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Casos de leucemia no Brasil crescem 21% em dez anos; envelhecimento e exames explicam alta

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

INCA estima mais de 12 mil novos diagnósticos em 2026. Apesar do aumento de registros, avanços no tratamento reduzem a gravidade da doença, destacam especialistas no 'Fevereiro Laranja'.

Manchas roxas na pele podem ser um dos sinais de alerta para doenças hematológicas, como a leucemia — Foto: Reprodução
Manchas roxas na pele podem ser um dos sinais de alerta para doenças hematológicas, como a leucemia — Foto: Reprodução

Os diagnósticos de leucemia no Brasil deram um salto expressivo na última década. Segundo a "Estimativa 2026" do Instituto Nacional do Câncer (INCA), divulgada no início deste mês, o país deve registrar 12.220 novos casos neste ano. O número representa um aumento de 21% em comparação aos 10.070 casos projetados em 2016, um crescimento muito superior ao da população brasileira no período (3,5%).


Para a hematologista Renata Lyrio, da Oncologia D’Or, a alta nos números não significa necessariamente um cenário mais letal, mas sim uma mudança demográfica e tecnológica. A médica atribui o aumento ao envelhecimento acelerado da população e à melhoria na capacidade de diagnóstico do sistema de saúde.

"Apesar do crescimento de casos, a gravidade da doença diminuiu, graças aos avanços do tratamento, o que aumentou o tempo e a qualidade de vida dos pacientes", explica a especialista, ressaltando a importância da campanha de conscientização Fevereiro Laranja.

A neoplasia é caracterizada pela multiplicação desordenada de células brancas na medula óssea afeta predominantemente homens, com picos de incidência em crianças de até quatro anos e idosos a partir dos 70 anos.


Cenário Global e Desigualdade no Brasil


A percepção clínica no Brasil acompanha uma tendência mundial. Um estudo chinês baseado em dados globais de 1990 a 2021 apontou um crescimento de 28% nos casos de leucemia no mundo. Em contrapartida, houve uma queda de 16% na mortalidade prematura e incapacidade, impulsionada por novos quimioterápicos, terapias-alvo e transplantes de medula óssea.


No entanto, esses benefícios terapêuticos esbarram na desigualdade. No Brasil, dificuldades de acesso ao sistema de saúde em algumas regiões atrasam o diagnóstico. Embora a leucemia seja o 13º câncer mais comum no país, ela sobe para a 6ª posição entre os homens no Nordeste e a 7ª no Norte.


Diagnóstico e Prevenção


As leucemias dividem-se em agudas (de evolução rápida e sintomas severos) e crônicas (silenciosas, podendo levar anos para manifestar sinais). A detecção precoce frequentemente ocorre por meio de exames de rotina, como o hemograma.


Especialistas alertam que o controle do peso, a interrupção do tabagismo e o distanciamento de agentes químicos cancerígenos, como o benzeno, são fatores fundamentais para a prevenção.


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