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Quem vai plantar? Tecnologia avança no campo baiano em meio ao desafio da sucessão rural

Foto do escritor: Matheus da Hora
Matheus da Hora
há 8 horas
10 min de leitura

Entre a tradição da agricultura familiar de Nazaré e a força da citricultura de Rio Real, novas tecnologias começam a mudar a relação do produtor com a terra mas o acesso à inovação ainda é desigual


Em Nazaré, no Recôncavo baiano, a mandioca, a banana e o cacau fazem parte da paisagem agrícola. Em Rio Real, no nordeste da Bahia, próximo à divisa com Sergipe, a produção de laranja e milho dá outra dimensão à atividade rural.

Vista da região do centro de Nazaré das Farinhas, município do Recôncavo baiano conhecido pela tradição da farinha de mandioca. Foto: Divulgação
Vista da região do centro de Nazaré das Farinhas, município do Recôncavo baiano conhecido pela tradição da farinha de mandioca. Foto: Divulgação

A diferença entre os dois municípios também aparece quando o assunto é inovação.

Quem acompanha produtores nas duas regiões percebe que a distância não está apenas nas culturas cultivadas, mas nas condições encontradas para produzir.


Para o engenheiro agrônomo Edson Carvalho do Nascimento Filho, nascido em Nazaré e formado em Agronomia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e atuante no setor agrícola por meio da Carvalho & Souza Consultoria Agrícola, empresa sediada em Rio Real, o nível de mecanização e de recursos empregados pelos produtores do município e da região é superior ao encontrado em Nazaré.

“O nível tecnológico dos agricultores lá é muito maior do que os de Nazaré.”

A diferença, porém, não nasceu com a inteligência artificial. Ela faz parte de uma transformação que o campo brasileiro vem atravessando há décadas.


Antes da inteligência artificial, vieram as máquinas


No início dos anos 2000, a agricultura de precisão já aparecia nas pesquisas brasileiras como uma possibilidade de utilizar mapas de produtividade, sistemas de informação, aplicação localizada de insumos e ferramentas computacionais para orientar decisões no campo.

Tecnologia e agricultura: sistemas de GPS, mapas de produtividade e computadores passaram a integrar ferramentas utilizadas para orientar decisões e tornar mais precisa a aplicação de insumos no campo. Foto: Ilustração gerada por inteligência artificial/ChatGPT, 2026.
Tecnologia e agricultura: sistemas de GPS, mapas de produtividade e computadores passaram a integrar ferramentas utilizadas para orientar decisões e tornar mais precisa a aplicação de insumos no campo. Foto: Ilustração gerada por inteligência artificial/ChatGPT, 2026.

A transformação ganhou escala ao longo dos anos seguintes.


O Censo Agropecuário mostra que, entre 2006 e 2017, o número de tratores nos estabelecimentos agropecuários brasileiros cresceu 49,9%, chegando a 1,23 milhão. A área irrigada também aumentou cerca de 48%.


O acesso à internet avançou ainda mais rapidamente. Em 2006, aproximadamente 75 mil estabelecimentos agropecuários declaravam possuir acesso à rede. Em 2017, eram cerca de 1,43 milhão.


Mas os números contam outra história ao mesmo tempo: no mesmo período, a população ocupada na agricultura familiar caiu de 12,28 milhões para 10,12 milhões de pessoas, uma redução de 17,6%.


Os dados não permitem afirmar que uma coisa tenha causado a outra. Eles mostram, porém, que a modernização do campo e a permanência da mão de obra rural não caminham necessariamente na mesma direção.


Essa contradição ajuda a entender a pergunta que surge agora, quando a inteligência artificial começa a entrar na produção agrícola: se as máquinas e a internet já mudaram o campo, elas também podem ajudar a garantir que continuará nele?


Rio Real e uma trajetória de duas décadas


Em Rio Real, a transformação pode ser observada em uma cadeia produtiva que já possui história.

