrições à liberdade de expressão pelo judiciário brasileiro. Com a derrubada das tarifas impostas via IEEPA, bilhões de dólares em exportações ficam isentos das cobranças adicionais de 10% e 40%.


O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemoraram a decisão e avaliaram que ela abre espaço para ampliar a relação comercial entre os dois países.


A vitória, porém, é parcial. Horas após a decisão, Trump anunciou uma tarifa global de 10% por até 150 dias, agora amparada na Seção 122 da Lei de Comércio americana, que permite ações temporárias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos. Além disso, o governo americano mantém aberta uma investigação contra o Brasil pela Seção 301, que avalia práticas comerciais consideradas desleais e pode gerar novas medidas específicas contra produtos brasileiros.


O cenário aponta para um período de intensa negociação diplomática. O Brasil saiu da semana com uma vitória judicial expressiva, mas sem garantias de estabilidade no comércio com os Estados Unidos.

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