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O que fazer em Salvador: dicas de turismo e lazer

  • Foto do escritor: Rony Costa
    Rony Costa
  • há 2 dias
  • 9 min de leitura

Salvador é uma cidade que revela cultura, história e alegria. Se você está pensando em aproveitar o melhor da capital baiana, prepare-se para uma experiência cheia de cores, sabores e sons que só aqui você encontra. Neste guia, reunimos dicas práticas e lugares para você curtir tudo que ela tem de melhor.


Farol da Barra: cores branco e preto sob céu nublado, com muro de pedra e grupo de pessoas usando fones. Luzes e tenda branca
Vista panorâmica do Farol da Barra ao entardecer _ Crédito: @ronycosta / 071 News

Com 477 anos de história, Salvador é a terceira maior cidade do Brasil e a primeira capital do país, fundada em 1549 às margens da Baía de Todos os Santos. O que faz da cidade um destino único não é apenas o peso da história: é a forma como ela movimenta no cotidiano, nas belas praias e nos aromas do acarajé nas esquinas além dos pôr do sol disputados palmo a palmo nas pedras do Farol da Barra.


Com mais de 50 km de orla, dezenas de praias e um centro histórico tombado pela Unesco desde 1985, Salvador oferece roteiros para todos os perfis. A seguir, os pontos essenciais para quem quer conhecer a cidade a fundo.


Manifestação Cultural: Grupo de percussão vestido de vermelho toca tambores no Pelourinho, em Salvador, com a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos ao fundo.
Grupo de percussão se apresenta no Pelourinho durante Carnaval em Salvador (BA) — Crédito: @ronycosta / 071 News

Pelourinho


O Pelourinho é o coração histórico de Salvador e também uma das cicatrizes mais vivas do Brasil. Suas ruas de paralelepípedo guardam mais de três séculos de história: foram palco do comércio de escravizados e da resistência cultural afro-brasileira.


Os casarões coloridos e as igrejas barrocas que dominam a paisagem revelam camadas de significado que vão muito além do cartão-postal. É dessa história que nasce a força cultural que hoje movimenta o bairro.


Vale reservar tempo para o Museu Afro-Brasileiro, um dos mais importantes acervos da diáspora africana nas Américas. À noite, os bares e as rodas de música ao vivo transformam o Largo do Pelourinho em um palco a céu aberto.


Vista frontal do Elevador Lacerda em Salvador, com sua estrutura de concreto em arco entre dois edifícios coloridos e céu azul ao fundo.
O Elevador Lacerda, inaugurado em 1873, conecta a Cidade Alta à Cidade Baixa de Salvador (BA) e é considerado o primeiro elevador urbano do mundo _ Crédito: @ronycosta / 071 News

Elevador Lacerda


Com 72 metros de altura e inaugurado em 1873, o Elevador Lacerda foi o primeiro elevador urbano do mundo e até hoje é o mais movimentado da América Latina, transportando mais de 900 mil pessoas por mês entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa. Além de solução de mobilidade, oferece um dos enquadramentos mais icônicos do Brasil: a vista panorâmica da Baía de Todos os Santos, com seus 1.100 km² de águas e ilhas ao fundo.

Farol da Barra em Salvador sob céu azul com nuvens. Pessoas visitam o forte histórico de pedra e branco; ambiente sereno e turístico.
Forte de Santo Antônio da Barra é o farol mais antigo das Américas em operação contínua e um dos pontos mais visitados de Salvador (BA) _ Crédito: @ronycosta / 071 News

Farol da Barra


Construído em 1698, o Farol da Barra é o farol mais antigo das Américas em operação contínua e um dos cartões-postais mais disputados de Salvador. Erguido na ponta do forte de Santo Antônio da Barra, onde as águas da Baía de Todos os Santos encontram o oceano Atlântico, ele oferece um dos pôr do sol mais fotografados do Brasil. Chegar com antecedência é essencial: às sextas e fins de semana, centenas de pessoas se reúnem nas pedras ao redor do farol para o ritual coletivo de assistir ao sol mergulhar no mar.