Em 2006, o IBGE registrou que o município havia saltado da nona para a terceira posição entre os maiores produtores de laranja do Brasil. Naquele momento, Rio Real era o único município fora de São Paulo entre os dez maiores produtores nacionais.

Trabalhadores colhem laranjas em uma propriedade rural de Rio Real, no nordeste da Bahia. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP.
Trabalhadores colhem laranjas em uma propriedade rural de Rio Real, no nordeste da Bahia. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP.

Quase duas décadas depois, a citricultura continua ocupando lugar central na economia local. Em 2025, Rio Real foi o maior produtor de laranja da Bahia, com cerca de R$ 250,9 milhões em valor de produção.


Segundo Carvalho, a estrutura das propriedades ajuda a explicar parte dessa diferença em relação a Nazaré. Em Rio Real, ele cita tratores, arados, grades, subsoladores, colheitadeiras para o milho e tratores fruteiros empregados na produção de laranja.


A própria característica das culturas também influencia.


A mandiocultura, predominante em Nazaré e em parte do Recôncavo, exige menos mecanização e insumos quando comparada às cadeias da laranja e do milho.

“Como a mandiocultura é uma lavoura, uma cultura agrícola que demanda pouca tecnologia, a utilização de insumos é bem menor do que a laranja e o milho, por exemplo.”

A diferença também passa pelo acesso à informação e à assistência técnica.


De acordo com Carvalho, Rio Real possui empresas especializadas que atuam diretamente com os produtores. Em Nazaré, segundo ele, essa estrutura é mais limitada.


Para o agrônomo, esse é um dos principais obstáculos para a adoção de novas ferramentas. A assistência técnica, afirma, ainda alcança uma parcela pequena dos agricultores familiares.

“A assistência técnica consegue chegar a mais ou menos 4% a 5% dos agricultores familiares de um território.”

Carvalho defende a ampliação desse atendimento, com profissionais responsáveis por grupos menores de produtores. Uma das possibilidades seria um técnico para acompanhar cerca de 50 famílias, trabalhando com acesso à informação, manejo cultural, recursos de produção e ferramentas de inteligência artificial.


“Talvez pensar em universalizar a assistência técnica, colocando um profissional para atender 50 famílias e, com isso, a gente ter vários profissionais atuando junto com essas famílias.”

Há ainda a questão da renda.


Carvalho relaciona a capacidade de investimento dos agricultores à força econômica dos municípios. Na avaliação dele, a maior renda gerada pela atividade agropecuária em Rio Real permite mais condições de mecanização e tecnificação.

“O agricultor, por ter uma renda maior, ele consegue mecanizar sua lavoura, ele consegue tecnificar sua lavoura.”

A estrutura empresarial também acompanha essa diferença. Carvalho estima que Rio Real tenha cerca de 30 empresas de médio e grande porte ligadas ao agronegócio, enquanto Nazaré teria duas ou três empresas de menor porte atuando nesse segmento.



A comparação, entretanto, revela uma questão maior: a inteligência artificial não chega sozinha à propriedade. Antes dela, é preciso haver informação, assistência técnica, conexão e capacidade de investimento.


O que a inteligência artificial pode fazer no campo?

A inteligência artificial é apenas o capítulo mais recente de uma transformação que começou muito antes dos sistemas atuais.


Na avaliação de Carvalho, ela pode participar de diferentes etapas do planejamento da atividade agrícola, incluindo o manejo das culturas, controle de pragas e doenças, adubação, calagem e organização de plantio, colheita e tratos culturais.

“No caso da inteligência artificial aplicada na agricultura, ela pode servir no planejamento estratégico das ações, no que tange ao manejo cultural.”

A aplicação também pode chegar à comercialização.


Carvalho aponta a possibilidade de utilizar essas ferramentas para ampliar o acesso a diferentes canais de venda, incluindo mercados institucionais e convencionais.

