Roberto Carlos completa 85 anos com “É preciso saber viver” liderando execuções no Brasil
- Rony Costa

- há 3 horas
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Levantamento do ECAD destaca as músicas mais tocadas e regravadas do artista no país

O cantor e compositor Roberto Carlos completa 85 anos no próximo domingo (19). A canção “É preciso saber viver” lidera o ranking de músicas mais executadas de sua autoria no Brasil nos últimos cinco anos, segundo levantamento do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD).
De acordo com os dados da instituição, o artista possui 733 obras musicais e 1.304 gravações cadastradas em seu banco de dados. O estudo considera execuções em rádio, shows, sonorização ambiental, música ao vivo, casas de festas e eventos como Carnaval e festas juninas.
A música “É preciso saber viver”, composta em parceria com Erasmo Carlos, ocupa a primeira posição entre as mais tocadas no período analisado. Na sequência aparecem “Além do horizonte” e “Como é grande o meu amor por você”.
Ranking das músicas de autoria de Roberto Carlos mais tocadas nos últimos cinco anos no Brasil nos principais segmentos de execução pública (Rádio, Shows, Sonorização Ambiental, Música ao Vivo, Casas de Festas e Diversão, Carnaval e Festa Junina)
Entre os intérpretes que mais gravaram canções de Roberto Carlos estão nomes como Maria Bethânia, Wanderléa e Agnaldo Timóteo, reforçando o alcance e a permanência da obra do artista na música brasileira.
O Rei da Juventude à Consagração Romântica
Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Roberto Carlos Braga transformou-se no maior fenômeno da indústria fonográfica brasileira ao liderar, na década de 1960, a Jovem Guarda. Ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléa, o cantor não apenas introduziu o rock and roll no vocabulário popular do país, como também ditou comportamentos, gírias e tendências que moldaram uma geração inteira sob o ritmo da "brasa" e da velocidade. Sua ascensão meteórica na TV Record o alçou ao posto de "Rei", título que carrega até hoje como símbolo máximo de carisma e influência cultural.
A partir dos anos 1970, o artista operou uma transição estética definitiva, trocando as jaquetas de couro pelo romantismo orquestrado e por composições que exploram a alma e o cotidiano amoroso. Roberto consolidou uma carreira de longevidade inédita, marcada por recordes de vendas e pelo emblemático especial de fim de ano na TV Globo, que se tornou uma tradição para milhões de brasileiros. Mesmo com o passar das décadas, sua capacidade de se manter relevante e atravessar gerações confirma sua posição como o pilar central da música popular nacional.











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