Dentro do forte, o Museu Náutico da Bahia guarda um acervo que atravessa cinco séculos de história marítima, de instrumentos de navegação portugueses a mapas coloniais que ajudaram a desenhar o Brasil. Após a visita, a orla da Barra se estende por quiosques e bares que servem desde um acarajé até drinks com frutas tropicais, com o mar como pano de fundo.


Praias para relaxar e se divertir


Salvador é famosa pelas suas praias, que agradam a todos os gostos. Se você quer descansar, praticar esportes ou curtir uma boa culinária, tem praia para isso.


Estátua de bronze de Dorival Caymmi sorrindo à beira-mar da Itapuã. Mar azul e céu claro ao fundo criam atmosfera tranquila.
A estátua de bronze de Dorival Caymmi contempla o mar na Praia de Itapuã, em Salvador (BA). O compositor baiano, um dos maiores nomes da música popular brasileira, imortalizou a praia na canção "Itapuã", gravada em 1967. Crédito: @edy.a.Araújo / 071 News

Praia de Itapuã


Itapuã carrega o peso leve de quem virou poesia. A praia que inspirou Vinicius de Moraes a escrever "Tarde em Itapuã", em parceria com Toquinho, e que Dorival Caymmi já imortalizava desde os anos 1940, segue sendo um dos cantos mais contemplativos de Salvador. Menos agitada que as praias da orla atlântica, Itapuã seduz por suas águas calmas, pelas lagoas de Abaeté a poucos minutos a pé e por uma estátua de bronze de Caymmi que olha para o mar como se ainda estivesse compondo. Para quem quer se hospedar no bairro, o Casa Di Vina Boutique Hotel ocupa a casa onde Vinicius de Moraes viveu em Salvador, com vista para o mar de Itapuã.


O bairro também é um dos melhores endereços da cidade para experimentar a culinária baiana sem o apelo turístico do centro. Nos restaurantes e bares da região, moqueca, vatapá e casquinha de siri chegam à mesa com a informalidade de quem cozinha para vizinho, não para visitante.


Cantor e compositor Caetano Veloso sorrindo sentado na areia da Praia do Porto da Barra, em Salvador, em meio a banhistas durante tarde ensolarada.
Caetano Veloso curte a tarde na Praia do Porto da Barra, em Salvador (BA), cercado de banhistas. O músico baiano é presença frequente em uma das praias mais queridas da cidade _ Crédito: Tiago Caldas

Porto da Barra e Farol da Barra


A Praia do Porto da Barra é considerada por muitos soteropolitanos a mais bonita da cidade, e não é difícil entender o porquê. Localizada no coração do bairro da Barra, a menos de 5 km do centro histórico, ela forma uma baía natural protegida onde as águas calmas e esverdeadas da Baía de Todos os Santos encontram o Atlântico, criando condições ideais para banho durante praticamente o ano inteiro.


O programa perfeito começa na areia. As barracas à beira da praia servem água de coco, cerveja, petiscos enquanto a tarde avança. Quando o sol começa a baixar, é hora de caminhar até o Farol da Barra, a poucos passos dali. Construído em 1698, é o farol mais antigo das Américas em operação contínua, erguido exatamente no ponto onde a Baía de Todos os Santos encontra o Atlântico. Às sextas e fins de semana, centenas de pessoas se reúnem nas pedras ao redor para o ritual coletivo de assistir ao sol mergulhar no mar, num dos pôr do sol mais fotografados do Brasil. Não à toa, nomes como Caetano Veloso são presença frequente por aqui.


Dentro do forte que abriga o farol, o Museu Náutico da Bahia guarda um acervo que atravessa cinco séculos de história marítima, de instrumentos de navegação portugueses a mapas coloniais que ajudaram a desenhar o Brasil. Uma tarde inteira bem gasta, sem sair do mesmo bairro.


Praia do Roma


Encravada na Península de Itapagipe, na Cidade Baixa, a Praia do Roma é uma das mais tranquilas e menos badaladas de Salvador, o que a torna um achado para quem quer fugir da agitação da orla atlântica. Banhada pelas águas mansas da Baía de Todos os Santos, a praia integra uma sequência contínua que vai da Praia do Meio até a Praia do Cantagalo, num trecho de águas rasas e calmas.