“Na questão do acesso ao mercado, a otimização do acesso aos mercados institucionais, ao mercado convencional, para que o agricultor possa ter vias de comercialização distintas e com isso ele possa escoar toda a sua produção.”

Nesse caso, a IA não ajudaria apenas a decidir como produzir, mas também como comercializar o que foi produzido.


A discussão sobre comercialização ganhou importância para a agricultura familiar desde 2009, quando uma política federal estabeleceu que pelo menos 30% dos recursos destinados à alimentação escolar deveriam ser utilizados na compra de produtos diretamente da agricultura familiar.


O acesso a esses mercados, portanto, também faz parte da capacidade de uma propriedade gerar renda.

O resultado, porém, depende das condições encontradas pelo agricultor. Uma ferramenta digital pode organizar informações e apoiar decisões, mas exige conexão, capacitação, dados adequados e acompanhamento técnico.


O produtor conhece a terra.


A máquina pode ajudar a interpretar parte do que acontece nela.


Rio Real não começa do zero

A discussão sobre inovação em Rio Real acontece sobre uma atividade agrícola que já possui estrutura, mercado e escala.


Em setembro de 2025, foi inaugurada no município uma unidade de beneficiamento de frutas da Cooperativa Agropecuária do Litoral Norte da Bahia. O empreendimento recebeu mais de R$ 4,3 milhões e tem capacidade para processar até 2 mil toneladas de cítricos por ano, além de hortaliças e grãos.

Unidade de Beneficiamento de Frutas da Coopealnor, em Rio Real, passou a ampliar a capacidade de processamento da produção da agricultura familiar. Foto: André Frutuôso/Ascom CAR.
Unidade de Beneficiamento de Frutas da Coopealnor, em Rio Real, passou a ampliar a capacidade de processamento da produção da agricultura familiar. Foto: André Frutuôso/Ascom CAR.

O exemplo mostra que a modernização do campo não começa necessariamente com inteligência artificial.

Antes dela vêm a mecanização, a assistência técnica, o beneficiamento, a organização dos produtores e o acesso ao mercado.


A IA é mais uma etapa possível dessa transformação.


Em Nazaré, tradição e modernização convivem


A história de Nazaré ajuda a colocar essa transformação em perspectiva.


A farinha de Copioba continua associada à agricultura familiar do município. A produção da mandioca mantém uma relação direta com famílias que aprenderam o trabalho ao longo de gerações.

Produção da farinha de Copioba em uma casa de farinha de Nazaré das Farinhas, no Recôncavo baiano. Foto: TV Bahia.
Produção da farinha de Copioba em uma casa de farinha de Nazaré das Farinhas, no Recôncavo baiano. Foto: TV Bahia.

Uma pesquisa da Universidade Federal da Bahia realizada em Nazaré analisou 42 casas de farinha e identificou justamente a convivência entre tradição e modernização.


Mudanças nos equipamentos alteraram o processo produtivo sem necessariamente eliminar o saber-fazer tradicional.


O resultado desafia uma ideia simples de que modernizar significa abandonar práticas antigas.

Em Nazaré, as duas coisas podem coexistir.


Mas modernizar uma etapa não resolve todos os problemas da atividade rural.


Produzir melhor não significa necessariamente ganhar melhor.


Uma ferramenta pode ajudar a identificar uma doença ou organizar a produção. Mas não garante preço, comprador, crédito ou que o filho do agricultor queira continuar na propriedade.


A agricultura familiar entrou no centro da política pública


A preocupação com a permanência das famílias no campo também ganhou espaço na legislação brasileira.

Em 2006, a Lei nº 11.326 estabeleceu as diretrizes para a formulação das políticas públicas voltadas à agricultura familiar e aos empreendimentos familiares rurais.


Quase duas décadas depois, o tema ganhou um recorte ainda mais específico.


Em 2025, a Lei nº 15.178 instituiu a Política Nacional de Juventude e Sucessão Rural, voltada para jovens de 15 a 29 anos da agricultura familiar e para a continuidade das propriedades entre gerações.

Jovens agricultores participam das atividades da agricultura familiar; a sucessão entre gerações está entre os desafios para a continuidade das propriedades rurais. Foto: Albino Oliveira/MDA
Jovens agricultores participam das atividades da agricultura familiar; a sucessão entre gerações está entre os desafios para a continuidade das propriedades rurais. Foto: Albino Oliveira/MDA

A lei inclui entre seus eixos temas como acesso à terra, crédito, assistência técnica, comercialização, educação, conectividade, cultura, esporte, lazer e participação dos jovens na gestão das propriedades.

A lista ajuda a dimensionar o problema. A permanência no campo não depende de uma única ferramenta.


A tecnologia ajuda. Mas não decide sozinha


É justamente aí que a discussão sobre inovação encontra a sucessão rural.


Uma propriedade familiar precisa de alguém que queira assumir o trabalho quando a geração anterior parar.

Para Edson Carvalho, a tecnologia pode contribuir para manter o jovem no campo, mas não é suficiente para enfrentar sozinha o êxodo rural.


“Para mim, isso pode ajudar a permanência do jovem no campo, mas não é o fator preponderante.”

Na avaliação do agrônomo, a permanência da juventude depende também de educação e de um trabalho de conscientização que mostre ao jovem que a atividade rural pode ser uma alternativa de trabalho e geração de renda.

“Ele pode trabalhar na sua lavoura, permanecer no campo e produzir e vai ganhar muito mais do que um salário.”

A renda, porém, é apenas parte da questão. Carvalho também aponta a necessidade de informação, lazer, esporte e cultura nas comunidades rurais.

“Tem que ter acesso à informação qualificada, tem que ter atrativos de lazer, esporte, cultura, na zona rural, para que o jovem tenha motivação de continuar no campo.”

Ele cita ainda serviços e espaços de convivência, como quadras, praças e campos esportivos.

“A tecnologia por si só não é um fator único e preponderante. É um dos principais, mas não é o único fator para permanecer o jovem no campo.”

A pergunta, então, deixa de ser apenas como levar inteligência artificial para a propriedade e passa a ser também o que é preciso oferecer para que exista alguém disposto a continuar nela.


A conexão também faz parte da lavoura


A história recente mostra que estar conectado não significa necessariamente estar preparado para utilizar todas as ferramentas digitais.


Em 2017, apesar do avanço registrado desde 2006, menos de 30% dos estabelecimentos rurais tinham acesso à internet em todas as grandes regiões brasileiras. No Nordeste, apenas 3% dos estabelecimentos tinham acesso a algum tipo de maquinário como trator, colheitadeira e plantadeira, segundo o Atlas do Espaço Rural do IBGE.


O cenário mudou desde então.


Segundo a TIC Domicílios 2025, 81% dos domicílios rurais brasileiros tinham acesso à internet, contra 87% dos urbanos. Ainda assim, 17% da população rural nunca havia utilizado a internet.


Uma propriedade pode ter internet na casa e continuar enfrentando dificuldades de conexão na área onde a produção acontece.

ter internet na sede da propriedade não significa necessariamente contar com sinal em toda a área onde a produção acontece. A cobertura insuficiente pode limitar o uso de tecnologias digitais na atividade rural. Foto: Ilustração gerada por inteligência artificial/ChatGPT, 2026.
ter internet na sede da propriedade não significa necessariamente contar com sinal em toda a área onde a produção acontece. A cobertura insuficiente pode limitar o uso de tecnologias digitais na atividade rural. Foto: Ilustração gerada por inteligência artificial/ChatGPT, 2026.

Isso importa porque algumas ferramentas dependem de comunicação entre equipamentos, sensores, plataformas e sistemas de análise. A inovação, portanto, começa antes do algoritmo. Começa na infraestrutura.


A inovação também chegou à pequena produção


A digitalização não está restrita às grandes propriedades.