Praia de Roma em Salvador (BA): ensolarada com pessoas relaxando em cadeiras coloridas. Forte branco no morro ao fundo, céu azul e palmeiras ao redor.
Praia de Roma _ Crédito: Paulo Lemos

O entorno transforma a visita em um passeio cultural espontâneo. A poucos passos, o Largo de Roma abriga o Memorial Santa Dulce dos Pobres, dedicado à primeira santa brasileira, e a região ainda é ponto de passagem durante a procissão do Senhor do Bonfim. Para completar, o Forte de Monte Serrat, um dos exemplos mais primorosos da arquitetura militar colonial do Brasil, oferece vista privilegiada para a Baía de Todos os Santos e para a Ilha de Itaparica, sendo um dos pontos mais concorridos da cidade para assistir ao pôr do sol.


Praia do Flamengo


Situada em Stella Maris, na divisa de Salvador com Lauro de Freitas, o Flamengo tem areia amarelada, coqueiros e arrecifes que formam ondas fortes, tornando o local um dos preferidos para o surfe na capital. Na maré baixa, as pedras criam piscinas naturais ao longo da faixa de areia. A tradicional Barraca do Lôro, uma das poucas que sobreviveram à demolição das barracas da orla de Salvador, é parada obrigatória. Por ficar mais afastado do centro, o ideal é ir de carro de aplicativo pela orla. Salvador tem praia para todos os gostos e a lista de opções próprias para banho é generosa. Para quem prefere a agitação da orla atlântica, Ondina, Amaralina e Pituba oferecem boa infraestrutura e fácil acesso. Piatã e Stella Mares são apostas certeiras para quem busca um ambiente mais familiar e tranquilo. Já Armação agrada quem quer combinar mar aberto. Para os mais contemplativos, Buracão oferece uma das paisagens mais pitorescas da orla. Antes de ir, consulte sempre o boletim de balneabilidade mais recente do Inema.


Praça com pessoas passeando. Ao fundo, prédios históricos e barracas de comida com letreiros "Natal". Clima ensolarado e descontraído.
Centro Histórico de Salvador _ Crédito: @ronycosta / 071 News

Experiências culturais e gastronômicas


Além dos pontos turísticos, Salvador oferece experiências culturais e gastronômicas que enriquecem qualquer visita. A cozinha baiana é uma das mais complexas e identitárias do Brasil, construída sobre séculos de influência africana, indígena e portuguesa.


Acarajé aberto ao meio recheado com vatapá amarelo e camarões, acompanhado de vinagrete em tigela separada, servido em prato rústico sobre papel manteiga.
Acarajé recheado com vatapá e camarão, um dos quitutes mais icônicos da culinária baiana e patrimônio cultural imaterial do Brasil _ Crédito: @ronycosta / 071 News

Antes de qualquer restaurante, o ponto de partida é o acarajé, patrimônio cultural imaterial do Brasil desde 2004, reconhecido pelo Iphan. O bolinho de feijão fradinho frito no azeite de dendê, recheado de vatapá, caruru e camarão seco, é vendido pelas baianas de branco espalhadas pela cidade. A Dinha, no Largo de Santana do Rio Vermelho, foi a primeira baiana a ganhar fama na cidade, com ponto fundado pela avó há quase 70 anos e hoje conduzido pela família. A Cira, com tabuleiros em Itapuã e no Rio Vermelho, e a Regina, com pontos no Rio Vermelho e na Graça, completam a trindade mais disputada da cidade. Para quem estiver no Farol da Barra, o tabuleiro da família de Tânia Bárbara Neri, já na quinta geração, é a parada certa.


Fachada colorida de um prédio amarelo com detalhes azuis e vermelhos à noite, com texto "Casa de Tereza" e pessoas entrando.
Restaurante Casa de Tereza _ Crédito: Cristina Friuncu

Para quem quer sentar à mesa e mergulhar na tradição, o Rio Vermelho concentra algumas das casas mais importantes. A Casa de Tereza é uma referência da gastronomia baiana com ambiente que mistura culinária e arte, com salões temáticos que homenageiam artistas e divindades da cultura local. O Dona Mariquita, vizinho de rua, resgata receitas originais com frutos do mar do Recôncavo Baiano, misturando influências indígenas, africanas e do interior. No Pelourinho, o Restaurante Senac serve buffet com mais de 40 pratos típicos em um casarão colonial, opção ideal para quem quer provar de tudo com preço fixo.