Um exemplo baiano é o Semear Digital, iniciativa coordenada pela Embrapa e parceiros que mantém um Distrito Agrotecnológico em Boa Vista do Tupim, com trabalho voltado a pequenos e médios produtores.


O projeto envolve conectividade, capacitação e soluções digitais aplicadas a atividades como mandioca, licuri e mel.


Em 2026, pesquisadores do programa passaram a trabalhar também com ferramentas para monitoramento do estresse hídrico em cultivos de abacaxi no município.


A experiência mostra que a agricultura digital pode ser pensada também a partir da realidade da agricultura familiar nordestina.


Mas ela também evidencia um desafio: levar uma ferramenta até o produtor é diferente de garantir que ele tenha estrutura, conhecimento e condições para utilizá-la.


E se a inteligência artificial estiver certa?

Mesmo quando uma ferramenta funciona, alguém precisa interpretar sua resposta.


Uma inteligência artificial pode apontar uma doença. Mas será que é mesmo aquela doença?

Pode recomendar determinada ação. Mas ela serve para aquela cultura, naquele solo, naquele clima e naquela propriedade?


A tecnologia pode reduzir incertezas, mas não elimina a necessidade de conferir.

No campo, um erro de interpretação pode custar uma safra.


Por isso, a inteligência artificial não deveria ser apresentada como substituta do conhecimento agrícola, mas como uma ferramenta que precisa ser utilizada junto com ele.


Duas cidades, uma pergunta


Em Rio Real, a agricultura movimenta uma cadeia produtiva que ganhou importância ao longo de décadas.

Vista aérea de Rio Real, no nordeste da Bahia, mostrando a área urbana do município e a paisagem rural no entorno. Foto: Secretaria Municipal de Administração/Rio Real
Vista aérea de Rio Real, no nordeste da Bahia, mostrando a área urbana do município e a paisagem rural no entorno. Foto: Secretaria Municipal de Administração/Rio Real

Em Nazaré, a mandioca e a farinha carregam uma história construída por famílias e comunidades rurais.

As duas cidades mostram que não existe apenas um campo baiano.

Vista aérea da região de Nazaré das Farinhas, no Recôncavo Baiano, com o rio Jaguaripe ao redor da área urbana. Foto: Samory Pereira Santos/Wikimedia Commons, 2023.
Vista aérea da região de Nazaré das Farinhas, no Recôncavo Baiano, com o rio Jaguaripe ao redor da área urbana. Foto: Samory Pereira Santos/Wikimedia Commons, 2023.

Existem vários.


E também não existe uma única maneira de modernizá-lo.


Desde os primeiros estudos de agricultura de precisão nos anos 2000, o campo passou por máquinas, internet, sistemas de informação, sensores e novas formas de comercialização. Agora, a inteligência artificial acrescenta outra camada a esse processo.


Mas a história também mostra que modernização não significa automaticamente permanência.

Em 2006, a internet ainda era rara nas propriedades rurais. Em 2017, seu acesso havia crescido quase vinte vezes, enquanto o número de pessoas ocupadas na agricultura familiar havia diminuído 17,6%.


Os números não explicam sozinhos por que um jovem deixa ou permanece no campo.


Mas ajudam a mostrar que essa decisão envolve mais do que tecnologia.


Para alguns produtores, inovação pode significar uma máquina. Para outros, assistência técnica. Para outros, uma conexão de internet que finalmente funciona dentro da propriedade.


Para uma nova geração, pode significar a possibilidade de transformar uma atividade tradicional em uma profissão que também dialogue com o mundo digital.


A inteligência artificial pode ajudar.


Mas ainda não responde à pergunta principal.


Quem vai plantar?


A resposta talvez esteja menos nas máquinas do que nas condições oferecidas para que alguém escolha permanecer na terra.


E essa escolha começa quando o jovem olha para aquela terra e decide se ali ainda existe um futuro.


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