Para quem quer conhecer uma das propostas mais reconhecidas da gastronomia baiana contemporânea, o destino é o Origem, único restaurante do Norte e Nordeste na lista dos 100 melhores da América Latina pelo 50 Best, comandado pelos chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, com menu-degustação de 14 etapas que percorre biomas e sabores da Bahia contemporânea.


Quem prefere vista ao mar encontra boas opções na Bahia Marina, na Avenida Contorno, com restaurantes voltados para a Baía de Todos os Santos.


Show de reggae no Pelourinho
Show no Pelourinho _ Crédito: @ronycosta / 071 News

Música e Dança


Salvador não é apenas berço do axé e do samba-reggae. A cidade que revelou Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Ivete Sangalo ao mundo também pulsa ao som do "pagodão" baiano, do arrocha e das baterias dos blocos afro como o Olodum e o Ilê Aiyê, que transformaram o ritmo africano em identidade coletiva. Quem quiser sentir a música antes de qualquer bar ou show basta seguir o som pelas ruas do centro histórico, onde a batida raramente para.


Cada bairro tem seu sotaque musical. O Pelourinho concentra as rodas de capoeira e os shows nas praças históricas às terças-feiras, com entrada gratuita. O Rio Vermelho é o bairro da vida boêmia noturna, com bares que vão do samba ao pagodão, especialmente na Vila Caramuru e no entorno do Largo de Santana.


Onde comprar artesanato e lembranças

O Mercado Modelo, no coração da Cidade Baixa, é parada obrigatória para quem quer levar um pedaço da cidade na mala. Com mais de 300 boxes, o casarão do século XIX reúne desde cordéis e instrumentos de capoeira até renda, cerâmica e produtos gastronômicos típicos.

A exposição permanente "Lágrimas", do artista baiano Vinicius S.A., está localizada no subsolo do Mercado Modelo, em Salvador
A exposição permanente "Lágrimas", do artista baiano Vinicius S.A., está localizada no subsolo do Mercado Modelo, em Salvador — Crédito: @edy.a.Araújo / 071 News

No subsolo do Mercado Modelo, a Galeria Mercado amplia a experiência com um mergulho na história e na arte baiana. O espaço reúne obras de nomes como Mário Cravo Jr., Rubem Valentim e Vinicius S.A., além de uma linha do tempo com registros do mercado, do período de construção ao incêndio de 1984. Com exposições permanentes e recursos interativos, como QR Codes e conteúdos acessíveis, a galeria conecta passado e presente em um dos pontos mais simbólicos da cidade.


O local na fotografia é a Cidade da Música da Bahia, um museu tecnológico e interativo situado no bairro do Comércio, em Salvador.
Este espaço cultural está instalado no histórico Casarão de Azulejos Azuis, próximo ao Mercado Modelo e ao Elevador Lacerda — Crédito: @ronycosta / 071 News

Ao lado, no Cidade da Música da Bahia, instalado no histórico Casarão dos Azulejos Azuis, o visitante percorre a história da música baiana da colonização aos dias atuais. Distribuído em quatro pavimentos, o espaço aposta em acervo audiovisual, salas interativas, estúdio de percussão e cabines de karaokê onde é possível gravar o próprio clipe.



Para uma experiência mais autêntica e menos turística, a Feira de São Joaquim, na orla da Baía de Todos os Santos, revela a cidade em sua forma mais crua: ervas, temperos, frutas exóticas, artesanato do Recôncavo e uma movimentação que mistura cor, som e cheiro em uma das feiras mais vivas do Nordeste.


Se você está se perguntando o que fazer em Salvador, agora tem um guia completo para começar a explorar essa cidade incrível. Aproveite cada momento e descubra por que Salvador é tão especial para quem vive aqui e para quem visita.


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